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Programa Remédio em Casa atende 470 pacientes da área urbana do Município

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Receber o medicamento de uso contínuo em casa é um dos motivos que torna o dia a dia do Severino Pereira da Silva, 57 anos, mais leve. Morador de Sorriso desde 1986, há 33 anos Severino teve a rotina totalmente alterada quando perdeu a visão em decorrência do glaucoma. Desde os 24 anos de idade tudo precisou ser adaptado e, com o tempo outras comorbidades como diabetes e hipertensão também surgiram.

“Para mim sair de casa é muito difícil, imagina então pra ir buscar remédio; quando preciso de alguma coisa eu tenho que chamar um mototáxi para buscar”, conta. Hoje, além dos colírios especiais que precisa usar, da insulina e da medicação para a hipertensão, Severino também faz uso de medicamentos para o ácido úrico e colesterol alto. “É uma sacolada e tudo precisa ser bem conferido, guardado separadinho pra eu saber qual tomar e em qual horário, mas desde que o Otaviano (Otaviano José de França entregador do Programa Remédio em Casa) apareceu na minha vida tudo ficou mais fácil”, conta. “Pra mim, o Otaviano é uma benção, o programa é uma benção”, relata.

E se quem recebe os medicamentos em casa fica feliz, quem faz a entrega também se emociona. “A alegria do Severino é contagiante, ele tem vários problemas de saúde, mas nunca vi ele reclamar de nada, está sempre de bom humor e feliz em todas as visitas”, ressalta Otaviano, o responsável por entregar a sacolada do Severino uma vez por mês.

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Há oito anos, Otaviano é o responsável pelas entregas. Atualmente ele também visita outras 469 casas sorrisenses – 470 pessoas são atendidas mensalmente. “O público que atendemos é formado por idosos, todos são muito receptivos, nunca tivemos problemas”, frisa.

Além de entregar a medicação, Otaviano aproveita para bater um papo, conferir se está tudo bem com o paciente e aferir a pressão. Tudo é feito com muito carinho e anotado na ficha de cada paciente. “A intenção é cada vez mais humanizar o atendimento, entender que cada ser humano é especial e precisa desse olhar”, destaca o coordenador do Remédio em Casa, Paulo Henrique Bourscheid.

Hoje o programa atende pacientes com diabetes/hipertensão acima de 60 anos e usuários de pelo menos um medicamento de uso contínuo que integre o programa; além de atender também pessoas com dificuldades de locomoção e ou que apresentam restrições como (a) restrição ao leito; (b) dificuldade física de locomoção; (c) deficiência física, síndrome de imobilidade e/ou uso de prótese e/ou órtese que exija acompanhante; (d) déficit cognitivo que exija cuidador. No caso do Severino, que tem 57 anos, o apoio se dá devido à dificuldade de locomoção.

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A entrega domiciliar abrange medicamentos de atenção básica, padronizados na rede pública de saúde do Município de Sorriso, de uso contínuo para usuários do SUS que tenham algum tipo de dificuldade para acessar as Farmácias Cidadãs.

De janeiro de 2024 a janeiro de 2025, foram realizadas 3.791 entregas com o investimento de R$65.025,02 de recursos próprios municipais. E em cada entrega se repete o ritual da conversa com o paciente passando as orientações necessárias para que ele possa dar a continuidade correta ao tratamento.

Paulo explica que a inclusão do usuário no programa é realizada pela Unidade de Saúde em que ele é atendido. Para isso, basta que ou o próprio paciente e ou algum familiar procure o enfermeiro da unidade e ou o agente comunitário de saúde da área em que reside.

“A partir da inclusão no programa, mensalmente o paciente recebe o medicamento e assina o comprovante. O entregador conversa, afere a pressão quando é necessário e nos traz as informações individualizadas de cada paciente. É um excelente canal de comunicação”, diz. “O programa tem um impacto positivo na vida desses pacientes; o tratamento contínuo reduz o risco de eventos cardiovasculares e traz a comodidade de receber o medicamento em casa”, frisa.

Hoje, 100% da área urbana do Município é atendida pelo Programa.

Fonte: Prefeitura de Sorriso – MT

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Sorriso

Servidores da Secretaria de Fazenda iniciam formação online sobre a Reforma Tributária

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Curso é composto por 15 encontros, divididos em seis blocos temáticos

Cursos, seminários, imersões e muito, muito estudo. Para que o Município de Sorriso esteja preparado para a Reforma Tributária (RT), a equipe da Secretaria de Fazenda (Semfaz) segue se preparando. Nesta quinta-feira ( 2 de julho), a deu início hoje a uma rodada de 15 encontros semanais, que foram divididos em seis blocos temáticos.

Conduzida por Gelson Severo, um dos consultores da ROIT, empresa que presta consultoria à Prefeitura, a primeira “aula de revisão” versou sobre os fundamentos constitucionais e legais da Reforma Tributária.

“Com certeza, serão mais oportunidades para podermos nivelar as informações sobre a Reforma Tributária, compreendermos melhor seus mecanismos e, assim, fazer uma transição segura”, destaca o titular da pasta, Tedy Puva, acrescentando que a expectativa com a RT é que Mato Grosso deve perder muitos recursos com a mudança no sistema de arrecadação, e Sorriso também está inserido neste cenário, dada a natureza do agronegócio.

Os encontros, online, serão realizados sempre às quintas-feiras e terão duração de meia hora, de forma a não impactar a rotina de trabalho dos servidores. “Entendemos que a partilha de informações é fundamental neste processo e não estamos medindo esforços para tirar todas as dúvidas da nossa equipe”, complementa o secretário.

Saiba Mais sobre a Reforma Tributária:

“A Reforma Tributária exige uma mudança de postura: não basta arrecadar, é preciso arrecadar com inteligência. O coeficiente que definirá os repasses ao Município nas próximas décadas é construído agora, com base nos dados entre 2019 e 2026. Isso transforma a gestão fiscal em uma estratégia de longo prazo”, destacou Gelson, quando realizou uma formação in company na Prefeitura.

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Tecnologia aplicada à gestão fiscal

A Prefeitura vem adotando ferramentas tecnológicas e cruzamento de dados para ampliar a eficiência da arrecadação e identificar inconsistências fiscais.

Entre as iniciativas, destacam-se:

Uso de inteligência de dados para identificar divergências entre declarações e operações reais;

Atualização cadastral com apoio de imagens de drone, proporcionando uma visão ampla do inventário imobiliário municipal;

Revisão de exercícios anteriores com foco em recuperação de receitas não arrecadadas

Estruturação de processos de fiscalização mais orientativos e preventivos.

ISS hoje, equilíbrio fiscal amanhã

Com a Reforma Tributária instituída pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e suas leis complementares regulamentadoras, o modelo atual será gradualmente substituído por um sistema baseado no consumo no destino. Essa nova dinâmica impões desafios extras ao Centro-Oeste, em especial aos municípios do Mato Grosso.

Nesse contexto:

O ISS e o ICMS serão substituídos pelo IBS

A arrecadação e a distribuição serão centralizadas pelo Comitê Gestor do IBS (CG-IBS)

Parte relevante dos repasses aos municípios dependerá da chamada receita de referência

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Essa receita será calculada com base na arrecadação de ISS e na cota-parte do ICMS entre 2019 e 2026 — período que se tornou decisivo para o futuro financeiro dos municípios.

“Cada inconsistência não corrigida, cada valor não arrecadado dentro desse intervalo, impacta diretamente a capacidade de investimento do Município por décadas. Estamos falando de um efeito que se estende até 2077”, reforça Gelson.

Sustentabilidade fiscal como política pública

A estratégia adotada por Sorriso vai além da arrecadação imediata. Trata-se da construção de uma política de sustentabilidade fiscal, baseada em três pilares:

Qualidade dos dados fiscais

Uso intensivo de tecnologia

Conformidade e regularização dos contribuintes

“Garantir arrecadação eficiente hoje é garantir serviços públicos amanhã. A sustentabilidade fiscal começa com organização, tecnologia e responsabilidade compartilhada”, destacou, à época, o secretário Tedy.

Transição da Reforma Tributária: o que muda

2026: fase de adaptação operacional

2027: início da cobrança da CBS em substituição so PIS/Cofins

2029 a 2032: transição do IBS, com substituição progressiva do ICMS e ISS

2033: IBS plenamente implementado

2029 a 2077: período de transição federativa, com distribuição híbrida (coeficiente + destino)

Ao longo dessa transição, o peso da arrecadação histórica será gradualmente reduzido, mas continuará relevante por décadas.

Fonte: Prefeitura de Sorriso – MT

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