Cuiabá recebe atletas de renome no cenário nacional e internacional, de 16 a 18 de abril, durante o Grand Prix de Judô Paralímpico e da Copa Loterias Caixa de Judô Paralímpico, realizado pela Confederação Brasileira de Desportos de Deficientes Visuais (CBDV), no Palácio das Artes Marciais, vinculado à Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT). Participam 233 atletas, num total de 36 equipes de todo o país inscritas.
Os eventos têm impacto esportivo, social e econômico ao contribuir para fortalecer o calendário nacional paralímpico e consolidar o judô paralímpico em Mato Grosso e no Brasil. Também promovem a inclusão e valorização de pessoas com deficiência por meio do esporte, incentiva a capacitação de profissionais da área e amplia a visibilidade do esporte paralímpico, numa campanha de conscientização da sociedade sobre a importância da acessibilidade e da prática esportiva.
O Grand Prix é voltado para atletas de alto rendimento e a Copa Caixa para iniciantes. “A Copa Caixa é em modelo festival. É permitido participar apenas atletas que chegaram até a faixa laranja”, explica o gerente técnico e de eventos da CBDV, Felipe Menescal.
A competição é dividida em sub-13, sub-15, sub-21 e sênior. “Na Copa, todos os atletas participantes recebem medalha de ouro, como se fosse uma porta de entrada. Primeiro o atleta vai disputar a Copa Caixa e, quando chegar ao alto rendimento, pode concorrer no Grand Pix”, complementa.
O Judô Paralímpico é dividido em categorias por peso e classe visual. Pelo menos quatro atletas campeões paralímpicos em Paris em 2024, campeões mundiais e os integrantes da Seleção Brasileira da modalidade participam do Grand Prix em Cuiabá.
O destaque de Mato Grosso é Arthur Silva, atual campeão paralímpico e mundial. Natural do Pará, ele compete por uma equipe do Estado pela categoria 95kg JI (cego total).
A expectativa é de que o Grand Prix e a Copa Loterias Caixa fortaleçam o sistema de competições e deem oportunidades para que os atletas compitam em nível nacional. Na ocasião, comissões técnicas das seleções brasileiras adulta e de base avaliam novos talentos com potencial para integrar as equipes nacionais.
Médicos que atuam no Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) afirmam estar sem receber pelos serviços prestados desde o mês de abril e denunciam que a situação tem comprometido a assistência à população e as condições de trabalho dentro da unidade.
Segundo os profissionais, os pagamentos permanecem em atraso há meses, gerando insegurança financeira para dezenas de médicos que continuam exercendo suas funções em plantões de alta complexidade, mesmo sem remuneração.
De acordo com o relato dos médicos, a gestão do prefeito Abílio Brunini ainda não teria realizado os repasses financeiros necessários ao Hospital Municipal de Cuiabá, o que estaria impedindo o pagamento dos profissionais. A categoria cobra transparência sobre a destinação dos recursos e um posicionamento oficial da administração municipal quanto à regularização dos valores devidos.
Os profissionais ressaltam que a saúde pública depende da valorização de seus trabalhadores e alertam que a manutenção dos atrasos pode comprometer a permanência de médicos nos plantões, afetando diretamente o atendimento à população.
Até o momento, os médicos aguardam uma solução por parte da Prefeitura de Cuiabá e da administração do HMC, bem como um cronograma oficial para a quitação dos pagamentos em atraso.
A reportagem será atualizada caso a Prefeitura de Cuiabá, a direção do Hospital Municipal de Cuiabá ou a Secretaria Municipal de Saúde se manifestem sobre o caso.
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