O Corpo de Bombeiros de Mato Grosso capacita 19 militares para o manuseio e manutenção de equipamentos utilizados no combate de incêndios florestais. O curso faz parte dos preparativos para o período proibitivo do uso irregular do fogo.
“Nos últimos anos, o Corpo de Bombeiros tem recebido novos equipamentos motomecanizados para auxiliar no combate aos incêndios florestais. Isso garante uma redução de efetivo em campo tendo em vista que os equipamentos facilitam o combate. Por isso realizamos este curso para que os militares estejam capacitados para fazer manutenções em campo, sempre necessário”, explicou o coordenador do curso, capitão Luiz Amaral.
As aulas do 3º Estágio de Manutenção de Motomecanizados começaram na segunda-feira (25), no Batalhão de Emergências Ambientais, em Cuiabá. Os militares tiveram um período com lições teóricas e ao longo da semana se dedicam ao manuseio prático dos equipamentos essenciais para o combate ao fogo com auxílio do coordenador e quatro instrutores.
Os 19 militares de todos os Comandando Regionais fazem o manuseio e manutenção de sete equipamentos: kit combat, motosserra, motobomba, gerador, motor de popa e roçadeira. Essa capacitação é importante para que os militares possam fazer manutenções.
Ao final do curso, previsto para a próxima quarta-feira (03), os militares capacitados estarão aptos a descentralizar o conhecimento e serão responsáveis por capacitar cada um dos bombeiros de suas regionais.
“São quase 20 alunos que já vão estar capacitados para o período de incêndios florestais, aptos para fazer o manuseio dos equipamentos e, assim que retornamos para nossas unidades, esse conhecimento será repassado para o restante da tropa. É um curso que soma muito para toda nossa corporação”, pontuou o sargento João Aparecido Souza, de Rondonópolis.
Já o soldado Vinícius Demétrio Cândido, de Tangará da Serra, destacou que está no Corpo de Bombeiros há uma década e, desde o início da atual gestão, tem percebido mais investimentos em equipamentos para a corporação em sua cidade e demais regiões de Mato Grosso.
“Todo ano o Corpo de Bombeiros recebe atualizações de equipamentos importantes para nossas ações de combate aos incêndios florestais e demais ocorrências rotineiras”, disse o soldado Cândido.
Preparação
O curso faz parte de uma série de preparativos realizados pelo Corpo de Bombeiros para o período proibitivo de uso irregular do fogo. Na última semana, a corporação se reuniu com líderes do Pantanal de Mato Grosso para debater sobre formas de prevenção contra os incêndios florestais, a fim de reduzir ao máximo o impacto no meio-ambiente.
“Estamos nos antecipando para identificar os principais problemas, as estruturas disponíveis para o período de resposta, bem como estudando a possibilidade de capacitação de mais brigadistas e promover a educação ambiental para as populações ribeirinhas. É um trabalho contínuo que precisa ser feito em conjunto com as comunidades e demais órgãos para garantir efetividade”, pontuou a tenente-coronel Pryscilla Jorge Machado de Souza, comandante do BEA.
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quinta-feira (14.4), a Operação Passagem Oculta, para cumprimento de 12 ordens judiciais contra integrantes de um grupo criminoso envolvido no roubo contra uma cooperativa de crédito, ocorrido no final de junho de 2025, em Cuiabá.
As ordens judiciais, sendo quatro mandados de prisão preventiva, quatro mandados de busca e apreensão domiciliar, pessoal e veicular itinerante, e quatro quebra de sigilo de dados, foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Cuiabá. Os mandados são cumpridos nas cidades de Cuiabá e Várzea Grande.
As investigações, conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), tiveram como alvo quatro investigados apontados como integrantes da organização criminosa responsável pelo roubo circunstanciado cometido contra a agência da Cooperativa de Crédito, situada na Avenida das Torres, na Capital.
O crime
Na madrugada do crime, o grupo invadiu imóvel residencial no bairro Recanto dos Passáros que fazia divisa estrutural com a agência bancária. Na ocasião, três moradores da residência foram mantidos em cárcere privado por aproximadamente quatro horas, mediante emprego de arma de fogo.
O objetivo do grupo criminoso era abrir uma passagem na parede divisória e subtrair valores estimados em até R$ 1 milhão. A ação criminosa foi parcialmente frustrada após intervenção da Polícia Militar, sendo que um dos envolvidos foi a óbito em confronto armado no local, e outro foi preso em flagrante, sendo posteriormente denunciado e condenado em processo autônomo.
Investigações e mandados
A partir do aprofundamento das diligências investigativas, a GCCO identificou a participação estruturada de outros quatro integrantes da organização, cada qual com função específica — execução, logística, transporte e vigilância.
As condutas foram tipificadas como roubo circunstanciado majorado pelo emprego de arma de fogo, restrição de liberdade de vítimas e pelo concurso de pessoas. Diante das evidências, o delegado responsável pelas investigações, Igor Sasaki, representou pelas ordens judiciais contra os investigados, que foram deferidas pela Justiça.
As prisões preventivas decretadas com fundamento nos arts. 312 e 313, inciso I, do Código de Processo Penal, para garantia da ordem pública, conveniência da instrução criminal e asseguramento da aplicação da lei penal, diante da gravidade concreta da conduta, do elevado grau de planejamento e da habitualidade delitiva de parte dos investigados.
A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.
Renorcrim
As atividades em curso estão inseridas no cronograma da Operação Nacional da Renorcrim (Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas). A iniciativa é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública) e sua Diopi (Diretoria de Operações Integradas e Inteligência). A Rede articula as unidades especializadas das Polícias Civis de todo o país, promovendo uma resposta unificada e de alta precisão contra as estruturas do crime organizado.
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