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Conselheiro alerta sobre necessidade de revisão da Programação Pactuada e Integrada da Saúde e cobra ações efetivas do Estado

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O conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso, Guilherme Maluf, ao se manifestar durante a avaliação do recurso que resultou na aprovação das contas do exercício de 2022 da Prefeitura de Cuiabá, destacou que as circunstâncias atenuantes impostas ao Município, como a frustração de receitas e o aumento significativo das despesas com saúde, são fatores que justificam e compensam o déficit orçamentário declarado pelo Município. Reiteradas vezes, o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, denunciou a gravidade da saúde sem o devido cofinanciamento, que reflete diretamente na capital mato-grossense. A apreciação do recurso foi realizada na tarde desta terça-feira (3). Maluf ainda defendeu ainda a urgência da atualização da Programação Pactuada e Integrada (PPI) por parte do Governo do Estado.

Em sua fala, o conselheiro relembrou a importância da instalação pela gestão Emanuel Pinheiro do primeiro e mais moderno hospital do Estado, o Hospital Municipal de Cuiabá Leony Palma de Carvalho. Ele ainda ressaltou a importância da atualização da Programação Pactuada e Integrada (PPI), um instrumento que organiza e quantifica as ações e serviços de saúde destinados à população de cada território, definindo responsabilidades entre os entes federados.

“Essas questões atenuantes, somadas à frustração orçamentária, podem sim compensar o déficit que foi declarado. Acompanho o voto do conselheiro Valter Albano, mas me sentiria mais confortável se pudéssemos incluir uma determinação para a revisão da PPI. Contudo, a PPI não depende apenas da vontade do prefeito de Cuiabá, pois o próximo prefeito eleito herdará esse mesmo problema,” afirmou Maluf.

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O conselheiro destacou ainda que o atraso de mais de 10 anos na revisão da PPI tem gerado uma sobrecarga desproporcional para Cuiabá e Várzea Grande, que recebem um número elevado de pacientes vindos de outros municípios sem o devido respaldo financeiro. Ele sugeriu que o plenário do Tribunal de Contas recomende ao Governo do Estado a atualização urgente da PPI, considerando sua responsabilidade como gestor estadual.

“Enquanto a PPI permanecer defasada, Cuiabá e Várzea Grande continuarão arcando com um ônus excessivo. É essencial que o Governo do Estado assuma sua responsabilidade e atualize esse instrumento, levando em conta o crescimento populacional e as novas demandas de saúde,” pontuou Maluf.

O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, tem defendido reiteradamente a necessidade de revisão da PPI, argumentando que sua defasagem prejudica o planejamento e sobrecarrega as finanças do município. Apesar dos esforços da gestão municipal, a atualização da PPI depende de uma ação coordenada com o Governo do Estado e outros municípios envolvidos. Segundo o conselheiro Guilherme Maluf, a questão deve ser prioridade nas discussões sobre a gestão estadual, dada a relevância para o equilíbrio do sistema de saúde como um todo.

Disse ele em votação: “Se nós formos agora no HMC, por exemplo, e formos conversar com cada um que está internado lá, com certeza, 50% é do interior, lá de Várzea Grande. Enfim, nós temos uma grande população de pessoas do interior, e é aí que entra essa questão da falta de ressarcimento. Por que Cuiabá e os demais municípios não conseguem se credenciar e não conseguem ter esse recurso de volta, esse recurso que é o motivo da sua situação na PPI? O que ocorre? É a desorganização gerencial do município, da Secretaria de Saúde, porque o dinheiro está lá, está disponível, mas não chega aqui. Na verdade, o que acontece é que cada um tem uma parte da culpa, não dá para simplesmente apontar o culpado por esse não recebimento. O que fazer nesse pagamento? Eu diria ao senhor que nós temos, sim, essa PPI defasada, temos uma falta de credenciamento no SUS, e uma regulação inadequada no Sistema Único de Saúde. São várias situações que têm que ser ponderadas. Mas, se o senhor (relator) quiser tirar a prova, uma prova real disso tudo, basta conferir o per capita que Cuiabá recebe por cidadão, por exemplo, com um município similar como Campo Grande. Campo Grande recebe mais. Então, essa defasagem no recebimento gera problemas”, finalizou.

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Aprovação

As contas da Prefeitura de Cuiabá referentes ao exercício de 2022 foram aprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) na tarde desta terça-feira (3), após análise de um recurso apresentado pelo Município. Cinco conselheiros votaram favoravelmente à aprovação: Valter Albano (relator), Waldir Teis, Domingos Neto, Guilherme Maluf e o presidente da Corte, Sérgio Ricardo.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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CUIABÁ

Cuiabá registra queda de 88,39% nos casos de Covid-19, enquanto influenza segue em alta

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), publicou o Boletim Epidemiológico de Vigilância dos Vírus Respiratórios, com dados das semanas epidemiológicas 1 a 29 de 2026, período de 4 de janeiro a 25 de julho. O levantamento mostra expressiva redução nos casos de Covid-19 em comparação com o mesmo período do ano passado, ao mesmo tempo em que registra aumento das notificações de influenza A e B, comportamento esperado para esta época do ano. O boletim foi divulgado na sexta-feira (31).

De acordo com o boletim, foram registrados 121 casos de Covid-19 em Cuiabá, sendo 96 em moradores da capital e 25 em pessoas de outros municípios. No período, foram confirmados cinco óbitos pela doença, dos quais dois eram residentes de Cuiabá e três de outras cidades. A taxa de mortalidade entre moradores da capital permaneceu classificada como muito baixa, com 0,29 óbito por 100 mil habitantes.

Na comparação com as semanas epidemiológicas 1 a 29 de 2025, quando foram notificadas 1.043 ocorrências da doença, Cuiabá apresentou redução de 88,39% nos casos de Covid-19.

Em contrapartida, o boletim aponta crescimento das notificações de influenza A e B. Foram contabilizados 2.386 casos no período, sendo 1.858 entre residentes de Cuiabá e 528 em pacientes de outros municípios. Também foram confirmados 21 óbitos relacionados à influenza, dos quais 16 ocorreram entre moradores da capital.

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O aumento representa crescimento de 74,95% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram registrados 1.062 casos entre residentes. Segundo a Vigilância Epidemiológica, o cenário pode ser explicado pela maior circulação dos vírus respiratórios, pela baixa cobertura vacinal e pela ampliação da oferta de exames em 2026. O boletim ressalta ainda que boa parte das notificações é proveniente da rede privada de saúde.

Diante desse cenário, a Secretaria Municipal de Saúde reforça que a vacina contra a influenza está disponível nas 72 Unidades de Saúde da Família (USFs) de Cuiabá. A imunização é destinada aos grupos prioritários, que incluem idosos com 60 anos ou mais, crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes, puérperas, trabalhadores da saúde e professores. A vacinação é a principal forma de prevenção contra as complicações provocadas pelo vírus e contribui para reduzir internações e óbitos.

As crianças de até 6 anos continuam sendo o grupo mais afetado pela influenza, com 966 casos registrados. Em seguida aparecem pessoas de 15 a 59 anos, com 673 casos, e crianças e adolescentes de 7 a 14 anos, com 572 notificações. Entre idosos com 60 anos ou mais, foram registrados 175 casos.

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O levantamento também traz informações sobre os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Entre as semanas epidemiológicas 1 e 29, foram registrados 1.463 casos hospitalizados, dos quais 1.043 eram residentes de Cuiabá. Desse total, 970 pacientes receberam alta hospitalar, 373 permaneciam em investigação e foram contabilizados 120 óbitos.

Em relação às internações por Covid-19, foram registrados 27 casos de SRAG, com cinco óbitos. Já a influenza foi responsável por 332 internações por SRAG, resultando em 21 mortes, sendo 16 entre moradores de Cuiabá. A maioria dos óbitos ocorreu entre idosos com mais de 60 anos.

A Secretaria Municipal de Saúde orienta que pessoas com sintomas gripais mantenham os cuidados para evitar a transmissão dos vírus respiratórios, como higienizar frequentemente as mãos, cobrir o nariz e a boca ao tossir ou espirrar e procurar atendimento médico em caso de sinais de agravamento, como falta de ar, febre persistente e dificuldade para respirar. A população pertencente aos grupos prioritários também deve aproveitar a disponibilidade da vacina nas USFs para garantir proteção contra a influenza.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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