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Abertura da campanha “21 Dias de Ativismo Pelo Fim da Violência Contra Mulher” aborda as diversas manifestações de violência de gênero

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Os debates promovidos pela campanha “21 Dias de Ativismo Pelo Fim da Violência Contra a Mulher” iniciaram nesta quarta-feira (22), no auditório da Secretaria Municipal da Mulher, instalada na avenida Getúlio Vargas. A solenidade de abertura contou com a parceria da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Banco do Brasil e a Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica.

A programação, que teve início no Dia da Consciência Negra (20 de novembro), é uma ação da Prefeitura de Cuiabá, praticada em todo o país, para estimular reflexões sobre os variados cenários de violência de gênero na capital, que já registra cinco feminicídios neste ano.

Dentre os diversos tópicos levantados, foram discutidas as diversas formas de violência doméstica e familiar, como agressões físicas, psicológicas, patrimoniais e a de política de gênero, que ocorre quando a mulher está em alguma posição de liderança.

“Essa mulher pode estar em um mandato eletivo, representando uma associação ou sindicato, movimento social e, quando ela se manifesta politicamente, pode sofrer violência, seja ela física ou não, como o silenciamento, a negação de voz ou o desligamento do microfone”, exemplificou Priscila Estela, mestranda em Políticas Sociais.

Outra forma de violência de gênero discutida foi a patrimonial, na qual o agressor utiliza dinheiro, documentos ou bens para controlar a mulher e inibir sua liberdade.

O Banco do Brasil trouxe algumas iniciativas para oferecer condições para que a mulher saia desse ciclo de violência e adquira sua independência financeira. Além da renegociação de dívidas da instituição, o programa de capacitação profissional da prefeitura e o acesso ao microcrédito pelo Cuiabanco também foram citados como políticas de combate à violência doméstica, em especial a patrimonial.

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“Essas são ações que possibilitam que essas mulheres sejam inseridas no mercado de trabalho e tenham sua renda de forma honesta, com seus nomes limpos”, disse Maria Cristina Bolzan, gerente de Relacionamento do Banco do Brasil.

Política

A titular da pasta da Mulher, Cely Almeida, ressaltou a atuação da administração do prefeito Emanuel Pinheiro nas políticas de gênero ao longo dos dois mandatos. A criação da Secretaria da Mulher, inédita em Mato Grosso, e projetos e programas que ganharam destaque nacional foram destacados.

“Nós somos liderados pela nossa primeira-dama Márcia Pinheiro, que é uma mulher sensível à causa, principalmente pela sua visão humanitária, que idealizou grandes projetos que ganharam o país”, destacou.

O Núcleo de Apoio à Primeira-dama, coordenado por Márcia, tem atuado como apoio institucional à Secretaria da Mulher, propondo programas, ações e políticas nas áreas da Mulher e Assistência Social.

Iniciativas como o Espaço de Acolhimento da Mulher (o primeiro do Brasil dentro de um hospital público), Qualifica Cuiabá (vencedor de prêmios nacionais) e a caminhada histórica que reuniu mais de 7000 pessoas são referências no combate à violência contra mulher.

“Vamos buscar durante esses dias levar toda essa sensibilização contra a violência de gênero, mas também informar à população acerca dos nossos mecanismos de denúncia, do nosso acolhimento institucional, para que as mulheres se sintam seguras a denunciar e sair desse ciclo vicioso”, explicou Cely.

História

Desde 1991, a ONU convoca o mundo inteiro para discutir questões relacionadas à violência contra as mulheres por meio de uma campanha anual global. A campanha “16 Dias de Ativismo” tem início todo dia 25 de novembro, Dia Internacional de Combate à Violência Contra a Mulher, e termina no dia 10 de dezembro, Dia dos Direitos Humanos.

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No Brasil, os 16 dias se ampliaram para 21 para destacar a dupla discriminação vivida pelas mulheres negras, e as atividades começam antes, no dia 20 de novembro, Dia da Consciência Negra.

Programação:

Dia 22/11 às 8h – Secretaria da Mulher (auditório): Abertura da campanha 21 Dias de Ativismo Pelo Fim da Violência Contra Mulher.

Dia 24/11 às 8h – Câmara de Vereadores de Cuiabá: Audiência Pública sobre os órfãos do feminicídio.

Dias 27 e 28/11 às 8h – Tribunal de Justiça de Mato Grosso: 1º Encontro das Redes de Enfrentamento à Violência Doméstica.

Dia 29/11 às 19h – Faculdade Invest de Ciência e Tecnologia: Palestra “Quebrando o Silêncio”.

Dia 01/11 às 9h – CRAS Novo Colorado: Cine Mulher – 21 Dias de Ativismo Pelo Fim da Violência Contra Mulher.

Dia 05/12 às 8h30 – CCI Aidee Pereira: Cine Mulher – 21 Dias de Ativismo Pelo Fim da Violência Contra Mulher.

Dia 06/12 às 8h30 – Prefeitura de Cuiabá (Auditório): Palestra “Homens pelo Fim da Violência Contra a Mulher”.

Dia 06/12 às 13h30 – CRAS Osmar Cabral: Cine Mulher – 21 Dias de Ativismo Pelo Fim da Violência Contra Mulher.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Prefeitura de Cuiabá faz Cine Pipoca e fortalece convivência entre idosos

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O Centro de Convivência para Idosos (CCI) Aideê Pereira, coordenado pela Secretaria Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e da Pessoa com Deficiência, localizado no bairro Novo Horizonte, promoveu uma sessão especial de Cine Pipoca neste sábado (25), com a exibição do clássico brasileiro Menino da Porteira. A iniciativa integra o planejamento das atividades desenvolvidas pela unidade e marca o início de uma semana de ações voltadas ao fortalecimento dos vínculos, da convivência e da integração entre os participantes. O filme agradou ao público presente, cerca de 30 idosos, que já clamaram por mais filmes.

Além de proporcionar um momento de lazer, a exibição, com direito a pipoca e suco e, antes, café da manhã com frutas e uma oração, foi cuidadosamente planejada pela equipe técnica do CCI como ferramenta de trabalho. A proposta de utilizar a obra teve como objetivo estimular reflexões sobre amizade, companheirismo, respeito e o viver em comunidade, valores presentes na narrativa e que fazem parte das temáticas trabalhadas diariamente com os idosos.

“Tudo o que é feito dentro do Centro de Convivência para Idosos Aideê Pereira é planejado e voltado para o benefício do idoso. Dentro dessas temáticas, nós planejamos esse filme para trabalharmos a interação social e o convívio com as pessoas, com o meio onde estão inseridos. Todas as atividades realizadas no Centro de Convivência são pensadas para proporcionar benefícios aos participantes, promovendo qualidade de vida, socialização e fortalecimento das relações interpessoais”, frisou o educador físico Douglas Vinícius Silva Lenzi.

Dona Aparecida Lima de Jesus, 68 anos, e o esposo, Manoel Cândido de Jesus, 65, estão juntos há 47 anos e compareceram para ver o filme. Ambos não conheciam a história de Menino da Porteira e gostaram. “Foi ótimo, amei”, declarou ela, com a concordância do seu Manoel, que também aplaudiu a exibição. Eles endossaram o coro dos participantes, pedindo outras produções.

Adelaide Florentina de Jesus Santana, 63 anos, também se agradou do que viu e torce para que venham mais. Ela não perde as atividades oferecidas no CCI Aideê Pereira desde que começou a frequentá-lo, há cerca de um ano, por indicação médica, e relata com gratidão a mudança que teve na vida pessoal.

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“Vixi, melhorei muito depois que passei a frequentar aqui, até meus filhos agradeceram. Eu era inchada, com dores nas pernas, mal conseguia andar, estava com ansiedade, depressão. Hoje sou outra pessoa, fez bem para o meu físico e para a minha mente. Aos domingos, que não tem programação, fico em casa dormindo. Se não fosse o CCI, eu já teria morrido”, afirmou Adelaide.

Seguindo o objetivo, a programação inspirada no filme terá continuidade ao longo da semana. “Na segunda-feira, durante o encontro do grupo de coral, os idosos ensaiarão a canção Menino da Porteira ao lado do violeiro Juracy Alves do Bonfim, 89 anos, integrante do grupo de viola. A proposta é unir os dois grupos em uma apresentação especial, na terça-feira, a partir das 8h, quando apresentarão a música, reunindo o grupo de violeiros e o coral de idosos do CCI”, explicou a gerente do CCI e fisioterapeuta, Evânia Alves Tito.

O evento de terça-feira contará com baile e dinâmicas recreativas, tradição da unidade, que costuma reservar espaço para que os próprios idosos possam demonstrar seus talentos e se apresentar diante dos colegas, valorizando o protagonismo, a autoestima e a participação ativa de cada um.

O CCI Aideê Pereira oferece diversas atividades, entre elas educação física para atender diferentes perfis de idosos, pilates solo, crochê, ginástica voltada à resistência muscular, com exercícios de repetição semelhantes aos da musculação, direcionada aos idosos com maior capacidade física, aulas de mobilidade, ritmo e coordenação motora, com música e dança (como passinho), e atividades para idosos com maior dificuldade de mobilidade, com foco na redução de dores, correção da postura, melhora da mobilidade e atendimento a pessoas com algumas doenças cognitivas.

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A unidade conta com 298 idosos cadastrados, sendo 120 que participam ativamente, e quatro educadores físicos. Três deles atuam no período da manhã, cada um especializado em um perfil de público, além de pedagoga e assistente social.

“O principal objetivo do trabalho é acolher, fortalecer vínculos e promover o bem-estar dos idosos, cuidando não apenas da mobilidade e da saúde física, mas também dos aspectos emocional, social e espiritual. O CCI se tornou uma segunda casa para muitos participantes, que sentem falta das atividades nos fins de semana e fazem questão de comparecer quando há programação aos sábados”, relatou Evânia.

CCI Padre Firmo

No Centro de Convivência para Idosos Padre Firmo Duarte Pinto, no Dom Aquino, o sábado foi de ‘mão na massa’. Cerca de 10 participantes produziram pizzas, pães, a tradicional cueca virada, entre outros alimentos. No final, todos puderam saborear a produção, quentinha e feita na hora.

Entre eles, o casal Maria Salete da Silva Costa, 64 anos, e o marido, Antônio, 69. Eles são casados há 45 anos, mas ele já fazia pão bem antes e costumava sempre levar para ela na época do namoro. “Ele me conquistou, levava pão para mim lá em casa quando a gente namorava, me conquistou fazendo pão”, brincou Maria Salete.

O tempo passou, vieram os filhos. Hoje, uma filha é confeiteira e toda a família acabou se envolvendo e ampliando a produção, incluindo pizzas também. “Foi uma coisa nova, tudo eu invento para ele fazer e unir a família. Para mim, é o maior prazer da minha vida ter minha família unida”.

A iniciativa foi aprovada pelos idosos, alguns levaram netos, e pela equipe do CCI, que acompanhou a atividade liderada pela gerente do CCI Padre Firmo, Ely Ane Campos de Arruda.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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