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Governador de MT vistoria combate aos incêndios no Pantanal: “empenhamos todos os esforços para a extinção do fogo”

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O governador de Mato Grosso em exercício, Otaviano Pivetta, checou in loco, na manhã desta quarta-feira (14.11), as ações conjuntas do Corpo de Bombeiros Militar e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) no combate aos incêndios no Pantanal.

Durante a vistoria, o governador sobrevoou o Parque Estadual Encontro das Águas, localizado entre Poconé e Barão de Melgaço, e se reuniu com o presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho, em uma das bases da operação, na Pousada Santa Rosa, próxima ao Distrito Porto Jofre.

“Tanto o Governo de Mato Grosso como o Governo Federal estão fazendo todo o possível para minimizar os impactos dos incêndios no Pantanal. Não é uma luta fácil, é uma situação atípica, que depende muito das condições climáticas, mas estamos empenhando todos os recursos necessários para a extinção do fogo o mais rápido possível”, afirmou o governador.

“É uma crise que precisamos enfrentar unidos. Estamos apoiando o Estado de Mato Grosso com equipamentos e aeronaves. Sabemos que é um desafio por conta da onda de calor e rajadas de vento, mas trabalhamos agora de forma integrada para resolvermos o problema. Acredito que teremos uma solução nos próximos dias”, completou o presidente do Ibama.

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Já atuam na região do Pantanal mato-grossense cerca de 100 bombeiros de Mato Grosso, sendo 60 apenas no Parque Estadual Encontro das Águas, e 90 brigadistas do Ibama. As ações contam ainda com o apoio de três aviões da Defesa Civil do Estado, helicópteros do Centro Integrado de Operações Aéreas (CIOPAer) e Ibama, 11 barcos, viaturas e caminhões-pipa.

“Temos mobilizado veículos para o deslocamento das equipes em áreas de difícil acesso e conseguimos articular mais um avião que já está operando hoje. A disponibilização destes recursos é a prova do compromisso do Governo de Mato Grosso no combate aos incêndios no Pantanal”, disse o secretário-chefe da Casa Civil, Fábio Garcia.

No total, são oito frentes de combate aos incêndios no Pantanal. As frentes se dividem no Parque Estadual Encontro das Águas, bacia hidrográfica do Rio Sararé, região de Mimoso, comunidade São Pedro de Joselândia, Fazenda Alvorada do Pantanal, fronteira com a Bolívia/San Matías, e nas áreas federais Parque Nacional do Pantanal/Reserva do Dorochê e Terra Indígena Portal do Encantado.

“Diariamente, são mandados dados extraídos via satélite para as equipes distribuídas em oito frentes de combate em todo pantanal mato-grossense para garantir um combate eficiente ao fogo. Entretanto, é preciso reconhecer que o Pantanal é uma região muito complicada, por se tratar de um incêndio subterrâneo, mas estamos com força total nos pontos mais críticos no Pantanal”, ressaltou o comandante-geral dos Bombeiros, Alessandro Borges.

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Plano integrado

A secretária de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, explicou que o Governo de Mato Grosso finalizou na terça-feira (14.11) o Plano de Trabalho para o combate aos incêndios no Pantanal, junto ao Ibama e Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade. O plano foi entregue ao Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima e está disponível para todos os órgãos envolvidos nas ações.

“Concluímos este plano ontem a partir das demandas prioritárias apresentadas pelos órgãos estaduais e federais, além dos recursos disponíveis e necessários para uma operação cooperada e integrada. Nossa visita hoje, inclusive, teve como objetivo coordenar tudo que foi planejado para minimizar os impactos e garantir a atuação plena dos combatentes em campo”, pontuou a secretária.

Fonte: Governo MT – MT

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Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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