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Sorriso mira no exemplo de São José dos Campos para impulsionar desenvolvimento tecnológico

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Nesta segunda-feira (28), uma comitiva formada por representantes da Prefeitura e da Câmara Municipal de Sorriso realiza uma visita técnica ao Parque Tecnológico de São José dos Campos (SP), considerado referência nacional em inovação e empreendedorismo. A missão tem como objetivo conhecer de perto as boas práticas implementadas no complexo paulista e avaliar a viabilidade de iniciativas semelhantes para o município de Sorriso.

Participam da visita o secretário municipal de Meio Ambiente, Ciência e Tecnologia, Clovis Picolo Filho, o secretário adjunto de Desenvolvimento Econômico, Ronei Mazzardo, o presidente da Câmara de Vereadores, Rodrigo Materazzi, e os vereadores Emerson de Oliveira e Gringo do Barreiro.

A viagem é uma continuidade do diálogo iniciado no dia 11 de março, quando representantes do Programa de Incentivo à Tecnologia (PIT) estiveram em Sorriso para apresentar estratégias de fomento à inovação.

Criado em 2006, o Parque Tecnológico de São José dos Campos é o maior complexo de inovação do Brasil, ocupando uma área de 15 milhões de metros quadrados. No local, estão instaladas 152 empresas e startups, seis institutos de ciência e tecnologia e dez instituições de ensino e pesquisa, entre elas a Unifesp, a Unesp e a Fatec. Empresas de renome, como Avibras e Nestlé, mantêm centros de inovação no complexo.

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O Parque também gerencia o Nexus, hub de inovação que conecta mais de 300 empresas a programas de incentivo ao empreendedorismo. Além disso, é responsável pela gestão do Cluster Aeroespacial Brasileiro – o principal polo da América Latina nos setores aeronáutico, espacial e de defesa – e do APL TIC VALE, cluster de tecnologia da informação e comunicação do Vale do Paraíba.

Segundo o secretário Clovis Picolo Filho, a experiência permitirá colher informações estratégicas para fortalecer o ambiente de inovação em Sorriso. “Acreditamos que investir em ciência, tecnologia e inovação é fundamental para impulsionar o desenvolvimento econômico sustentável de nosso município”, destacou.

Fonte: Prefeitura de Sorriso – MT

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Servidores da Secretaria de Fazenda iniciam formação online sobre a Reforma Tributária

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Curso é composto por 15 encontros, divididos em seis blocos temáticos

Cursos, seminários, imersões e muito, muito estudo. Para que o Município de Sorriso esteja preparado para a Reforma Tributária (RT), a equipe da Secretaria de Fazenda (Semfaz) segue se preparando. Nesta quinta-feira ( 2 de julho), a deu início hoje a uma rodada de 15 encontros semanais, que foram divididos em seis blocos temáticos.

Conduzida por Gelson Severo, um dos consultores da ROIT, empresa que presta consultoria à Prefeitura, a primeira “aula de revisão” versou sobre os fundamentos constitucionais e legais da Reforma Tributária.

“Com certeza, serão mais oportunidades para podermos nivelar as informações sobre a Reforma Tributária, compreendermos melhor seus mecanismos e, assim, fazer uma transição segura”, destaca o titular da pasta, Tedy Puva, acrescentando que a expectativa com a RT é que Mato Grosso deve perder muitos recursos com a mudança no sistema de arrecadação, e Sorriso também está inserido neste cenário, dada a natureza do agronegócio.

Os encontros, online, serão realizados sempre às quintas-feiras e terão duração de meia hora, de forma a não impactar a rotina de trabalho dos servidores. “Entendemos que a partilha de informações é fundamental neste processo e não estamos medindo esforços para tirar todas as dúvidas da nossa equipe”, complementa o secretário.

Saiba Mais sobre a Reforma Tributária:

“A Reforma Tributária exige uma mudança de postura: não basta arrecadar, é preciso arrecadar com inteligência. O coeficiente que definirá os repasses ao Município nas próximas décadas é construído agora, com base nos dados entre 2019 e 2026. Isso transforma a gestão fiscal em uma estratégia de longo prazo”, destacou Gelson, quando realizou uma formação in company na Prefeitura.

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Tecnologia aplicada à gestão fiscal

A Prefeitura vem adotando ferramentas tecnológicas e cruzamento de dados para ampliar a eficiência da arrecadação e identificar inconsistências fiscais.

Entre as iniciativas, destacam-se:

Uso de inteligência de dados para identificar divergências entre declarações e operações reais;

Atualização cadastral com apoio de imagens de drone, proporcionando uma visão ampla do inventário imobiliário municipal;

Revisão de exercícios anteriores com foco em recuperação de receitas não arrecadadas

Estruturação de processos de fiscalização mais orientativos e preventivos.

ISS hoje, equilíbrio fiscal amanhã

Com a Reforma Tributária instituída pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e suas leis complementares regulamentadoras, o modelo atual será gradualmente substituído por um sistema baseado no consumo no destino. Essa nova dinâmica impões desafios extras ao Centro-Oeste, em especial aos municípios do Mato Grosso.

Nesse contexto:

O ISS e o ICMS serão substituídos pelo IBS

A arrecadação e a distribuição serão centralizadas pelo Comitê Gestor do IBS (CG-IBS)

Parte relevante dos repasses aos municípios dependerá da chamada receita de referência

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Essa receita será calculada com base na arrecadação de ISS e na cota-parte do ICMS entre 2019 e 2026 — período que se tornou decisivo para o futuro financeiro dos municípios.

“Cada inconsistência não corrigida, cada valor não arrecadado dentro desse intervalo, impacta diretamente a capacidade de investimento do Município por décadas. Estamos falando de um efeito que se estende até 2077”, reforça Gelson.

Sustentabilidade fiscal como política pública

A estratégia adotada por Sorriso vai além da arrecadação imediata. Trata-se da construção de uma política de sustentabilidade fiscal, baseada em três pilares:

Qualidade dos dados fiscais

Uso intensivo de tecnologia

Conformidade e regularização dos contribuintes

“Garantir arrecadação eficiente hoje é garantir serviços públicos amanhã. A sustentabilidade fiscal começa com organização, tecnologia e responsabilidade compartilhada”, destacou, à época, o secretário Tedy.

Transição da Reforma Tributária: o que muda

2026: fase de adaptação operacional

2027: início da cobrança da CBS em substituição so PIS/Cofins

2029 a 2032: transição do IBS, com substituição progressiva do ICMS e ISS

2033: IBS plenamente implementado

2029 a 2077: período de transição federativa, com distribuição híbrida (coeficiente + destino)

Ao longo dessa transição, o peso da arrecadação histórica será gradualmente reduzido, mas continuará relevante por décadas.

Fonte: Prefeitura de Sorriso – MT

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