De advogado a empresário da gastronomia, Daniel Teixeira transformou uma oportunidade inesperada em um negócio consolidado em Cuiabá. À frente dos restaurantes Varadero e Talavera, e empresário há mais de 20 anos, ele investiu em conceitos próprios e na adaptação constante ao mercado, contando com o apoio da Desenvolve MT – Agência de Fomento do Estado de Mato Grosso para ampliar, modernizar e manter as operações dos restaurantes em períodos desafiadores.
A trajetória do empresário no setor gastronômico começou a partir de um convite profissional. Na época, um de seus clientes o chamou para integrar a sociedade do então Café Cancun, em Cuiabá. Foi assim que ele deu os primeiros passos no ramo de bares e restaurantes.. Porém, com o encerramento das atividades do Café Cancun, surgiu a necessidade de reposicionar o negócio. .
A busca por um novo conceito levou à criação do Varadero, há doze anos, que carrega o nome de uma cidade praiana visitada por Daniel durante sua lua de mel, e o restaurante logo conquistou espaço na cena gastronômica da capital. Outras iniciativas foram testadas ao longo da trajetória, como o Canela Fina até que, diante do sucesso do Varadero, nasceu o Talavera, ampliando a presença do grupo na cidade.
Daniel conta que desde o início, a proposta foi criar casas com identidade própria, fugindo de modelos padronizados. A ideia inicial, inspirada em casas de pescadores e ambientes praianos, ganhou novos rumos ao longo da execução. Grande parte dos elementos utilizados na construção veio de demolições e depósitos, especialmente do litoral paulista. “Trouxemos um caminhão inteiro de materiais, como janelas antigas de casas de praia, e fomos criando o espaço a partir dessas peças. É como montar um avião em pleno voo, você constrói em torno do que tem”, relembra.
Entre os principais desafios enfrentados no início estavam a execução da obra, a definição do cardápio e a formação da equipe. Segundo o empresário, o visual diferenciado do Varadero levava muitos clientes a imaginarem uma proposta sofisticada, mas a ideia sempre foi outra, oferecer comida clássica, bem executada e com foco na satisfação.
A busca por referência também faz parte da construção do negócio. Em viagens ao exterior, Daniel observava restaurantes que atravessaram gerações e tendências gastronômicas, identificando padrões que pudessem ser aplicados em Cuiabá.
Para ele, um dos maiores desafios do empreendedor é acompanhar as mudanças de comportamento do consumidor e do mercado. “A gente está sempre mudando. Veio a pandemia, o crescimento do delivery, novos hábitos de consumo, tudo isso exige adaptação constante”, afirma.
Uma dessas transformações foi a criação da dark kitchen, modelo de cozinha voltado exclusivamente para entregas. Inicialmente, o delivery funcionava a partir dos próprios restaurantes, mas, com o aumento da demanda, foi estruturado um espaço específico para atender esse público.
Como muitos empreendedores, Daniel destaca que o acesso ao crédito com condições adequadas é essencial para sustentar e expandir o negócio. Com o apoio da Desenvolve MT, os restaurantes Varadero e Talavera passaram por reforma e modernização, com foco na climatização dos ambientes, uma necessidade estratégica diante das altas temperaturas de Cuiabá, além de capital de giro. Posteriormente, Daniel solicitou o terceiro crédito, que contribuiu para a implantação da dark kitchen.
Para o empresário, o apoio da Desenvolve MT é indispensável para a sustentabilidade dos negócios em Mato Grosso. Segundo ele, o ambiente empresarial é marcado por oscilações constantes, e, em muitos momentos, o acesso ao crédito funciona como um suporte decisivo para a continuidade das atividades.
Ele relembra que, durante a pandemia, o auxílio foi fundamental para manter a empresa em funcionamento. Sem esse suporte, aliado a recursos próprios, o desfecho poderia ter sido o encerramento das operações. “Em cenários de crise, esse tipo de apoio faz toda a diferença. É o que permite atravessar os momentos mais difíceis e manter o negócio de pé”, afirma.
Mato Grosso registrou o maior crescimento absoluto no abate de bovinos do país no primeiro trimestre de 2026, com aumento de 135,11 mil cabeças em relação ao mesmo período do ano passado. Os dados são da Pesquisa Trimestral do Abate de Animais, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (16.6).
Na comparação entre os primeiros trimestres de 2025 e 2026, o Estado apresentou crescimento de 8,1% no volume de bovinos abatidos. Segundo o IBGE, o abate de bovinos no Brasil aumentou em aproximadamente 326,28 mil cabeças em relação ao primeiro trimestre de 2025. O crescimento foi impulsionado pelo desempenho de 21 das 27 unidades da federação.
Além de Mato Grosso, os maiores aumentos foram registrados em São Paulo, com acréscimo de 128,20 mil cabeças, Pará, com 36,34 mil, Rio Grande do Sul, com 20,03 mil, e Bahia, com 16,35 mil. As principais quedas ocorreram em Goiás, com redução de 68,61 mil cabeças, e Mato Grosso do Sul, com diminuição de 32,64 mil.
O levantamento também mostra que Mato Grosso segue como o principal estado produtor do país, responsável por 17,5% de todo o abate bovino nacional no período. Na sequência aparecem São Paulo, com participação de 11,6%, Goiás, com 9,2%, e Pará, com 9,1%.
Regionalmente, o Centro-Oeste concentrou a maior parcela do abate de bovinos do país, com 36% do total nacional. Em seguida aparecem as regiões Norte (23,9%), Sudeste (21,5%), Sul (9,4%) e Nordeste (9,1%).
Para a secretária adjunta de Agronegócio, Crédito e Energia da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec), Linacis Lisboa Vogel, os números confirmam a importância da pecuária mato-grossense para a economia do Estado e para o abastecimento da cadeia produtiva nacional.
“Mato Grosso tem papel estratégico na pecuária brasileira, não apenas pelo volume produzido, mas também pela eficiência e competitividade de sua cadeia produtiva. O crescimento registrado neste início de ano demonstra a força do setor e reforça a contribuição do Estado para o abastecimento dos mercados interno e externo”, afirmou.
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