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Festa de São Pedro em Várzea Grande terá telão para jogo do Brasil e 5 toneladas de peixe nesta segunda

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Tradicional celebração em Bom Sucesso chega ao ponto alto dos 45 anos com alvorada, procissão, missa, almoço comunitário e transmissão da partida da Seleção Brasileira

A comunidade de Bom Sucesso, em Várzea Grande, celebra nesta segunda-feira (29) as comemorações dos 45 anos da tradicional Festa de São Pedro e dos Pescadores. Além da programação religiosa e do almoço comunitário, o evento contará com um telão para a transmissão do jogo da Seleção Brasileira, reunindo fé, cultura e futebol em um mesmo espaço.

A expectativa da organização é receber cerca de 10 mil pessoas ao longo do dia. Os visitantes são convidados a vestir a camisa do Brasil e participar da programação, que começa às 4h com alvorada e café da manhã, às 8h com a procissão em homenagem a São Pedro, seguida pela missa, às 9h30, e pelo tradicional levantamento do mastro, às 11h30. Logo após, ocorrem as apresentações culturais e o almoço gratuito com cerca de cinco toneladas de peixe preparadas por moradores, pescadores e voluntários da comunidade.

A coordenadora da festa, Gislaine Kelly de Magalhães, conhecida como Gika, afirma que a edição deste ano foi pensada para valorizar ainda mais a cultura local.

“Este é o segundo ano que ampliamos a programação para dois dias para incluirmos a programação evangélica. O domingo, 28, foi dedicado às apresentações culturais, ao culto, ao louvor, à feira gastronômica e ao lambadão. Amanhã será o grande dia da nossa tradição, com a procissão, a missa, o almoço comunitário e também a transmissão do jogo do Brasil. Queremos que as famílias celebrem a fé e torçam juntas pela nossa seleção”, destacou.

O primeiro dia de festa, realizado neste domingo (28), reuniu apresentações culturais, culto ecumênico, música gospel, grupos de siriri e cururu, além da feira gastronômica organizada pelos moradores da comunidade. A programação segue a tarde com baile de lambadão.

Pela primeira vez escolhida rainha da festa, Ivanei Gonçalves de Miranda disse viver um momento especial por representar a comunidade onde nasceu. “É uma honra muito grande. Eu amo Bom Sucesso e nossa cultura. A gente trabalha para que essa tradição continue viva e seja passada para nossos filhos e netos. Espero que todos venham participar dessa festa feita com muito carinho”, afirmou.

Rei da festa nesta edição, o pescador Ivanildo Gonçalves da Silva, de 54 anos, destacou que São Pedro representa proteção para quem vive da pesca e reforçou o convite para a população participar das comemorações. “São Pedro é o nosso padroeiro e a nossa fé. O que pedimos sempre é proteção para ir ao rio e voltar em segurança para casa. Preparamos tudo com muito carinho. Foram dias limpando cinco toneladas de peixe para receber bem todos que vierem celebrar conosco”, disse.

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Reconhecida como uma das principais manifestações culturais e religiosas de Mato Grosso, a Festa de São Pedro mantém viva uma tradição de 45 anos às margens do Rio Cuiabá, reunindo fé, gastronomia, cultura popular e a história da comunidade pesqueira de Bom Sucesso.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Hepatites virais: diagnóstico precoce é essencial para combater doenças que podem permanecer silenciosas

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Muitas vezes, as hepatites virais chegam sem avisar. A pessoa pode estar infectada e passar anos sem apresentar qualquer sintoma, enquanto o vírus provoca alterações no fígado. Foi justamente para levar informação e estimular o cuidado com a saúde que a equipe da Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande realizou uma palestra para os hóspedes da Casa de Acolhimento Rogina de Arruda, localizada no bairro Novo Várzea Grande.

O encontro abordou as hepatites virais, com destaque para os tipos B, C e Delta, além de informações sobre sífilis e HIV. A atividade foi realizada a convite da própria instituição, que atende pessoas vindas de outras regiões para consultas e tratamentos de saúde, além de pessoas em situação de rua e em outras condições de vulnerabilidade.

Durante a palestra, o médico da Atenção Básica, Dr. Natanael, explicou como ocorre a transmissão, quais são os principais sinais e sintomas e como é feito o diagnóstico. A equipe também reforçou a importância da prevenção e da realização de testes.

Além do médico Natanael, participaram da atividade a enfermeira Jhaniele, a técnica de enfermagem Raquel, Laura, da Vigilância em Saúde do Trabalhador, a gerente da Vigilância Epidemiológica, Silvana, a enfermeira Maria José e a servidora Rosemeire Fernandes, agente de combate às endemias.

Uma doença que pode passar despercebida

As hepatites virais são infecções que atingem o fígado. Quando apresentam sintomas, eles podem incluir cansaço, febre, mal-estar, náuseas, vômitos, dor abdominal, urina escura, fezes claras e pele e olhos amarelados. Entretanto, principalmente nos casos de hepatites B e C, a ausência de sintomas é comum, o que pode atrasar a descoberta da doença.

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A história do engenheiro florestal André Coutinho mostra como a hepatite C pode ser silenciosa. Diagnosticado com a doença, ele passou por um período de luta até conseguir enfrentar o problema e seguir com o tratamento. André conta que, até hoje, não sabe exatamente onde ocorreu o contágio.

“Comecei a ficar ruim, com todos os sintomas, procurei o pronto atendimento e, nos exames, fui diagnosticado com a hepatite. Fiz o tratamento certinho para não ter complicações severas”, comentou André.

A experiência também reforça uma das principais orientações dos profissionais de saúde: não é preciso esperar o aparecimento de sintomas para procurar atendimento. No caso da hepatite C, aproximadamente 80% das pessoas não apresentam sintomas, e o diagnóstico frequentemente acontece durante exames de rotina ou por meio de testagem.

Diagnóstico

O diagnóstico das hepatites B e C pode começar por meio de testes rápidos disponíveis na rede pública de saúde. No caso da hepatite C, quando o teste aponta contato com o vírus, exames complementares são realizados para confirmar se existe infecção ativa.

A hepatite B pode ser prevenida com vacina, disponível gratuitamente nas unidades de saúde. Já a hepatite C não possui vacina, mas atualmente existe tratamento capaz de curar a infecção.

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A programação também abriu espaço para discutir outras infecções, como sífilis e HIV, ampliando a conversa sobre prevenção, diagnóstico e acesso aos serviços de saúde.

“Sempre somos chamadas pela direção de entidades para ministrarmos palestras orientativas e também para realizarmos exames. Essa participação é ótima para nós, da saúde, para estarmos próximos da população, levar conhecimento e exames. Esse é o nosso papel”, ressaltou a agente de combate às endemias Rosemeire Fernandes.

E o trabalho de orientação não termina na palestra. Como parte da programação voltada à saúde dos homens, a equipe já deixou agendada para novembro uma nova atividade na instituição, desta vez com orientações sobre câncer de próstata e cuidados com a saúde do homem.

Mais do que transmitir informações, ações como essa ajudam a aproximar o serviço de saúde de pessoas que, muitas vezes, enfrentam barreiras para acessar atendimento. Afinal, quando uma doença pode permanecer silenciosa por anos, informação, prevenção e diagnóstico são ferramentas fundamentais para evitar que o problema só seja descoberto quando as complicações já apareceram.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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