MATO GROSSO

Governo de MT aplica R$ 414 milhões em Confresa e constrói hospital, asfalto, pontes e outras obras

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O Governo de Mato Grosso aplica R$ 414,5 milhões no município de Confresa para estruturar e melhorar diversas áreas, garantindo o desenvolvimento econômico e social da região, principalmente com a construção de asfalto, pontes e concreto e de um Hospital Regional.

Os recursos são investidos em infraestrutura, educação, assistência social, saúde, segurança e agricultura familiar.

Infraestrutura

A maior parte dos investimentos está direcionada para a infraestrutura, somando R$ 264,6 milhões. Entre as obras em andamento e concluídas estão o asfaltamento de 49,89 km da MT 430, pelo valor de R$ 111,7 milhões; a recuperação de 120,32 km de asfalto entre Confresa e Natanael, com R$ 82,9 milhões; a restauração de 94,61 km da MT-413, entre a BR-158 e a MT-432, por R$ 49 milhões.

Foram entregues quatro pontes de concreto, incluindo uma de 77,1 metros de extensão, na MT-430, com investimento de R$ 4,1 milhões, além de aduelas de concreto para a substituição de pontes de madeira.

Educação

A educação recebeu um investimento total de R$ 12,9 milhões, incluindo a entrega de 1.507 Chromebooks, oito ônibus escolares, reforma de escolas estaduais e aquisição de mobiliário.

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Assistência social

A área de assistência social foi beneficiada com R$ 5,9 milhões em investimentos, entre eles o atendimento a 2.118 famílias pelo programa SER Família Emergencial; entrega de 9.140 cestas básicas pelo Vem SER Mais Solidário e qualificação profissional pelo SER Família Capacita (R$ 135.136,50).

Saúde

Os investimentos na saúde somam R$ 125,6 milhões, destacando-se a construção do Hospital Regional do Araguaia, que está em andamento, e será referência para os municípios da região. Ao todo, a unidade contará com um total de 151 leitos, sendo 111 leitos de enfermaria e 40 leitos de UTI.

Segurança

Na área de segurança, foram investidos R$ 738,9 mil, incluindo as entregas de um auto tanque para o Corpo de Bombeiros Militar; equipamentos de mergulho para o Corpo de Bombeiros.

Agricultura familiar

Os investimentos na agricultura familiar totalizam R$ 1,4 milhão, abrangendo a destinação de oito tanques resfriadores e outros equipamentos agrícolas. No município, foi feita a distribuição de caixas de apicultura e de mudas de banana, insumos e materiais para a horta comunitária.

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Outros investimentos

Além disso, foram feitos outros investimentos que somam R$ 3,2 milhões, como empréstimo para empresários pela Desenvolve MT; perfuração de poços tubulares; Investimento em cultura e esportes e reforma da 61ª Ciretran.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Sefaz orienta municípios sobre mudanças na arrecadação com novo sistema tributário

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O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Fábio Pimenta, participou, nesta quarta-feira (14.10), do 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios: Transição e Governança para o Novo Modelo Tributário, promovido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O evento reúne prefeitos, secretários municipais, vereadores, presidentes de Câmaras e técnicos das áreas de Fazenda e Desenvolvimento Econômico para discutir os impactos da reforma nas finanças municipais.

Ao lado do procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, Pimenta abriu a programação de palestras com o tema “Reforma Tributária: Formas, estrutura e fluxo de arrecadação”. Durante sua fala, o gestor alertou para a necessidade dos municípios se prepararem para as mudanças, especialmente em relação à arrecadação de 2026 que será utilizada como referência para a distribuição de parte das receitas durante o período de transição.

“A receita dos próximos 50 anos começa a ser definida agora. É fundamental que os gestores municipais melhorem sua arrecadação ainda em 2026, pois os valores arrecadados entre 2019 e 2026 servirão de base para amenizar as perdas com a Reforma Tributária”, destacou o secretário.

A preocupação está relacionada à mudança da sistemática de tributação e do modelo de desenvolvimento de Mato Grosso, que se baseia na produção. Com a Reforma Tributária, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Serviços (ISS) serão gradualmente substituídos pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), cuja receita será destinada aos estados e municípios onde ocorre o consumo.

“Mato Grosso é um estado produtor e, com a mudança da tributação da origem para o destino, terá uma perda estimada, ao final do período de transição, de cerca de R$ 10 bilhões. Os municípios mato-grossenses também serão impactados, pois possuem uma população relativamente pequena diante do volume de produção”, explicou Fábio Pimenta.

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Durante a palestra, também foram apresentados os novos critérios de distribuição da parcela estadual do IBS destinada aos municípios. Pelo novo modelo, 80% desses recursos serão repartidos proporcionalmente à população, 10% conforme indicadores de aprendizagem e equidade na educação, 5% por critérios ambientais e 5% em parcelas iguais.

O procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo defendeu a revisão de pontos da Reforma Tributária que podem prejudicar Mato Grosso, especialmente os critérios de distribuição de recursos aos municípios. Segundo ele, as mudanças poderão agravar as dificuldades financeiras das cidades com população reduzida e maior dependência de transferências estaduais e federais.

“Um dos caminhos seria exatamente fazer essa revisão dos critérios de distribuição do IBS. Mas isso depende do Congresso Nacional, dos deputados federais, dos senadores e de toda uma articulação que deve ser feita”, afirmou Gallo.

O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, também reforçou a importância de os gestores municipais ampliarem a arrecadação própria e para a situação dos municípios com população reduzida. “Temos municípios com 3 mil, 2 mil, 1 mil habitantes que definitivamente não se sustentam. Eles só sobrevivem por causa dos repasses federais e estaduais. Vamos conversar com os prefeitos para que eles atentem para a arrecadação que vão fazer até o dia 31 de dezembro”, disse.

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Também participaram da abertura o presidente da Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID), os conselheiros José Carlos Novelli, Valter Albano e Campos Neto; a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Anne Karine Louzich; o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Máximo; o presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel; o ex-presidente da AMM Leonardo Bortolin; o membro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Yendis Costa; a controladora-geral da Defensoria Pública de Mato Grosso, Bárbara Natália Nogueira Garnica; e o primeiro vice-presidente da AMM e prefeito de Rondolândia, José Guedes.

Integração com os municípios

Outro ponto destacado durante a apresentação foi o trabalho desenvolvido pela Sefaz em parceria com a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) para preparar as administrações tributárias para o novo modelo. A atuação conjunta ocorre por meio de um Comitê Gestor Regional, que conta com grupos técnicos responsáveis pela integração das administrações tributárias e pela realização de estudos e simulações sobre os impactos da reforma.

A iniciativa busca fortalecer a cooperação entre o Estado e os municípios, promover o compartilhamento de informações e apoiar o planejamento das administrações municipais diante das mudanças na arrecadação.

O 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios é promovido pela Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID) do TCE-MT. O evento está sendo realizado na Escola Superior de Contas e segue até esta quinta-feira (15).

Fonte: Governo MT – MT

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