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Desenvolve MT impulsiona expansão de academia com atendimento personalizado em Cuiabá

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Após duas décadas de formação em Educação Física, o educador físico Anderson Arley Franco decidiu recomeçar e transformar experiência em empreendedorismo. O que começou como um pequeno estúdio de Pilates dentro de casa deu origem à InMove, uma academia com proposta personalizada em Cuiabá, viabilizada com o apoio da Desenvolve MT. Com acesso ao crédito e ao lado da esposa e dos três filhos, ele transformou a ideia em um projeto familiar, no qual cada integrante passou a contribuir dentro de sua área, o negócio ganhou estrutura, credibilidade e espaço no mercado local.

A proposta da empresa também foge do modelo tradicional. Em vez de grandes academias com alto fluxo de pessoas, a InMove aposta em um formato de estúdio, com número reduzido de alunos por horário e acompanhamento próximo dos profissionais. A ideia é oferecer mais qualidade, segurança e atendimento personalizado para os alunos, com atenção individualizada.

Apesar do planejamento, o início foi marcado por desafios, principalmente financeiros. Começar do zero exigiu esforço constante para manter o negócio e investir na estrutura necessária. “O maior desafio foi financeiro. A gente precisava correr atrás o tempo todo para conseguir manter e fazer acontecer”, relata Anderson. Além disso, houve resistência inicial do público, ainda acostumado ao modelo de academias lotadas e com menor custo.

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O cenário começou a mudar a partir do acesso ao crédito. Durante uma consultoria realizada pelo Sebrae, o empreendedor conheceu a Desenvolve MT e identificou na instituição a melhor alternativa para viabilizar o crescimento do negócio. Com condições atrativas, como taxas reduzidas e prazo de carência, o financiamento permitiu a compra de todos os equipamentos de musculação da academia.

O impacto foi imediato, com uma estrutura moderna e bem equipada, a InMove passou a transmitir mais credibilidade aos alunos e se destacar no mercado local. “Os alunos entram aqui e veem que os equipamentos são novos, organizados. Isso faz toda a diferença”, destaca. Hoje, a academia atende cerca de 200 alunos e conta com equipe de profissionais para garantir o atendimento personalizado.

Além da musculação e do Pilates, o espaço também oferece serviços como massagem e aulas de muay thai, ampliando as opções para os clientes e fortalecendo o negócio. Para Anderson, o acesso ao crédito foi essencial para transformar o planejamento em realidade. E a experiência também deixou aprendizados importantes. “É preciso planejar, pesquisar e ter o pé no chão. Escolher bem a linha de crédito faz toda a diferença. e, principalmente, manter os pagamentos em dia”, aconselha.

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*Com supervisão de Livia Rabani

Fonte: Governo MT – MT

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Sefaz orienta municípios sobre mudanças na arrecadação com novo sistema tributário

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O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Fábio Pimenta, participou, nesta quarta-feira (14.10), do 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios: Transição e Governança para o Novo Modelo Tributário, promovido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O evento reúne prefeitos, secretários municipais, vereadores, presidentes de Câmaras e técnicos das áreas de Fazenda e Desenvolvimento Econômico para discutir os impactos da reforma nas finanças municipais.

Ao lado do procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, Pimenta abriu a programação de palestras com o tema “Reforma Tributária: Formas, estrutura e fluxo de arrecadação”. Durante sua fala, o gestor alertou para a necessidade dos municípios se prepararem para as mudanças, especialmente em relação à arrecadação de 2026 que será utilizada como referência para a distribuição de parte das receitas durante o período de transição.

“A receita dos próximos 50 anos começa a ser definida agora. É fundamental que os gestores municipais melhorem sua arrecadação ainda em 2026, pois os valores arrecadados entre 2019 e 2026 servirão de base para amenizar as perdas com a Reforma Tributária”, destacou o secretário.

A preocupação está relacionada à mudança da sistemática de tributação e do modelo de desenvolvimento de Mato Grosso, que se baseia na produção. Com a Reforma Tributária, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Serviços (ISS) serão gradualmente substituídos pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), cuja receita será destinada aos estados e municípios onde ocorre o consumo.

“Mato Grosso é um estado produtor e, com a mudança da tributação da origem para o destino, terá uma perda estimada, ao final do período de transição, de cerca de R$ 10 bilhões. Os municípios mato-grossenses também serão impactados, pois possuem uma população relativamente pequena diante do volume de produção”, explicou Fábio Pimenta.

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Durante a palestra, também foram apresentados os novos critérios de distribuição da parcela estadual do IBS destinada aos municípios. Pelo novo modelo, 80% desses recursos serão repartidos proporcionalmente à população, 10% conforme indicadores de aprendizagem e equidade na educação, 5% por critérios ambientais e 5% em parcelas iguais.

O procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo defendeu a revisão de pontos da Reforma Tributária que podem prejudicar Mato Grosso, especialmente os critérios de distribuição de recursos aos municípios. Segundo ele, as mudanças poderão agravar as dificuldades financeiras das cidades com população reduzida e maior dependência de transferências estaduais e federais.

“Um dos caminhos seria exatamente fazer essa revisão dos critérios de distribuição do IBS. Mas isso depende do Congresso Nacional, dos deputados federais, dos senadores e de toda uma articulação que deve ser feita”, afirmou Gallo.

O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, também reforçou a importância de os gestores municipais ampliarem a arrecadação própria e para a situação dos municípios com população reduzida. “Temos municípios com 3 mil, 2 mil, 1 mil habitantes que definitivamente não se sustentam. Eles só sobrevivem por causa dos repasses federais e estaduais. Vamos conversar com os prefeitos para que eles atentem para a arrecadação que vão fazer até o dia 31 de dezembro”, disse.

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Também participaram da abertura o presidente da Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID), os conselheiros José Carlos Novelli, Valter Albano e Campos Neto; a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Anne Karine Louzich; o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Máximo; o presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel; o ex-presidente da AMM Leonardo Bortolin; o membro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Yendis Costa; a controladora-geral da Defensoria Pública de Mato Grosso, Bárbara Natália Nogueira Garnica; e o primeiro vice-presidente da AMM e prefeito de Rondolândia, José Guedes.

Integração com os municípios

Outro ponto destacado durante a apresentação foi o trabalho desenvolvido pela Sefaz em parceria com a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) para preparar as administrações tributárias para o novo modelo. A atuação conjunta ocorre por meio de um Comitê Gestor Regional, que conta com grupos técnicos responsáveis pela integração das administrações tributárias e pela realização de estudos e simulações sobre os impactos da reforma.

A iniciativa busca fortalecer a cooperação entre o Estado e os municípios, promover o compartilhamento de informações e apoiar o planejamento das administrações municipais diante das mudanças na arrecadação.

O 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios é promovido pela Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID) do TCE-MT. O evento está sendo realizado na Escola Superior de Contas e segue até esta quinta-feira (15).

Fonte: Governo MT – MT

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