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Somente no eixo da Assistência Social, investimento em obras supera os R$ 10 milhões

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Ordem de serviço para construir novo prédio para o Serviço de Acolhimento para Mulheres foi emitida neste mês

Deve ter início nos próximos dias a edificação do prédio que vai ser a nova sede do Serviço de Acolhimento Institucional para Mulheres Vítimas de Violência. O valor balizado para a obra foi de 1.645.554,97, mas, no processo licitatório, este montante foi reduzido para R$ 1.429.987,30.

O prédio, de 354,71 m², que será erguido no mesmo local da estrutura que sofreu um incêndio em março do ano passado, e precisou ser demolida, contará com cozinha, quatro dormitórios, banheiros, salas (de estar e de visitas), coordenação, brinquedoteca, lavanderia e área de convivência.

“O trabalho que vem sendo realizado, a acolhida que tem sido ofertada, acaba estimulando muitas mulheres a romperem o ciclo de violência e buscarem ajuda”, destaca a secretária de Assistência Social e primeira-dama de Sorriso, Jucélia Ferro, lembrando que, mesmo após o comprometimento do antigo prédio, o serviço de acolhimento a mulheres (assim como a seus filhos) vítimas de violência doméstica continua sendo ofertado em imóvel locado.

Além desta, das demais 34 obras públicas em execução por construtoras terceirizadas e sob gestão da Secretaria da Cidade (Semcid), outras quatro têm ligação direta com o bem-estar dos sorrisenses. Ao, todo, mais de R$ 9 milhões estão sendo investidos na construção de um novo Centro de Referência em Assistência Social (Cras) no bairro Vitória Régia, de uma nova Casa Abrigo da Criança, e em duas capelas mortuárias, uma na Zona Leste e outra no distrito de Primavera.

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No Cras Vitória Régia, cuja ordem de serviço foi emitida em janeiro do ano passado, o investimento será de mais de R$ 2,3 milhões para a construção de uma estrutura de 571,11 m². Com quase 85% de execução, a expectativa é que a obra seja concluída em 90 dias.

Bem perto do Cras, está sendo erguido, desde 2022, um novo prédio para a Casa Abrigo – Nosso Lar, unidade que atende crianças e adolescentes vítimas de violência e violação de direitos, por meio do Serviço de Acolhimento Institucional para Criança e Adolescente (Saica).

A nova unidade terá uma área construída de 2.099,66 m², divididos em recepção; salas (de reunião, coordenação, pedagogia, visita, banheiros, área de serviço, de TV, de jogos); depósito; lavanderia; dormitórios (feminino e masculino); berçário; brinquedoteca; espaço para medicação, lactário e refeitório; cozinha; e despensa; entre outros cômodos. Na área externa, a unidade, que já foi projetada para atender pessoas com deficiência (PCDs), contempla playground e quadra poliesportiva. Com um investimento superior a R$ 5,5 milhões, o prédio apresenta um índice de execução de quase 50%.

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Já para acolher as famílias no momento de despedida de seus entes queridos, estão sendo construídas duas novas capelas mortuárias no Município, uma na Zona Leste e outra no Distrito de Primavera. Com área construída de 87,9 m² cada uma, as unidades, que juntas somam quase R$ 1 milhão em investimento por parte do Município, as capelas estão com pouco mais de 30% de andamento. As duas capelas contam com salão climatizado, um quarto também climatizado, banheiro feminino e masculino acessíveis, copa e área de estendal.

“Somando este investimento na Casa de Acolhimento da Mulher e as outras quatro obras que já estão em andamento, o total de investimento somente no eixo de Assistência Social supera os R$ 10 milhões”, detalha o secretário da Cidade, Ednilson Oliveira, complementando que o atual lote de obras em andamento contempla investimentos de mais de R$ 210 milhões em vários outros setores, como Educação, Saúde, Esporte, Segurança, Administração e Infraestrutura, por exemplo.

Fonte: Prefeitura de Sorriso – MT

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Servidores da Secretaria de Fazenda iniciam formação online sobre a Reforma Tributária

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Curso é composto por 15 encontros, divididos em seis blocos temáticos

Cursos, seminários, imersões e muito, muito estudo. Para que o Município de Sorriso esteja preparado para a Reforma Tributária (RT), a equipe da Secretaria de Fazenda (Semfaz) segue se preparando. Nesta quinta-feira ( 2 de julho), a deu início hoje a uma rodada de 15 encontros semanais, que foram divididos em seis blocos temáticos.

Conduzida por Gelson Severo, um dos consultores da ROIT, empresa que presta consultoria à Prefeitura, a primeira “aula de revisão” versou sobre os fundamentos constitucionais e legais da Reforma Tributária.

“Com certeza, serão mais oportunidades para podermos nivelar as informações sobre a Reforma Tributária, compreendermos melhor seus mecanismos e, assim, fazer uma transição segura”, destaca o titular da pasta, Tedy Puva, acrescentando que a expectativa com a RT é que Mato Grosso deve perder muitos recursos com a mudança no sistema de arrecadação, e Sorriso também está inserido neste cenário, dada a natureza do agronegócio.

Os encontros, online, serão realizados sempre às quintas-feiras e terão duração de meia hora, de forma a não impactar a rotina de trabalho dos servidores. “Entendemos que a partilha de informações é fundamental neste processo e não estamos medindo esforços para tirar todas as dúvidas da nossa equipe”, complementa o secretário.

Saiba Mais sobre a Reforma Tributária:

“A Reforma Tributária exige uma mudança de postura: não basta arrecadar, é preciso arrecadar com inteligência. O coeficiente que definirá os repasses ao Município nas próximas décadas é construído agora, com base nos dados entre 2019 e 2026. Isso transforma a gestão fiscal em uma estratégia de longo prazo”, destacou Gelson, quando realizou uma formação in company na Prefeitura.

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Tecnologia aplicada à gestão fiscal

A Prefeitura vem adotando ferramentas tecnológicas e cruzamento de dados para ampliar a eficiência da arrecadação e identificar inconsistências fiscais.

Entre as iniciativas, destacam-se:

Uso de inteligência de dados para identificar divergências entre declarações e operações reais;

Atualização cadastral com apoio de imagens de drone, proporcionando uma visão ampla do inventário imobiliário municipal;

Revisão de exercícios anteriores com foco em recuperação de receitas não arrecadadas

Estruturação de processos de fiscalização mais orientativos e preventivos.

ISS hoje, equilíbrio fiscal amanhã

Com a Reforma Tributária instituída pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e suas leis complementares regulamentadoras, o modelo atual será gradualmente substituído por um sistema baseado no consumo no destino. Essa nova dinâmica impões desafios extras ao Centro-Oeste, em especial aos municípios do Mato Grosso.

Nesse contexto:

O ISS e o ICMS serão substituídos pelo IBS

A arrecadação e a distribuição serão centralizadas pelo Comitê Gestor do IBS (CG-IBS)

Parte relevante dos repasses aos municípios dependerá da chamada receita de referência

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Essa receita será calculada com base na arrecadação de ISS e na cota-parte do ICMS entre 2019 e 2026 — período que se tornou decisivo para o futuro financeiro dos municípios.

“Cada inconsistência não corrigida, cada valor não arrecadado dentro desse intervalo, impacta diretamente a capacidade de investimento do Município por décadas. Estamos falando de um efeito que se estende até 2077”, reforça Gelson.

Sustentabilidade fiscal como política pública

A estratégia adotada por Sorriso vai além da arrecadação imediata. Trata-se da construção de uma política de sustentabilidade fiscal, baseada em três pilares:

Qualidade dos dados fiscais

Uso intensivo de tecnologia

Conformidade e regularização dos contribuintes

“Garantir arrecadação eficiente hoje é garantir serviços públicos amanhã. A sustentabilidade fiscal começa com organização, tecnologia e responsabilidade compartilhada”, destacou, à época, o secretário Tedy.

Transição da Reforma Tributária: o que muda

2026: fase de adaptação operacional

2027: início da cobrança da CBS em substituição so PIS/Cofins

2029 a 2032: transição do IBS, com substituição progressiva do ICMS e ISS

2033: IBS plenamente implementado

2029 a 2077: período de transição federativa, com distribuição híbrida (coeficiente + destino)

Ao longo dessa transição, o peso da arrecadação histórica será gradualmente reduzido, mas continuará relevante por décadas.

Fonte: Prefeitura de Sorriso – MT

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