O governador Mauro Mendes vistoriou, na manhã desta terça-feira (18/3), as obras da ponte do Rodoanel de Cuiabá e Várzea Grande.
De acordo com Mauro, a ponte está “praticamente pronta” e, junto com as demais obras no Rodoanel, vai melhorar muito o trânsito na baixada cuiabana.
“Se Deus quiser e a empreiteira andar bem, a obra vai ficar pronta no final do ano e vai melhorar muito essa logística entre Cuiabá e Várzea Grande, de quem chega ali pela BR-163, podendo acessar já por todos os bairros, pela MT-010, acessar Chapada dos Guimarães, por essa nova logística que está sendo construída aqui”, declarou.
A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, que também acompanhou a vistoria, destacou que o Governo do Estado tem feito grandes investimentos no município. Também acompanharam a visita o deputado estadual Fabio Tardin e os secretários de estado Fabio Garcia (Casa Civil) e Laice Souza (Comunicação).
“O governador Mauro é o que mais tem construído pontes em Várzea Grande. Além dessa, tem a ponte do Atalaia e a da rodovia dos Imigrantes”, destacou.
O Governo do Estado constrói três grandes pontes no município: além da ponte do Rodoanel, está concluída a estrutura da ponte que liga o Parque Atalaia, em Cuiabá, ao Parque do Lago, em Várzea Grande; e também será construída outra ponte sobre o rio Cuiabá na Rodovia dos Imigrantes, como parte das obras da BR-163.
Somente de 2019 até agora, o estado já investiu mais de R$ 1,6 bilhão em Várzea Grande.
A obra
As obras do Rodoanel começaram em 2006 em uma parceria entre Governo Federal e Prefeitura de Cuiabá. Até 2009 foram construídos nove quilômetros da rodovia, em pista simples, entre a Estrada de Chapada e a Avenida Antarctica. As obras foram paralisadas em 2011, com denúncias de irregularidades.
Após anos de vários anúncios, mas com obras que nunca saíram do papel, a atual gestão do Governo do Estado destravou a obra, colocando recursos financeiros para que ela pudesse ser retomada e concluída.
A primeira etapa do Contorno Norte do Rodoanel está em andamento, recebendo um investimento inicial de R$ 206 milhões. As obras são executadas em uma parceria entre Governo do Estado e Governo Federal, sendo o Estado responsável por 40% do valor do contrato e a União por 60%.
No entanto, Mato Grosso é responsável por arcar com desapropriações e reajustes, o que pode elevar o percentual do custo investido pelo Estado para até 60% do valor final da obra.
No total, serão 20,5 km de uma rodovia duplicada, com pista de concreto, ligando a BR-163/364 em Várzea Grande até a MT-251, em Cuiabá. Uma série de outras obras fazem parte do projeto.
Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora
A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.
A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.
Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.
Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.
Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.
O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.
Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.
Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.
Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.
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