O Gabinete de Gestão Integrada (GGI), da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), realizou nesta quinta-feira (13.2), a 1ª reunião da Câmara Temática de Defesa da Mulher e definiu projetos para a padronização e ampliação do atendimento realizado pelas forças de segurança às vítimas de violência doméstica.
Uma das propostas definidas pela coordenadora da Câmara Temática, Mariell Antonini, foi a criação de um projeto pedagógico para capacitação das forças de segurança do Estado, a fim de padronizar o atendimento da polícia às mulheres.
“Após aprovação e regulamentação, com base nesse projeto pedagógico, nós temos o planejamento de desenvolver, neste ano, duas capacitações integradas para policiais, médicos, legistas, bombeiros, então é um avanço significativo que será promovido às mulheres”, detalhou.
Durante a reunião, foi apresentada a ementa do projeto pedagógico para policiais. Os participantes também puderam destacar outros temas inerentes a violência doméstica, que também serão introduzidos no projeto, além da discussão para ampliar o acesso ao aplicativo SOS Mulher a mulheres de todas as 15 cidades sedes da Região Integrada de Segurança Pública (RISP), que atualmente funciona em quatro cidades, Cuiabá, Várzea Grande, Cáceres e Rondonópolis.
Foi proposto ainda a criação de um protocolo de investigação de violência sexual contra mulher, que visa dar segurança jurídica aos policiais civis e melhorar o atendimento às vítimas, garantindo a padronização nos atendimentos em todo o Estado.
A superintendente de Políticas das Mulheres, Katiellen Martins, representando a Secretaria de Assistência Social e Cidadania (Setasc), destacou que a reunião foi produtiva e fortaleceu a união das instituições em prol da valorização da mulher.
“Fechamos um calendário de atividades para o ano de 2025 e fortalecemos a parceria da Setasc com a segurança pública, juntamente com outros órgãos que compõem a câmara temática de defesa da mulher”, disse Katillen Marins.
Da reunião, também participaram representantes das unidades das forças de segurança de Mato Grosso, além de membros do Ministério Público, Tribunal de Justiça e Defensoria Pública, que fazem parte da câmara.
A Polícia Civil de Mato Grosso cumpre, na manhã desta quinta-feira (7.5), 19 ordens judiciais no âmbito da Operação Continuum, deflagrada contra uma célula de uma facção criminosa que agia no tráfico de drogas, extorsão de comerciantes e jogos de azar na região do bairro Bom Pastor, em Rondonópolis.
São cumpridos, na operação, 11 mandados de busca e apreensão e oito de prisão preventiva. As ordens judiciais foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias da Comarca de Cuiabá, com base em investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis.
Ao todo, 13 equipes de unidades da Delegacia Regional de Rondonópolis participam do cumprimento das ordens judiciais, todas executadas no município.
A investigação é um desdobramento da Operação Impetus, deflagrada em maio de 2025, quando 38 ordens judiciais foram cumpridas com o objetivo de desarticular a célula da facção que atuava no bairro Jardim Tropical.
A partir dos elementos colhidos na operação, outras diligências foram realizadas, sendo possível identificar mais 10 suspeitos que atuam no bairro Bom Pastor e possuem ligação com a célula que operava no Jardim Tropical.
Nas investigações, foi possível identificar 10 suspeitos apontados como integrantes de uma célula de uma facção criminosa na região do bairro Bom Pastor, com funções bem definidas. Um deles, por exemplo, era responsável pela distribuição e recolhimento dos valores provenientes da venda de drogas. Os demais atuavam na distribuição de drogas aos usuários.
A delegada Anna Paula Marien, responsável pelas investigações, destacou que a célula desmantelada em maio de 2025, no bairro Jardim Tropical, agia de forma interligada com os suspeitos que foram alvo da operação deflagrada nesta quinta-feira (7).
Os policiais verificaram também forte controle sobre o comércio local e que os investigados exigiam dinheiro dos estabelecimentos.
“Quando uma facção criminosa passa a cobrar valores de comerciantes locais, não estamos diante apenas de uma extorsão isolada. Estamos diante de uma tentativa clara de substituição do Estado, de imposição de poder paralelo e de domínio territorial por meio do medo. Por isso, o combate a esse tipo de crime precisa ser firme, estratégico e contínuo”, destacou a delegada.
Jogos de azar
As investigações também apontaram a atuação da facção criminosa na exploração de jogos de azar como forma de obtenção de lucro ilícito e fortalecimento financeiro da organização. Conforme apurado pela Derf de Rondonópolis, os investigados mantinham controle da distribuição de máquinas utilizadas em jogos de azar, além do gerenciamento de valores arrecadados com a atividade ilegal.
Durante a análise do material apreendido, foram identificadas planilhas, cadastros e relatórios internos relacionados à exploração dos jogos, demonstrando que a prática integrava a estrutura financeira da facção criminosa na região do bairro Bom Pastor.
Operação Pharus
A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.
Renorcrim
As atividades em curso estão inseridas no cronograma da Operação Nacional da Renorcrim (Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas). A iniciativa é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública) e da Diopi (Diretoria de Operações Integradas e Inteligência). A rede articula unidades especializadas das Polícias Civis de todo o país, promovendo uma resposta unificada e de alta precisão contra as estruturas do crime organizado.
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