MATO GROSSO

Durante operação, Polícia Civil localiza e prende condenada por tráfico de drogas

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A Polícia Civil de Mato Grosso cumpriu, nesta quinta-feira (27.11), um mandado de prisão definitiva contra uma mulher, de 34 anos, condenada pelo crime de tráfico de drogas. O mandado foi expedido pela Quinta Vara Criminal de Rondonópolis, com pena restante de oito anos e 10 meses de reclusão, em regime fechado.

A equipe da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis estava em diligências relacionadas à Operação Nocaute quando recebeu informações sobre a presença de dois alvos da ação policial, homens de 23 e 33 anos, em uma chácara na zona rural do município.

No local, os policiais localizaram os dois investigados e constataram que a mulher presente também possuía mandado de prisão definitiva em aberto. Todos foram conduzidos à delegacia para os procedimentos legais.

Durante a ação, um homem de 29 anos, que também estava na chácara, foi conduzido para averiguação. Contra ele foi instaurado um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) e, após os procedimentos, ele foi liberado.

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Operação Nocaute

A Operação Nocaute foi deflagrada para desarticular um grupo criminoso envolvido com tráfico de drogas, associação para o tráfico, lavagem de capitais e outros delitos.

Foram cumpridos 10 mandados de prisão e 10 mandados de busca e apreensão, todos expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias da Comarca de Cuiabá/MT. Na fase inicial, oito pessoas foram capturadas.

Além disso, a operação registrou um flagrante por tráfico de drogas e outro por embaraço à investigação, quando um dos alvos quebrou o próprio telefone celular para tentar impedir a coleta de provas. Com as ações já realizadas, a Derf contabiliza 12 prisões.

A operação é uma continuidade da Operação Infiltrados, deflagrada em 27 de setembro de 2024, quando foram cumpridas 73 ordens judiciais contra integrantes de uma facção que atuava no tráfico de entorpecentes em 21 bairros de Rondonópolis.

As informações reunidas naquela etapa possibilitaram o aprofundamento das investigações, resultando nas prisões efetuadas nesta semana.

Renorcrim

A Operação Nocaute faz parte das ações da Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas (Renorcrim), que reúne delegados titulares das unidades especializadas e promotores públicos dos 26 estados e Distrito Federal e é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Diretoria de Inteligência e Operações Integradas (DIOPI) da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), para traçar estratégias de inteligência de combate de forma duradoura à criminalidade.

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Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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