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Gefron promove curso de ações especializadas de fronteira para profissionais de nove estados e do Paraguai

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A Secretaria de Estado de Segurança Pública de Mato Grosso (Sesp-MT) deu início, nesta segunda-feira (26.08), à 18ª edição do Curso de Unidades Especializadas de Fronteira, ministrado pelo Grupo Especial de Fronteira (Gefron). A aula inaugural ocorreu no auditório do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MT), em Cuiabá. Participam 29 profissionais de segurança pública de nove estados e do Paraguai.

Após a aula inaugural, os alunos darão continuidade ao curso na Base Operacional do Gefron, em Porto Esperidião (326 km de Cuiabá), na região de fronteira entre o Brasil e a Bolívia, durante 15 dias. Os estados brasileiros que participam, além de Mato Grosso, são o Acre, Amazonas, Bahia, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rondônia, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

O objetivo do curso é trabalhar o combate à criminalidade em casos específicos que envolvem as regiões fronteiriças, por meio das Unidades Especializadas de Fronteira e pelo Programa Nacional de Segurança nas Fronteiras e Divisas, trabalhando com a prevenção, controle e repressão dos crimes praticados nas áreas de fronteira do país.

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O coordenador do Gefron, tenente-coronel Manoel Bugalho Neto, responsável pela palestra da aula inaugural, destaca a importância das operações realizadas nas fronteiras para a segurança da população que vive nessas regiões. Além disso, salienta a necessidade constante de qualificação dos profissionais.

“Buscamos promover a integração dos operadores de vários estados brasileiros e de outros países. Neste curso, inclusive, temos dois policiais do Paraguai. Essa qualificação resulta na melhor prestação de serviço à comunidade e reforço na segurança nas regiões de fronteira”.

Ainda na aula inaugural foi discutido o tema “Direitos Humanos e Meio Ambiente”, com o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Paulo Dias de Moura Ribeiro.

O curso consiste em uma parceria entre a Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi), da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) e o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) com a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT).

*Sob supervisão de Fabiana Mendes

Fonte: Governo MT – MT

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Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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