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Corpo de Bombeiros resgata onça-pintada em canal de usina e garante retorno à natureza

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O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) resgatou, na noite de quinta-feira (19.3), uma onça-pintada que ficou presa em um canal de condução de água, sem conseguir sair por meios próprios, na região do Assentamento Beleza, em Juscimeira (a 160 km de Cuiabá).

A equipe da 9ª Companhia Independente Bombeiro Militar (9ª CIBM) foi acionada via 193, por volta das 11h30, para atender a ocorrência envolvendo animal silvestre em local de risco. No local, os bombeiros constataram que se tratava de uma onça-pintada adulta, encontrada no interior de um canal que direciona o fluxo de água para a casa de máquinas da usina.

Diante da complexidade da ocorrência, foi acionada a Polícia Militar Ambiental, que solicitou o apoio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema). Uma equipe técnica, acompanhada por médico veterinário, esteve no local para avaliação da situação.

Após análise técnica, foi constatado que o animal apresentava sinais de hipotermia e estava debilitado, o que impossibilitou a realização de sedação com segurança.

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Como medida para preservar a vida do animal, as equipes optaram por não realizar intervenção invasiva. A onça foi resgatada por volta das 19h40 e liberada de forma segura em seu habitat natural, com o uso de uma plataforma de limpeza instalada no sistema de proteção das máquinas da usina, garantindo sua integridade e reduzindo riscos.

A operação de resgate durou cerca de oito horas.

*Sob supervisão da SD Karine Miranda

Fonte: Governo MT – MT

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Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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