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Corpo de Bombeiros implanta serviço de vistorias técnicas teleguiadas em Mato Grosso

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O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) implementou o serviço de vistorias técnicas teleguiadas, uma nova modalidade destinada à verificação do cumprimento das medidas de segurança contra incêndio e pânico em edificações, instalações e locais de risco no Estado. O decreto do Governo do Estado que regulamentou o serviço no âmbito da corporação foi publicado na última quinta-feira (12.3).

A iniciativa representa um avanço na modernização do processo de vistoria, que agora pode ser realizado por videochamada, em tempo real, sem comprometer a qualidade técnica das avaliações. O objetivo é agilizar e desburocratizar a emissão do Alvará de Segurança Contra Incêndio e Pânico, mantendo o mesmo rigor técnico das inspeções presenciais.

O novo formato também garante segurança, transparência e rastreabilidade em todas as etapas do processo.

Segundo o comandante-geral do CBMMT, coronel BM Flávio Glêdson Vieira Bezerra, a iniciativa une inovação, eficiência e responsabilidade pública, ao permitir que a corporação amplie sua capacidade de fiscalização e assegure maior acesso aos serviços de segurança contra incêndio e pânico, especialmente em municípios que ainda não possuem unidade do Corpo de Bombeiros Militar.

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“Com as vistorias teleguiadas, damos um passo importante rumo à modernização e à eficiência dos serviços prestados pelo Corpo de Bombeiros Militar. Esse formato permite acompanhar inspeções à distância, orientar os responsáveis em tempo real e otimizar recursos públicos, sem abrir mão da segurança das edificações”, destacou o comandante.

No novo modelo, o serviço será realizado em duas etapas: validação documental e execução da vistoria teleguiada.

Na primeira fase, é feita a análise prévia da documentação apresentada pelo solicitante. Já na etapa de execução, a vistoria é conduzida por um bombeiro militar vistoriador que, com base no projeto aprovado, orienta o responsável pelo imóvel durante a inspeção.

Por meio da videochamada, o solicitante realiza o percurso pela edificação, além de medições, demonstrações e testes, sempre sob orientação direta do militar responsável pela vistoria.

Durante o procedimento, são verificadas as medidas de segurança previstas no projeto de segurança contra incêndio e pânico previamente aprovado.

Com a implantação do serviço, o prazo médio para realização de vistorias em municípios sem unidade do CBMMT deve reduzir consideravelmente, já que não haverá mais necessidade de deslocamento dos militares. Além disso, o novo modelo pode gerar uma economia estimada de até 85% nos custos públicos com transporte e diárias, liberando efetivo e recursos logísticos para ações de maior complexidade.

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“Nosso objetivo é modernizar o atendimento, reduzir o tempo de espera e oferecer mais comodidade aos cidadãos e empreendedores, mantendo a excelência e a segurança que sempre pautaram a atuação do Corpo de Bombeiros Militar”, reforçou o coronel Flávio Glêdson.

Abrangência técnica

A Vistoria Teleguiada será aplicada a edificações com área construída de até 1.500 m², abrangendo estabelecimentos classificados como de baixo e médio risco. Esse universo representa cerca de 70% de todas as vistorias realizadas pelo CBMMT.

A solicitação do serviço deverá ser feita exclusivamente pelo Portal de Serviços do CBMMT. A modalidade será aplicada prioritariamente em edificações e locais de risco localizados em municípios que não possuem unidade fixa do Corpo de Bombeiros Militar. Também poderá ser utilizada em processos de renovação de alvarás e na reavaliação de pendências simples identificadas em vistorias anteriores.

Fonte: Governo MT – MT

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Sefaz orienta municípios sobre mudanças na arrecadação com novo sistema tributário

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O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Fábio Pimenta, participou, nesta quarta-feira (14.10), do 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios: Transição e Governança para o Novo Modelo Tributário, promovido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O evento reúne prefeitos, secretários municipais, vereadores, presidentes de Câmaras e técnicos das áreas de Fazenda e Desenvolvimento Econômico para discutir os impactos da reforma nas finanças municipais.

Ao lado do procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, Pimenta abriu a programação de palestras com o tema “Reforma Tributária: Formas, estrutura e fluxo de arrecadação”. Durante sua fala, o gestor alertou para a necessidade dos municípios se prepararem para as mudanças, especialmente em relação à arrecadação de 2026 que será utilizada como referência para a distribuição de parte das receitas durante o período de transição.

“A receita dos próximos 50 anos começa a ser definida agora. É fundamental que os gestores municipais melhorem sua arrecadação ainda em 2026, pois os valores arrecadados entre 2019 e 2026 servirão de base para amenizar as perdas com a Reforma Tributária”, destacou o secretário.

A preocupação está relacionada à mudança da sistemática de tributação e do modelo de desenvolvimento de Mato Grosso, que se baseia na produção. Com a Reforma Tributária, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Serviços (ISS) serão gradualmente substituídos pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), cuja receita será destinada aos estados e municípios onde ocorre o consumo.

“Mato Grosso é um estado produtor e, com a mudança da tributação da origem para o destino, terá uma perda estimada, ao final do período de transição, de cerca de R$ 10 bilhões. Os municípios mato-grossenses também serão impactados, pois possuem uma população relativamente pequena diante do volume de produção”, explicou Fábio Pimenta.

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Durante a palestra, também foram apresentados os novos critérios de distribuição da parcela estadual do IBS destinada aos municípios. Pelo novo modelo, 80% desses recursos serão repartidos proporcionalmente à população, 10% conforme indicadores de aprendizagem e equidade na educação, 5% por critérios ambientais e 5% em parcelas iguais.

O procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo defendeu a revisão de pontos da Reforma Tributária que podem prejudicar Mato Grosso, especialmente os critérios de distribuição de recursos aos municípios. Segundo ele, as mudanças poderão agravar as dificuldades financeiras das cidades com população reduzida e maior dependência de transferências estaduais e federais.

“Um dos caminhos seria exatamente fazer essa revisão dos critérios de distribuição do IBS. Mas isso depende do Congresso Nacional, dos deputados federais, dos senadores e de toda uma articulação que deve ser feita”, afirmou Gallo.

O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, também reforçou a importância de os gestores municipais ampliarem a arrecadação própria e para a situação dos municípios com população reduzida. “Temos municípios com 3 mil, 2 mil, 1 mil habitantes que definitivamente não se sustentam. Eles só sobrevivem por causa dos repasses federais e estaduais. Vamos conversar com os prefeitos para que eles atentem para a arrecadação que vão fazer até o dia 31 de dezembro”, disse.

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Também participaram da abertura o presidente da Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID), os conselheiros José Carlos Novelli, Valter Albano e Campos Neto; a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Anne Karine Louzich; o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Máximo; o presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel; o ex-presidente da AMM Leonardo Bortolin; o membro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Yendis Costa; a controladora-geral da Defensoria Pública de Mato Grosso, Bárbara Natália Nogueira Garnica; e o primeiro vice-presidente da AMM e prefeito de Rondolândia, José Guedes.

Integração com os municípios

Outro ponto destacado durante a apresentação foi o trabalho desenvolvido pela Sefaz em parceria com a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) para preparar as administrações tributárias para o novo modelo. A atuação conjunta ocorre por meio de um Comitê Gestor Regional, que conta com grupos técnicos responsáveis pela integração das administrações tributárias e pela realização de estudos e simulações sobre os impactos da reforma.

A iniciativa busca fortalecer a cooperação entre o Estado e os municípios, promover o compartilhamento de informações e apoiar o planejamento das administrações municipais diante das mudanças na arrecadação.

O 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios é promovido pela Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID) do TCE-MT. O evento está sendo realizado na Escola Superior de Contas e segue até esta quinta-feira (15).

Fonte: Governo MT – MT

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