O governador Mauro Mendes voltou a alertar que a Reforma Tributária terá impactos negativos na economia brasileira em razão da desoneração completa de cadeia produtiva. Ele destacou que um dos Estados que mais perde é Mato Grosso.
Mauro participou do painel “Desafios dos Estados Brasileiros” no Latin America Investment Conference (Laic), nesta terça-feira (30.01), em São Paulo, ao lado do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite.
“A isenção completa de impostos de alguns setores vai trazer grandes desafios para a máquina pública daqui a alguns anos. É um risco gigante, principalmente para a exportação de produtos primários. O Estado de Mato Grosso vai perder, mas eu acho que o Brasil como um todo vai perder com essa desoneração”, afirmou o governador Mauro Mendes.
O evento, que está em sua 11ª edição este ano, reuniu autoridades e especialistas para debater temas para o desenvolvimento da América Latina.
O governador destacou sua preocupação a longo prazo com a reforma e questionou quem arcará com o ônus da arrecadação.
“O sistema era caótico, tinha danos maléficos para a atividade empreendedora, mas por outro lado, existe uma questão de arrecadação desse modelo que pode colapsar a estrutura pública lá na frente. Se nós vamos ter algumas cadeias grandes que não vão pagar impostos, quem é que vai ter que pagar mais para suprir os setores que ficarão isentos?”.
Durante o painel, Mauro afirmou que, apesar de longas discussões, a reforma acabou se tornando um instrumento político.
“A reforma foi cantada em versos e prosas ao longo de muitos anos, mas no final, foi elaborada muito mais com o objetivo de dizer que foi feita do que para ser algo estruturante e que pudesse realmente modificar a situação tributária no país”, enfatizou.
O governador também criticou a longa transição estabelecida, questionando a eficácia de adiar as mudanças por uma década.
“É claro que era necessário fazer um regime de transição. Eu defendi isso, muitos defenderam. Entretanto, uma transição tão longa me parece muito mais uma postura para deixar para ver como as consequências práticas vão funcionar na economia brasileira somente em 2033”, disse.
Mauro Mendes argumentou que o caminho mais eficiente para a redução de impostos é por meio de uma máquina pública mais eficiente.
“O cidadão brasileiro tem uma expectativa de pagar menos impostos. Só vamos pagar menos impostos nesse país quando tivermos um Estado brasileiro mais eficiente. Não adianta nada nós fazermos essa reforma se o congresso nacional não for capaz de enfrentar os gargalos que nós temos no estado brasileiro sem esse princípio”, finalizou.
O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) recebeu, por meio do Programa REM MT, iniciativa vinculada à Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT), equipamentos de internet via satélite Starlink que irão fortalecer as ações de prevenção, monitoramento e combate aos incêndios florestais em regiões remotas do estado. A entrega foi realizada durante solenidade nesta quinta-feira (7), em Cuiabá.
A tecnologia permitirá comunicação estável e transmissão de dados em tempo real mesmo em áreas sem cobertura convencional de internet ou telefonia, ampliando a capacidade operacional das equipes em campo e garantindo maior agilidade na tomada de decisões durante ocorrências de incêndios florestais.
O Programa REM MT é financiado pelos governos da Alemanha e do Reino Unido, por meio do Banco Alemão de Desenvolvimento (KfW), como reconhecimento internacional aos resultados alcançados por Mato Grosso na redução do desmatamento e na proteção ambiental. O programa atua no fortalecimento de iniciativas sustentáveis e no apoio a ações estruturantes voltadas à preservação dos biomas mato-grossenses.
De acordo com o diretor operacional do CBMMT, coronel BM Rafael Ribeiro Marcondes, os novos equipamentos representam mais um importante avanço na consolidação da estrutura tecnológica empregada pela corporação nas operações ambientais.
“Os investimentos promovidos pelo REM possuem uma importância estratégica muito grande, porque atuam como catalisadores de iniciativas que, posteriormente, acabam sendo incorporadas e consolidadas pelo próprio Estado como políticas públicas permanentes. Muitas vezes, são investimentos pontuais, mas que geram impactos extremamente relevantes na evolução operacional, tecnológica e institucional das ações de enfrentamento aos incêndios florestais”, destacou o coronel.
O diretor operacional também ressaltou o papel integrador exercido pelo programa. “O REM tem desempenhado um papel fundamental na integração entre instituições, fomentando soluções inovadoras, fortalecendo capacidades operacionais e permitindo que novas tecnologias sejam incorporadas às ações ambientais do Estado. Isso tem reflexo direto na proteção dos nossos biomas e no fortalecimento da capacidade de resposta do Corpo de Bombeiros Militar”, acrescentou.
Os equipamentos serão empregados diretamente nas viaturas do Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), funcionando de forma integrada ao sistema de rádio móvel já utilizado pela corporação. A medida permitirá maior conectividade entre as equipes em campo e os centros de comando das operações, segundo o comandante do BEA, tenente-coronel BM Heitor Alves de Souza.
“Estamos iniciando o período de estiagem, e nossas equipes já intensificam os preparativos e o fortalecimento da estrutura operacional para garantir respostas mais rápidas e eficientes quando necessário. Nesse contexto, essas Starlinks irão assegurar conexão estável, permitindo a transmissão em tempo real de informações operacionais, melhor coordenação das equipes em campo e mais agilidade na tomada de decisões durante o combate aos incêndios florestais”, concluiu o comandante.
Período proibitivo do uso do fogo
O Governo do Estado já estabeleceu o período proibitivo do uso do fogo para limpeza e manejo em áreas rurais, nos biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal, entre 1º de julho e 30 de novembro de 2026. A medida considera as condições climáticas típicas do período, como estiagem prolongada, altas temperaturas, baixa umidade relativa do ar, ondas de calor e ventos intensos, que aumentam significativamente o risco de incêndios florestais no estado.
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