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Entrega de nova sede da Delegacia Regional de Alta Floresta fortalece trabalhos da Polícia Civil no Norte de MT

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A Polícia Civil de Mato Grosso inaugurou, na manhã desta quinta-feira (26.3), a nova sede da Delegacia Regional de Alta Floresta, localizada em área estratégica do município, com estrutura moderna e adequada para o desenvolvimento das atividades administrativas e operacionais da instituição na região.

A nova unidade foi planejada para proporcionar melhores condições de trabalho aos policiais civis e servidores que atuam no suporte às delegacias vinculadas à regional, que abrange oito municípios do extremo norte do estado. A nova sede atenderá toda a região, abrangendo as delegacias de Alta Floresta, Apiacás, Colíder, Nova Bandeirantes, Nova Canaã do Norte, Nova Monte Verde e Paranaíta.

O prédio, locado pelo Governo do Estado, é composto por dois blocos distintos, organizados para otimizar o fluxo de trabalho e garantir maior funcionalidade no atendimento interno e externo. No primeiro bloco, estão instaladas as áreas administrativas, com recepção, cartórios, sala de investigadores, depósitos e sanitários.

No pavimento superior, funcionam o gabinete do delegado regional, o núcleo de inteligência, sala multiuso, copa e demais dependências administrativas. Já o segundo bloco contempla cozinha, área de lazer e alojamento com dois quartos, destinados ao apoio de policiais que se deslocam para a cidade a serviço.

Durante a cerimônia, o delegado regional de Alta Floresta, Wander dos Santos Neves, destacou a importância da nova estrutura para o fortalecimento das atividades policiais na região.

“Trata-se de estrutura moderna e equipada com infraestrutura avançada, salas amplas e tecnologia de ponta para otimizar as ações da regional . Internamente, abrigará os setores administrativos, operacionais e de inteligência, promovendo maior integração, eficiência e agilidade no cumprimento de nossas missões institucionais. Essa conquista representa um avanço significativo para a segurança pública regional, permitindo respostas mais rápidas e coordenadas à população”, frisou o Regional.

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Representando a delegada-geral, Daniela Maidel, o diretor do Interior, Walfrido Franklim do Nascimento, falou sobre o novo ambiente estruturado e lembrou a delegada regional anterior, Ana Paula Reveles, atual coordenadora de Enfrentamento à Violência Contra a mulher e Vulneráveis da Polícia Civil de Mato Grosso, que tanto lutou pela unidade e não pode estar presente no evento.

“Hoje é um dia de muita alegria, Alta Floresta há muito tempo já necessitava de uma sede regional desse porte é para nós é muito gratificante no ciclo desta gestão inaugurar essa unidade tão bem estruturada. Agora Alta Floresta possui um ambiente ideal para as tratativas de Segurança Pública e estratégias demandadas pela diretoria de interior para a regional”, disse o diretor.

Para a diretora de Administração Sistêmica, Ana Paula de Faria Campos, a entrega da Delegacia Regional representa um avanço concreto na estruturação da Segurança Pública, resultado de planejamento, organização administrativa e compromisso com a adequada aplicação dos recursos públicos.

“Quando falamos de estrutura não estamos falando apenas de um espaço físico. Estamos tratando de condições de trabalho para que o policial civil desempenhe suas atribuições com eficiência, segurança e dignidade e ao mesmo tempo, condições para que o cidadão seja atendido com respeito, celeridade e qualidade”, destacou a diretora.

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O prefeito de Alta Floresta, Valdemar Gamba, também enfatizou a relevância da nova sede para a segurança pública e para a população do município e região, ressaltou os investimentos realizados pelo Governo do Estado na melhoria das unidades da Polícia Civil no interior.

A Polícia Civil tem feito um trabalho com muita excelência e percebemos que o Governo do Estado tem dado todas as condições para essas melhorias, por que para uma atuação bem-feita é preciso que haja estrutura adequada. E hoje é isso que Alta Floresta recebe com essa nova estrutura da Delegacia Regional que oferece aos policiais condições de trabalhar de forma adequada e à população um atendimento muito mais qualificado”, disse o prefeito.

A solenidade contou com a presença de autoridades civis, militares e representantes de instituições parceiras, entre elas integrantes do Poder Legislativo municipal, do Poder Judiciário, do Ministério Público, da Defensoria Pública, da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros da Marinha do Brasil e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB)

Após o descerramento da placa inaugural, as autoridades visitaram as instalações da nova Delegacia Regional, permitindo que as autoridades e convidados conhecessem de perto a estrutura e os ambientes de trabalho da unidade.

Fonte: Governo MT – MT

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Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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