O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) atendeu neste sábado (10.01) uma ocorrência de acidente de trânsito e duas de incêndio em residências, em diferentes pontos do município de Sinop (480 km de Cuiabá).
A primeira ocorrência foi registrada por volta das 16h40, no bairro Residencial Celeste II, e se tratava de um acidente de trânsito envolvendo a colisão entre um veículo automotor e uma motocicleta, resultando em duas vítimas.
Duas Unidades de Resgate do 4º Batalhão Bombeiro Militar (4º BBM) foram empenhadas no atendimento. No local, constatou-se que as vítimas eram os condutores dos veículos.
A condutora da motocicleta apresentava laceração em membro inferior e traumatismo cranioencefálico (TCE), enquanto o condutor do automóvel apresentava TCE e escoriações pelo corpo.
Após os procedimentos de atendimento pré-hospitalar, incluindo avaliação primária, imobilização e estabilização, ambos foram encaminhados ao Hospital Regional de Sinop.
Já por volta das 17h30, o 4º BBM foi acionado para atendimento a um incêndio em residência com possível vítima, na Avenida Maringá, próximo ao loteamento Florais da Amazônia.
No local, foi constatado que o incêndio se restringia à entrada do imóvel, onde havia porta, portaria e roupas dispostas de forma a criar uma espécie de barricada, dificultando o acesso da equipe.
A vítima era o morador da residência, um homem com transtorno psiquiátrico, que alegou ter ateado fogo no local. Durante a intervenção, ele apresentava agitação psicomotora e tentou agredir a equipe, sendo necessária a contenção física para garantir a segurança dos bombeiros e do ambiente.
Após o atendimento médico e a administração da medicação cabível, o homem foi encaminhado à Unidade de Pronto Atendimento, onde permaneceu sob cuidados especializados. O incêndio foi combatido pelos bombeiros.
A terceira ocorrência foi atendida por volta das 22h, na Estrada Adalgisa, em uma área de chácara, e também se referia a um incêndio em residência. No local, as chamas atingiam um dos quartos, com propagação para a área de serviço.
A equipe do 4º BBM iniciou imediatamente o combate ao incêndio, conseguindo extinguir as chamas e realizar o rescaldo, que consiste na eliminação de possíveis focos remanescentes.
A atuação rápida dos bombeiros evitou que o fogo se propagasse para os demais cômodos da residência e para outras duas casas que havia nas proximidades. Ninguém ficou ferido.
Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora
A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.
A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.
Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.
Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.
Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.
O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.
Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.
Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.
Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.
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