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Galeria de Artes Lava Pés recebe exposição em homenagem à Osvaldina dos Santos

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A Galeria de Artes Lava Pés recebe uma exposição coletiva de artes visuais em homenagem à artista e professora Osvaldina dos Santos, falecida em 2010, e amplamente reconhecida pela significativa contribuição à cultura e às artes em Mato Grosso. A abertura será em 9 de abril, às 19h. O período de visitação vai de 10 de abril a 14 de maio, de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h, e das 14h às 18h.

A mostra reúne obras inéditas de 25 artistas convidados, que apresentam pinturas inspiradas no legado, na sensibilidade e na trajetória da homenageada. A exposição propõe um diálogo entre a produção contemporânea e a memória artística de Osvaldina. A iniciativa demonstra a importância dela como referência para novas gerações.

Com visitação gratuita durante quatro semanas, o projeto inclui uma programação completa que contempla vernissage de abertura, mediação cultural, produção de catálogo e ações educativas voltadas ao público. A exposição serve não apenas para celebrar a vida e a obra da artista, mas também para fomentar a produção artística contemporânea e fortalecer o circuito das artes visuais na capital mato-grossense.

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A artista

Osvaldina dos Santos teve uma trajetória marcante nas artes visuais. Entre 1950 e 1977, residiu em Corumbá (MS), onde concluiu o curso de magistério. Já em Cuiabá, iniciou a produção artística em 1978, ao frequentar o Ateliê da Fundação Cultural, espaço onde também atuaria como orientadora na década de 1980, contribuindo diretamente para a formação de novos artistas.

Ela participou de importantes eventos, como o Jovem Arte Mato-Grossense (1982, 1984, 1990, 1997 e 1999), sendo premiada nas duas primeiras participações. A trajetória da artista inclui ainda presença no VI Salão Nacional de Artes Plásticas (Funarte, Rio de Janeiro, 1983), no V Salão de Artes Plásticas de Mato Grosso do Sul (Campo Grande, 1986) e na I Bienal de Maringá (Paraná, 1987). Em 1989, foi vencedora do concurso Concorrência Fiat, no Rio de Janeiro.

Ao longo da carreira, Osvaldina integrou exposições coletivas de destaque, como “Negra Sensibilidade” (1988), “Momentos da República na Arte Mato-grossense” (1989) e “Artistas do Século” (2000), realizadas no Museu de Arte e de Cultura Popular (MACP/UFMT). Também participou da mostra “Tradição e Arte Cuiabana – Imagens da religiosidade” (Palácio da Instrução, 2002).

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A exposição individual da artista, “Lembranças”, foi realizada em 2007, no MACP/UFMT, consolidando sua relevância no cenário artístico regional.

Galeria Lava Pés

A Galeria de Artes Lava Pés é um equipamento cultural da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel), localizado no piso térreo na sede da Pasta Estadual. O espaço possui 350 metros quadrados de área e está equipado para receber exposições nos mais variados suportes, de telas a esculturas e videoinstalações, entre outros.

O local fica na avenida José Monteiro de Figueiredo (Lava Pés), 510, Duque de Caxias, em Cuiabá. O horário de funcionamento é de segunda a sexta, das 8h às 12h e das 14h às 18h.

Com informações da assessoria da exposição

Fonte: Governo MT – MT

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Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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