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Bombeiros concluem estágio de resposta a emergências com produtos perigosos

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O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) concluiu o 9º Estágio de Primeira Resposta a Emergências com Produtos Perigosos (EPREPP), voltado à capacitação de militares para atuarem em ocorrências envolvendo riscos químicos, biológicos e radiológicos.

O objetivo foi preparar os bombeiros militares para a atuação inicial em emergências com substâncias perigosas, priorizando a preservação da vida e a segurança das equipes e da população. Ao todo, o estágio teve carga horária de 40 horas e capacitou 21 militares de diferentes regiões do estado.

De acordo com o diretor operacional, coronel BM Rafael Ribeiro Marcondes, o estágio representa mais um importante ciclo na consolidação da especialidade operacional da corporação voltada à atuação com produtos perigosos. Somente em 2025, a corporação atendeu a 466 ocorrências envolvendo esse tipo de emergência. Em 2026, apenas nos primeiros três meses, já foram registradas 87 ocorrências.

“Dentre a gama de atividades que desenvolvemos, essa, sem dúvida, ainda é uma área que precisa evoluir e crescer dentro da instituição. Trata-se de uma atividade altamente técnica, que exige conhecimento aprofundado, dedicação e militares qualificados. Precisamos elevar essa especialidade ao nível esperado, e os senhores concluem este curso hoje justamente com esse propósito”, destacou o coronel durante solenidade realizada na sexta-feira (24.4).

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Promovido pela Diretoria de Ensino e coordenado pelo Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), o estágio contemplou ações preventivas, protocolos de segurança e procedimentos operacionais específicos para atendimentos especializados. Com a formação, os participantes passam a atuar como multiplicadores do conhecimento técnico em suas unidades operacionais, fortalecendo a capacidade de resposta da corporação em todo o estado.

“Somos profissionais no atendimento a emergências com produtos perigosos e precisamos responder com profissionalismo. Não cabe improviso, não cabe fazer de qualquer maneira, não há espaço para amadorismo. Precisamos entregar o nosso melhor em todas as áreas às quais nos dedicamos”, afirmou o coronel Marcondes.

Durante o estágio, foram realizadas atividades teóricas e práticas aplicadas a situações reais, incluindo ocorrências com líquidos inflamáveis, substâncias tóxicas e cenários de contaminação ambiental.

Ao longo da capacitação, os militares participaram de treinamentos voltados à identificação de substâncias, avaliação de riscos, uso de equipamentos de proteção individual (EPIs), técnicas de contenção, descontaminação e noções de atendimento pré-hospitalar.

Conforme o comandante do BEA, tenente-coronel BM Heitor Alves de Souza, a qualificação contínua das equipes é fundamental para garantir respostas mais seguras, rápidas e eficientes, especialmente em ocorrências complexas que exigem atuação especializada e coordenação técnica adequada.

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“Ao investir na qualificação contínua de seu efetivo, o CBMMT amplia a prontidão de suas unidades, aproxima o conhecimento técnico da realidade cotidiana e contribui para respostas mais rápidas, seguras e assertivas em ocorrências envolvendo produtos perigosos”, concluiu o tenente-coronel.

Fonte: Governo MT – MT

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Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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