A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec) vai coordenar a elaboração de duas cartilhas técnicas com orientações práticas sobre a armazenagem e produção do gergelim em Mato Grosso. O material vai conter informações desde a semeadura até o armazenamento do grão, com foco na padronização e na disseminação de boas práticas entre os produtores rurais. O objetivo é reduzir gargalos técnicos e impulsionar a produção de forma organizada e sustentável em todo o estado.
A publicação será elaborada entre todos os integrantes da Câmara Técnica, presidida pela Sedec, como Instituto Mato-grossense de Feijão, Pulses e Cultivos Especiais e Irrigação (Imafir-MT); Associação dos Produtores de Feijão, Pulses, Grãos Especiais e Irrigantes de Mato Grosso (Aprofir-MT); Conselho Brasileiro de Feijão e a Associação das Empresas Cerealistas do Estado de Mato Grosso (Acemat). Além da colaboração da Famato e Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses (Ibrafe).
Apesar de Mato Grosso já ocupar o posto de maior produtor de gergelim do país, a cultura ainda carece de informações técnicas acessíveis e de um modelo produtivo padronizado. A ausência de orientações claras sobre manejo, exigências sanitárias e uso adequado de defensivos tem afastado produtores interessados em diversificar suas lavouras.
Durante a reunião da Câmara Técnica do Gergelim, realizada na sexta-feira (21.3), os participantes apontaram que a falta de conhecimento técnico também impacta diretamente no armazenamento do grão — etapa essencial para garantir qualidade e valor de mercado. Nesse sentido, as cartilhas surgem como um instrumentos estratégicos para capacitar produtores e fortalecer a cadeia produtiva.
“Temos um grande potencial, mas precisamos organizar melhor o setor. A cartilha será uma ferramenta prática para orientar e dar segurança técnica a quem já cultiva ou deseja iniciar na produção de gergelim”, destacou a secretária adjunta de Agronegócios, Crédito e Energia da Sedec, Linacis Vogel Lisboa.
Além da elaboração do material, a reunião também definiu o levantamento de dados de produção por meio do cadastramento obrigatório junto ao Instituto de Defesa Agropecuária (Indea). A proposta é ampliar a base de informações sobre grãos especiais e pulses em Mato Grosso, nos mesmos moldes das grandes commodities, permitindo mais assertividade nas políticas públicas voltadas ao segmento.
A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) concluiu os levantamentos periciais e descartou a hipótese de incêndio criminoso no prédio da gerência de patrimônio e da Superintendência Operacional do Sistema Escolar da Prefeitura de Várzea Grande, ocorrido no dia 17/6.
Análises de vestígios coletados no local associada a evidências de registros de gravação de câmeras de segurança das redondezas e depoimento de testemunhas apontaram para causa acidental provocada por fenômeno termoelétrico na fiação localizada na parte superior da câmara fria de alimentos congelados pertencente ao anexo I da Secretaria Municipal de Educação de Várzea Grande, que seriam destinadas à alimentação dos alunos da rede municipal de educação. Os peritos realizaram vistoria externa e superior com a utilização de drones em todo o perímetro colapsado pelo incêndio.
No prédio, funcionava a parte logística da Secretaria onde eram armazenados de alimentos, materiais e equipamentos que seriam destinados às escolas do município.
Conforme o perito oficial criminal Augusto César de Figueiredo, os exames não permitiram identificar o que pode ter provocado o fenômeno termoelétrico, que segundo a literatura pericial pode estar relacionado à sobrecarga elétrica, curto-circuito, ou descarga elétrica contínua.
“Tudo iniciou-se com o fenômeno termoelétrico que ocorreu na parte superior da câmara fria de congelados, e se propagou para o prédio todo, para os dois sentidos do pavilhão. Na parte de trás da edificação, as chamas rapidamente tiveram contato com dois veículos, que estavam muito próximos a essa câmara, e que possuem uma carga térmica muito alta, causando facilmente a propagação para o fundo dessa estrutura metálica, e também por conta grande quantidade de material combustível que existia dentro prédio, o que ajudou a propagação e a grande monta dos danos e prejuízos causados pelo incêndio”, apontou o perito.
Mediante o término das análises no local do incêndio, o prédio foi liberado pela perícia para a Polícia Civil. O laudo pericial com o detalhamento das análises será concluído em até 30 dias.
No laudo, constará toda a descrição do local e dos vestígios coletados e analisados em laboratório, o relato de depoimentos de testemunhas, as imagens registradas pelo sistema de monitoramento de câmeras que ajudaram a delimitar a dinâmica do incêndio, que explica onde o fogo teve início e como ele se propagou, além dos danos que ocorreram em todos os ambientes.
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