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Educação para prevenir a violência contra a mulher passa a integrar o currículo da Rede Estadual

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O Governo de Mato Grosso sancionou, nesta quarta-feira (1/7), a lei que torna obrigatória a inclusão do combate à violência contra a mulher no currículo da rede estadual de ensino e lançou o Portal Mulher, plataforma que reúne informações, serviços e políticas públicas voltadas à prevenção da violência e ao fortalecimento da rede de proteção às mulheres no estado.

A medida passa a integrar, de forma permanente, o currículo da Rede Estadual de Ensino de Mato Grosso e foi oficializada com a sanção, que determina que o tema seja trabalhado de forma interdisciplinar em todas as escolas estaduais.

A iniciativa reforça uma ação que a Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT) já vem desenvolvendo, preparando professores para levar o tema de forma transversal para todas as disciplinas, com formação de professores e material pedagógico específico.

Durante a solenidade, o governador Otaviano Pivetta, destacou que a educação é uma das principais ferramentas para prevenir a violência contra a mulher e promover mudanças culturais duradouras.

“Nossas escolas precisam ser ambientes mais saudáveis, acolhedores e formadores. As nossas escolas podem e devem preparar as nossas meninas para serem livres, quanto mais cedo possível”, afirmou.

Ainda segundo o governador, enfrentar a violência exige ações preventivas e contínuas, começando pela formação das crianças e dos jovens. Para ele, a escola tem papel estratégico ao promover valores como respeito, cidadania e igualdade desde os primeiros anos da vida escolar.

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A proposta prevê que o tema seja incorporado aos diferentes componentes curriculares, em consonância com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), deixando de ser trabalhado apenas em campanhas ou datas específicas. Na prática, os estudantes abordarão a prevenção à violência em diversas disciplinas, utilizando conteúdos adequados à faixa etária e ao contexto de aprendizagem.

Segundo a secretária de Estado de Educação, Flávia Emanuelle Soares, a iniciativa fortalece o papel da escola na formação cidadã e amplia a capacidade da rede de identificar e acolher situações de violência.

“O estudante vai aprender Matemática entendendo os índices da violência e Língua Portuguesa identificando o que é uma linguagem violenta. Em Geografia, o professor vai falar como e onde ele vai inserir o tema ‘violência contra a mulher’ com dados geográficos. Hoje essa é uma prática dentro das escolas. O estudante aprende a reconhecer essas situações e também a denunciá-las”, disse ela.

A secretária também explicou que os professores começaram a ser preparados ainda em janeiro, durante a Semana Pedagógica, por meio de oficinas e orientações sobre como inserir a temática nas sequências didáticas de cada disciplina.

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Além da abordagem em sala de aula, os profissionais também receberam formação para identificar possíveis situações de violência e realizar o acolhimento adequado, em parceria com a rede de proteção.

Abordagem nas escolas

Nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental (4º e 5º anos), o foco em sala de aula está na prevenção, no respeito ao próprio corpo e ao outro, na autonomia e na desconstrução de estereótipos de gênero, por meio de atividades lúdicas. Já nos Anos Finais (6º ao 9º ano), os estudantes passam a identificar os diferentes tipos de violência, analisar dados e conhecer a rede de proteção.

No Ensino Médio, as atividades promovem discussões sobre machismo estrutural, feminicídio, direitos humanos e o papel das instituições, incentivando o protagonismo juvenil na construção de uma cultura de respeito.

A sanção da lei consolida a escola como um espaço permanente de prevenção, acolhimento e conscientização. A expectativa é que, ao longo da formação escolar, os estudantes desenvolvam empatia, senso crítico e conhecimento sobre os mecanismos de proteção, tornando-se agentes de transformação em suas famílias e comunidades.

Fonte: Governo MT – MT

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Corpo de Bombeiros combate 13 incêndios florestais nesta sexta-feira (9)

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O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) combate, nesta sexta-feira (9.10), 13 incêndios florestais registrados nos municípios de Água Boa, Colniza, Cuiabá, Juruena, Marcelândia, Nossa Senhora do Livramento, Nova Maringá, Paranatinga, Rosário Oeste, São José do Rio Claro, Tesouro e União do Sul.

As ações de combate estão concentradas, principalmente, em Marcelândia, onde os bombeiros atuam em duas ocorrências. Além desse local, as equipes permanecem mobilizadas nas demais localidades, realizando ações de combate direto às chamas e controle dos focos de incêndio.

As operações contam, conforme a necessidade de cada ocorrência, com o apoio do Grupo de Aviação Bombeiro Militar (GAvBM), da Defesa Civil Estadual, do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e da Polícia Militar. A atuação integrada das forças amplia a capacidade de resposta e fortalece o combate aos incêndios florestais em Mato Grosso.

Focos de calor

Em Mato Grosso, foram registrados 13 focos de calor nas últimas 24 horas, conforme a última checagem realizada às 17h no Programa BDQueimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Os dados são do Satélite de Referência (Aqua Tarde). Sendo os 13 focos registrados na Amazônia.

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Fiscalização – Operação Infravermelho

O Corpo de Bombeiros Militar também realiza o monitoramento do uso irregular do fogo no âmbito da Operação Infravermelho. Esse monitoramento é realizado a partir da Sala de Situação Central, instalada no Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), em Cuiabá.

Com o apoio de imagens de satélite e outras tecnologias, a operação tem como objetivo identificar, de forma antecipada, áreas com risco de incêndio florestal ou onde o fogo já tenha sido iniciado de maneira ilegal, atuando tanto na prevenção quanto na responsabilização dos infratores.

Incêndios extintos

Desde o início do período proibitivo do uso do fogo em Mato Grosso, o Corpo de Bombeiros Militar já atuou na extinção de incêndios nos municípios de Água Boa, Araguaiana, Aripuanã, Barra do Garças, Boa Esperança do Norte, Bom Jesus do Araguaia, Campo Verde, Canabrava do Norte, Canarana, Chapada dos Guimarães, Cocalinho, Colíder, Colniza, Dom Aquino, Feliz Natal, Guarantã do Norte, Guiratinga, Juara, Lambari D’Oeste, Luciara, Marcelândia, Matupá, Nova Bandeirantes, Nova Maringá, Nova Nazaré, Nova Ubiratã, Nova Xavantina, Novo Santo Antônio, Novo São Joaquim, Paranatinga, Peixoto de Azevedo, Poxoréu, Primavera do Leste, Ribeirão Cascalheira, Rondonópolis, Rosário Oeste, Santa Terezinha, São Félix do Araguaia, União do Sul e Vila Rica.

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Proibição do uso do fogo

O CBMMT reforça o alerta à população sobre a proibição do uso do fogo para limpeza e manejo de áreas rurais nos biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal, entre 1º de julho e 30 de novembro de 2026. Nas áreas urbanas, o uso do fogo é proibido durante todo o ano.

O uso irregular do fogo pode configurar crime ambiental e está sujeito às penalidades previstas em lei. Além de ser proibida, a prática representa riscos à segurança pública, à saúde da população e ao meio ambiente. Casos de uso irregular do fogo, inclusive em áreas urbanas, devem ser denunciados pelos números 193 (Corpo de Bombeiros Militar) ou 190 (Polícia Militar).

Fonte: Governo MT – MT

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