O asfaltamento de 271,9 quilômetros das MTs-170/208/418 está mudando a realidade da região Noroeste de Mato Grosso. A rodovia, que antes era de responsabilidade do Governo Federal e conhecida como BR-174, passou a ser administrada pelo Estado em 2022 e já está com 100 km de asfalto.
A chegada do asfalto vai tirar os municípios de Colniza, Aripuanã, Juruena e também Cotriguaçu do isolamento, garantindo que todos tenham acesso por via pavimentada ao restante da malha estadual.
Para Milton Amorim, prefeito de Colniza – que está localizada exatamente no fim dos 271,9 km da rodovia, esse asfalto ajuda a transformar a região, que antes “era considerada a pior do Estado de Mato Grosso”.
Ele contou que mora em Colniza há 24 anos e antes morou por 12 anos em Castanheira. Percorrer as estradas de chão representava um sofrimento para a população.
“Eu já gastei daqui até Juína, levando uma carreta de madeira, cheguei a passar 22 dias para chegar lá. Ficar atolado no caminho. Isso ocorria lá em 2008, 2010. E hoje nós estamos fazendo aí de carro em quatro horas, cinco horas de viagem. De caminhão está levando 10 horas”, disse.
Segundo o governador Mauro Mendes, a expectativa é que todo o trecho esteja asfaltado até o fim de 2025. No total, o investimento do Estado na rodovia supera os R$ 600 milhões, valor que inclui a construção de 22 pontes de concreto.
Em Aripuanã, a prefeita Seluir Peixer destacou a visão do governo com a região. “Ele não olha o número de eleitores que estão aqui, ele olha há quanto tempo essa população está aqui. Nós estamos aqui no Noroeste e precisamos muito da participação do Governo, que olha a população que está aqui e em todo Mato Grosso”, afirmou.
Para garantir a chegada do asfalto ao município, a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística asfaltou 41 km da MT-208 entre Aripuanã e a Passagem do Loreto.
O prefeito de Juruena, Manoel Garça Branca, se disse emocionado com a realização das obras. Ele lembrou que, junto com outros prefeitos da região, procuraram o governador Mauro Mendes para ter garantias que a BR-174 seria asfaltada. Hoje isso é uma realidade.
“Nosso povo já estava desacreditado, muitos apareciam aqui só em época de campanha para prometer a obra. Hoje nós temos segurança de que o sonho vai ser realizado”, disse.
A rodovia entre Castanheira e Colniza foi federalizada em 2008 com a promessa de que seria asfaltada pelo Governo Federal, o que não aconteceu nos 15 anos seguintes. Para resolver o problema, o Governo de Mato Grosso solicitou a estadualização do trecho, o que ocorreu em 1º de Junho de 2022. Nove meses depois, a Sinfra-MT solucionou uma série de pendências para iniciar a obra, em abril de 2023.
Restauração de trecho
O Governo de Mato Grosso entregou na noite desta sexta-feira (28.06) a restauração de 50 km de asfalto da MT-170 entre Castanheira e Juína em um investimento de R$ 39,4 milhões.
No total, a Sinfra-MT está recuperando 283 km da MT-170 entre o entroncamento com a BR-364 e Castanheira. Este trecho não fazia parte da antiga rodovia federal BR-174.
Deputado afirma ter repassado R$ 600 mil para o curso de Arquitetura e Urbanismo, mas NOB citada para comprovar a transferência não foi apresentada.
A implantação de uma turma especial de Arquitetura e Urbanismo da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) em Rondonópolis foi anunciada com previsão de R$ 1,2 milhão. A proposta previa R$ 600 mil destinados pelo deputado estadual Sebastião Rezende e outros R$ 600 mil pela Prefeitura.
Sebastião Rezende afirma que os R$ 600 mil foram repassados e depositados na conta da Prefeitura. Segundo ele, uma Nota de Ordem Bancária (NOB) comprova a transferência. A NOB não foi apresentada publicamente.
Os outros R$ 600 mil também não têm, até o momento, um documento público que estabeleça a obrigação da Prefeitura.
A proposta foi discutida entre o deputado Sebastião Rezende e o então ex prefeito José Carlos do Pátio. O combinado era que o deputado destinaria R$ 600 mil e a Prefeitura colocaria outros R$ 600 mil.
A reportagem investigou e não foi encontrado pela Prefeitura qualquer documento assinado pela gestão anterior. O acordo entre os dois, porém, foi apenas verbal. Não foi apresentado convênio, termo ou outro documento da gestão anterior que determine o pagamento dos R$ 600 mil pelo município.
Sem esse registro, não há documento que obrigue a atual administração a cumprir o acordo feito entre o deputado e o ex-prefeito.
A estimativa inicial de R$ 1,2 milhão também não representa necessariamente o custo atual do projeto. A implantação de um curso de Arquitetura e Urbanismo envolve despesas como equipamentos e outras necessidades da universidade. O valor atualizado precisa ser informado pela Unemat.
No caso do recurso atribuído do Sebastião Rezende, falta a apresentação da NOB citada pelo deputado. No caso da contrapartida municipal, falta um documento que comprove que a Prefeitura tenha que assumir formalmente o pagamento.
A apresentação desses documentos permitirá verificar quanto foi repassado, quando o dinheiro chegou aos cofres municipais e se existe uma obrigação financeira deixada pela administração de José Carlos do Pátio para a atual gestão.
Essas ações não significam que a Prefeitura tenha assumido o compromisso de R$ 600 mil discutido na gestão anterior.O prefeito Cláudio já disse publicamente que entregaria por meio do doação o prédio para a Unemat no entanto a instituição não se manifestou, fazendo que o núcleo passa-se de 7 cursos para apenas 2, impactanto o acesso dos estudantes da região ao ensino superior gratuito.
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