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Em evento nacional, MT defende que peixe nos rios vale mais e gera mais emprego e renda

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O Governo de Mato Grosso ressaltou a importância da preservação dos peixes no 2º Fórum Nacional do Turismo de Pesca, realizado durante a Pesca & Companhia Trade Show, em São Paulo. O evento, que é a maior feira de pesca esportiva da América Latina, começou nessa quinta-feira (21.03) e segue até sábado (23). 

O secretário adjunto de Turismo da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), Felipe Wellaton, defendeu que o peixe no rio vale muito mais do que abatido, uma vez que fomenta toda a cadeia do turismo de pesca. No Brasil, o setor movimenta, por ano, cerca de 17 bilhões de dólares.

Wellaton apresentou a foto de uma piraíba de 70 kg, encontrada na região do Araguaia mato-grossense em 2022, e destacou que, enquanto o quilo do peixe valeria cerca de R$ 90, o peixe vivo resultou em um faturamento de mais de R$ 870 mil aos empresários da região. 

“Quando se encontra um peixe grande como esse, isso atrai mais turistas de pesca e movimenta não só o empreendimento desse empresário, mas todas as outras pousadas, porque o peixe voltou ao rio. Isso faz com que cada vez mais pescadores procurem a região em busca desses grandes peixes, o que movimenta os hotéis, restaurantes e todo o trade da região”, observou o secretário.

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Wellaton também defendeu a lei do Transporte Zero, em vigor em Mato Grosso, que proíbe a pesca das espécies: cachara, caparari, dourado, jaú, matrinchã, pintado/surubin, piraíba, piraputanga, pirarara, pirarucu, trairão e o tucunaré.

“A pesca esportiva em Mato Grosso gera em torno de R$ 500 milhões por ano. Com o Transporte Zero, e permitindo que os peixes se reproduzam, é esperado que esse número quadruplique e chegue a R$ 2 bilhões em cinco anos”, apontou.

O presidente da Associação Nacional de Ecologia e Pesca Esportiva (Anepe), Marcos Glueck, parabenizou o governador Mauro Mendes por seguir o exemplo de Goiás, que entendeu que a preservação dos rios e a sustentabilidade do sistema era uma necessidade imediata e implantou uma lei semelhante ao Transporte Zero há 10 anos.

“Não vejo outro caminho para que os peixes voltem aos rios. Ao voltar, também retornam os turistas, que geram necessidade de mão de obra e aparecem oportunidades de emprego e renda nos lugares mais longínquos. A gente tem um exemplo dentro do próprio Mato Grosso, que em 2012 foi preservado dourado e agora é possível pescá-lo nos rios. Com essa proteção, você atrai o investimento privado que vai gerar mais necessidade de mão de obra e vai criar novas oportunidades de emprego. Muito obrigado Mauro Mendes por desenvolver uma política belíssima para que o turismo possa ser pujante em Mato Grosso e volte a ser o número um no turismo de pesca no Brasil”, afirmou.

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Na avaliação do presidente da feira Pesca & Companhia Trade Show, Marcelo Claro, é preciso que medidas sejam tomadas para garantir a preservação dos peixes e a sustentabilidade da atividade de pesca, a fim de evitar a escassez de peixes. Somente em 2022 foram liberadas 300 mil licenças de pescadores pelo Ministério da Pesca.

“O rio é um só. Se nada for feito, vamos enfrentar um grande gargalo. Sem peixe não há turismo de pesca. Como vamos fazer para não estrangular a atividade, levando pousadas ao fechamento, demissões de trabalhadores e uma das maiores taxas de conversão de empregabilidade de um 1,5 trabalhador para 1 turista? No pantanal brasileiro, muitos turistas foram deixando de pescar por falta de peixes. O mesmo tem ocorrido nos outros estados, levando 50 mil pescadores brasileiros a fazer o turismo de pesca na Argentina e no Paraguai”, questionou.

Durante o evento, o secretário Nacional de Pesca e Aquicultura, Expedito Netto, anunciou que o Ministério da Pesca vai investir, neste ano, R$ 3 milhões em pesquisa para desenvolver a pesca esportiva no país, além de um edital para apoiar campeonatos de pesca esportiva em todo país.

Fonte: Governo MT – MT

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Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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