O balneário e restaurante Canto do Rei pegou crédito com a Desenvolve MT – Agência de Fomento do Estado de Mato Grosso – para construir uma piscina natural dentro da propriedade, localizada entre os quilômetros 29 e 30 da MT-251, rodovia que liga Cuiabá a Chapada dos Guimarães.
O objetivo da piscina é reduzir os impactos do turismo sazonal e garantir um fluxo contínuo de visitantes, além de garantir a acessibilidade para os turistas que não conseguem acessar o rio.
Os proprietários Anne Carolina Vitor Coningham e Diego Coningham de Siqueira explicam que o período de chuvas em Mato Grosso, que faz os rios subirem de nível, dificulta o turismo na região.
“Estamos no período de chuvas e a água do rio fica turva, prejudicando a experiência dos turistas no balneário. Essa é uma das épocas mais desafiadoras. Trabalhar sem previsibilidade é difícil, pois o turismo é um setor sazonal. A construção da piscina natural surge como uma solução, permitindo que, mesmo em dias de sol quando o rio está turvo, possamos continuar atendendo nossos visitantes”, pontuou Diego.
Segundo Diego, o estabelecimento recebe cerca de quatro mil turistas por mês, pouco mais de 300 por fim de semana.
“Construindo a piscina, nossa capacidade passa a ser cerca de 450 por final de semana, além de melhorar a acessibilidade e ter um espaço seguro para as crianças”, disse.
Com essa nova estrutura, os proprietários poderão manter uma equipe fixa de trabalhadores e planejar melhor suas operações, sem depender exclusivamente das condições climáticas para atrair clientes, como acontece durante o Carnaval.
O espaço impulsiona o turismo internacional em Mato Grosso, atraindo visitantes de diversos países, como Argentina, Bolívia, Colômbia, Estados Unidos, França, Inglaterra e Suécia. Os empreendedores também esperam que, com a piscina natural concluída, o número de eventos privados, como casamentos ao ar livre, aumente de forma significativa.
A ideia do estabelecimento, que começou como um restaurante e se transformou em balneário, foi concretizada em agosto de 2020.
Crédito
A linha Desenvolve Turismo é dedicada exclusivamente para negócios do ramo. As condições são de investimentos de até R$1,5 milhão, taxas de juros até 1,2% ao mês com redução entre 20% a 40%. Além disso, ela também conta com prazos de até 10 anos e carência de 24 meses. O atendimento é focado em Microempreendedores Individuais (MEI), Microempresas (ME) e Empresas de Pequeno Porte (EPPs).
Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora
A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.
A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.
Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.
Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.
Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.
O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.
Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.
Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.
Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.
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