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Comitê Intersetorial da Prefeitura de Cuiabá cadastra famílias em ocupação irregular e avalia medidas em área verde

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio do Comitê Intersetorial de Gestão de Desocupação de Áreas Públicas (CIGDAP), sob coordenação da Secretaria Municipal de Ordem Pública, realizou neste sábado (28) o cadastramento de 48 famílias que vivem em uma ocupação irregular localizada no loteamento Ilza Terezinha Picoli Pagot. Outras 10 foram notificadas a comparecer ao Centro de Referência de Assistência Social (CRAS CPA), localizado na Rua 64, Quadra 08, nº 01, CPA III, Setor 04.

Com o objetivo de levantar informações socioeconômicas dos moradores e subsidiar decisões administrativas e judiciais sobre a área, considerada pelo município como área verde e de preservação permanente (APP), a ação reuniu equipes das secretarias municipais de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão, Habitação e Regularização Fundiária, Defesa Civil, Ordem Pública, Segurança Pública Municipal, além da Polícia Militar.

Segundo o secretário adjunto de Regulação e Fiscalização da Sorp, Robson Pereira dos Santos, o trabalho é resultado de demanda do Ministério Público, por meio da Promotoria Ambiental. “Todo o trabalho de levantamento socioeconômico está sendo feito com tranquilidade e respeito. Conversamos com representantes dessa ocupação, e eles se dispuseram a prestar todas as informações”, afirmou.

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De acordo com o secretário municipal de Defesa Civil, coronel BM Alessandro Borges, o local possui nascentes e características de área úmida, o que agrava a situação. “É uma área de preservação permanente, com minas d’água e risco de alagamentos. Parte do terreno é suscetível a deslizamentos, devido aos cortes realizados e à declividade”, explicou.

Além da questão ambiental, o município aponta que a área não possui infraestrutura básica, como asfalto, rede de esgoto, iluminação pública adequada, abastecimento regular de água potável e arruamento oficial, o que inviabiliza qualquer processo de regularização fundiária neste momento.

A assistente social Jully Tainah destacou que o foco da equipe é conhecer a realidade das famílias. “Estamos levantando informações sobre tempo de moradia, renda, acesso à saúde, se são atendidos pelo Cras e quais são as condições de habitação. A partir disso, serão avaliadas possíveis intervenções”, disse.

A Secretaria de Habitação e Regularização Fundiária também integra a visita técnica. Segundo a coordenadora de Habitação, Graziele Rondon, os dados coletados irão nortear as análises nas áreas social e habitacional. As informações levantadas servirão de base para as decisões futuras. “Estamos realizando os cadastros para entender a realidade de cada família e verificar quais encaminhamentos poderão ser feitos”, afirmou.

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Entre os moradores está o pastor Ronald José, desempregado, casado e pai de três filhos. Ele afirma que vive no local há mais de dois anos e relata que muitas famílias são venezuelanas e enfrentam dificuldades financeiras. “Se nos tirarem daqui, não temos outro lugar. Somos venezuelanos, todos sabem o que aconteceu no meu país. Tenho três filhos e esposa e perdi meu emprego há pouco tempo. Precisamos de moradia e apoio do poder público”, declarou, emocionado.

O levantamento realizado pelo Comitê Intersetorial será consolidado em relatórios técnicos das secretarias envolvidas. Durante a ação, as equipes também realizaram registros fotográficos e identificaram as casas habitadas e as desocupadas, garantindo um mapeamento preciso dos imóveis ocupados e dos que estão vazios. O documento será encaminhado ao Ministério Público para os devidos encaminhamentos judiciais, que deverão definir os próximos passos sobre a permanência ou eventual desocupação da área.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Estudantes indígenas conhecem história de Cuiabá em visita ao Complexo Biocultural do Porto

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Quarenta e dois estudantes da Escola Indígena Umutina, de Barra do Bugres, visitaram nesta sexta-feira (29) o Complexo Biocultural do Porto, em Cuiabá, conhecendo o Museu do Rio Cuiabá, o Aquário Municipal e a Orla do Porto. A atividade integrou uma programação educativa voltada à valorização do patrimônio cultural mato-grossense e ao fortalecimento da identidade dos povos originários.

Com idades entre 11 e 17 anos, os alunos participaram da visita acompanhados pelas professoras Eliane Boroponepa Monzilar, da Aldeia Boropó, e Ana Lúcia Calomezoré, da Aldeia Balotipone. O objetivo pedagógico foi conscientizar os estudantes sobre a importância da preservação do patrimônio cultural do Estado e promover reflexões sobre a história e as culturas indígenas.

A visita foi viabilizada pelo projeto Caminhos da Cultura, iniciativa criada em 2019 pelo artista plástico e produtor cultural Vicente Paulo. O projeto tem como proposta ampliar o acesso de estudantes da rede pública, além de comunidades indígenas, quilombolas e ribeirinhas, a museus, galerias e outros espaços de formação cultural. Desde sua criação, a iniciativa já aproximou mais de 11 mil alunos de equipamentos culturais em Mato Grosso.

“O projeto nasceu para proporcionar esse acesso aos estudantes da rede pública e também às comunidades tradicionais. Hoje estamos contemplando os Umutina, vindos de diferentes comunidades dessa grande nação indígena”, explicou Vicente Paulo.

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No Complexo Biocultural do Porto, os estudantes participaram de um roteiro guiado que apresentou aspectos históricos de Cuiabá por meio do acervo do Museu do Rio e das atrações do Aquário Municipal. A coordenadora pedagógica do Museu do Rio, Luana da Cruz Borema, explicou que o complexo está implantando um novo formato de recepção aos visitantes, com uma apresentação guiada que contextualiza a história da cidade antes da visita aos espaços expositivos.

Segundo ela, a proposta busca tornar a experiência mais educativa e aproximar os visitantes do patrimônio histórico e cultural de Cuiabá.

Para a professora Eliane Boroponepa Monzilar, a atividade representa uma oportunidade de intercâmbio de conhecimentos e de ampliação do repertório cultural dos estudantes.

“Esse projeto proporciona às crianças e aos jovens indígenas a oportunidade de conhecer outros saberes. Muitos deles nunca haviam visitado um museu. É uma troca importante entre o conhecimento do nosso povo e outros conhecimentos culturais, permitindo que compreendam melhor esses espaços e sua importância”, afirmou.

A fala da educadora reforça uma realidade observada em outras ações do Caminhos da Cultura. Em atividades recentes promovidas pelo projeto, estudantes da zona rural e de comunidades tradicionais também tiveram contato pela primeira vez com museus e espaços históricos da capital, vivenciando experiências que ampliam o aprendizado para além da sala de aula.

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A turismóloga Silvana Maria de Morais Abdala destacou o interesse demonstrado pelo grupo durante toda a visita. Segundo ela, as fotografias históricas e a maquete expostas no museu despertaram grande curiosidade entre as crianças e os adolescentes.

“Foi gratificante perceber o interesse deles em conhecer a história de Cuiabá e compreender melhor o espaço. As crianças, principalmente, demonstraram muita atenção e curiosidade durante toda a visita”, relatou a servidora, que atua há 18 anos na área do turismo.

Além do Complexo Biocultural do Porto, o roteiro dos estudantes incluiu visitas ao Museu da Imagem e do Som de Cuiabá (MISC), à Galeria Lava Pés e ao Museu de História Natural de Mato Grosso, consolidando um dia de atividades voltadas ao conhecimento, à cultura e à formação cidadã.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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