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CAMPI retoma integralmente atendimento a alunos da rede municipal de Várzea Grande

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Os atendimentos oferecidos pelo Centro de Atendimento Multidisciplinar Pedagógico e Inclusivo (CAMPI) aos alunos da rede municipal de ensino de Várzea Grande foram retomados integralmente nesta segunda-feira (14), após um breve impasse relacionado à execução dos serviços contratados pelo Município. A situação foi solucionada de forma imediata pela Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (SMECEL), garantindo a continuidade do acompanhamento especializado dos estudantes atendidos pela unidade.

A CAMPI atende atualmente 348 alunos da rede municipal, oferecendo acompanhamento especializado por meio de uma equipe multiprofissional. Os serviços são destinados a crianças encaminhadas pela rede municipal e incluem profissionais como neurologista, psicólogo, fonoaudiólogo, fisioterapeuta, educador físico e terapeuta ocupacional, entre outras especialidades envolvidas na avaliação e no acompanhamento dos estudantes.

O diretor-geral da CAMPI, Anacleto Giraldelli Bezerra, explica que a situação registrada na última sexta-feira (11) foi decorrente de uma divergência pontual relacionada à execução do contrato e que o entendimento entre as partes foi restabelecido rapidamente.

“Foi um impasse pontual, que foi imediatamente tratado pela Prefeitura e pela Secretaria de Educação. O cronograma foi restabelecido e conseguimos retomar 100% dos atendimentos nesta segunda-feira, garantindo a continuidade do tratamento dos pacientes da rede municipal.”, afirmou.

Segundo a responsável pelo acompanhamento dos contratos da CAMPI junto à Secretaria Municipal de Educação, Silene Freitas, nenhum aluno ficará prejudicado. Os atendimentos que estavam previstos para a última sexta-feira serão reorganizados pela unidade de acordo com a necessidade e a avaliação individual de cada criança.

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“Os alunos que tinham atendimento agendado e não foram atendidos na sexta-feira terão esse atendimento remarcado. Dessa forma, a criança não perde a sessão nem tem prejuízo na continuidade do tratamento.”, explica Silene.

Atendimento especializado

O fluxo de atendimento começa nas unidades da rede municipal. Quando a escola identifica a necessidade de uma avaliação especializada, o estudante é encaminhado ao Centro João Ribeiro, que realiza uma triagem e, posteriormente, direciona a criança para a CAMPI.

Atualmente, existem dois fluxos de acompanhamento: um para crianças que já possuem laudo e precisam de atendimento especializado e outro para aquelas que apresentam indícios ou necessidades identificadas pela escola, mas ainda passam pelo processo de investigação e avaliação para obtenção do diagnóstico.

A equipe multiprofissional participa tanto dos atendimentos quanto da avaliação e elaboração dos laudos, permitindo que cada criança tenha seu acompanhamento definido de acordo com suas necessidades específicas.

Para a secretária municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Maria Fernanda Figueiredo, a prioridade da gestão é garantir que os serviços destinados aos estudantes tenham continuidade e que qualquer intercorrência seja solucionada com agilidade.

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“Nossa prioridade é assegurar o atendimento e o cuidado que cada criança da rede municipal precisa. Assim que identificamos a divergência, atuamos imediatamente para solucioná-la e garantir a retomada de 100% dos atendimentos. O mais importante é que os alunos tenham seu acompanhamento preservado e que nenhum deles seja prejudicado.”, destaca Maria Fernanda.

A secretária reforça ainda que a Prefeitura mantém o acompanhamento da execução dos serviços e trabalha para assegurar o cumprimento das obrigações previstas no contrato, sempre tendo como prioridade o atendimento aos estudantes da rede municipal.

Com a normalização dos serviços nesta segunda-feira, a CAMPI segue com o atendimento regular aos 348 alunos atualmente acompanhados, enquanto os casos referentes aos horários não realizados na sexta-feira serão reorganizados pela unidade, respeitando as necessidades e prioridades de cada estudante.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Setembro Amarelo leva acolhimento, escuta e informação sobre saúde mental à comunidade de VG

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Uma manhã de acolhimento, escuta e muita emoção marcou a ação do Setembro Amarelo realizada na Unidade de Saúde da Família do Jardim Santa Isabel, em Várzea Grande. Coordenada pela equipe da unidade, sob responsabilidade da enfermeira Cida Campos, a programação levou informações sobre saúde mental para perto da comunidade de forma leve, participativa e descontraída.

A atividade começou com um alongamento conduzido pelo professor de Educação Física Jonas, preparando os pacientes para uma manhã de interação. Em seguida, a equipe propôs a dinâmica “Explosão de Alívio: você não está sozinho”.

Em um painel, balões traziam palavras que representam sentimentos e situações vivenciadas por muitas pessoas, como medo, raiva, ansiedade e insegurança. Cada participante escolhia um balão relacionado ao sentimento que estava enfrentando naquele momento. Ao estourá-lo, encontrava uma mensagem de encorajamento, como forma de enfrentar e ressignificar aquela emoção.

Depois, a atividade continuava com uma corda, utilizada pelos participantes para extravasar os sentimentos. A proposta era colocar para fora aquilo que, muitas vezes, fica guardado.

A aposentada Maria Lúcia Zanon Ramos, de 64 anos, participou da dinâmica e lembrou de um momento em que precisou do acolhimento da equipe da unidade durante um tratamento para depressão. Segundo ela, após suspender a medicação por conta própria, chegou à unidade nervosa e chorosa e encontrou profissionais dispostos a ouvi-la e orientá-la.

“Quando fiz tratamento de câncer, também precisei muito de pessoas que me ouvissem. Eu precisava falar, desabafar. Então, quando a gente encontra um amigo, uma pessoa que dá atenção, isso é muito importante”, contou.

Na dinâmica, Maria Lúcia escolheu a mensagem “Bota para fora tudo que está dentro do meu coração”. Depois, usou a corda para representar esse momento de colocar para fora aquilo que sentia.

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“Eu sacudi aquela corda com toda a força para botar para fora tudo o que sinto dentro de mim”, relatou.

Atenção aos sinais começa dentro de casa

Durante a programação, o médico de família Anderson Leal também conversou com os pacientes sobre a importância de observar mudanças de comportamento, palavras e atitudes de familiares e pessoas próximas.

Ele reforçou que sinais de sofrimento emocional não devem ser ignorados e que buscar ajuda é fundamental. As unidades de saúde podem realizar o acolhimento, orientar e encaminhar os pacientes quando necessário, de acordo com cada situação.

Para a gerente da unidade, Maristela de Moraes, realizar ações como essa junto à comunidade faz parte do papel da saúde pública.

“É muito importante a unidade estar à frente de ações como essa, próxima da comunidade, principalmente para tratar de um assunto tão importante como o Setembro Amarelo. Nosso papel como saúde é acolher, orientar e encaminhar os pacientes que estão enfrentando problemas como depressão e ansiedade”, destacou.

Olhar atento pode ajudar a identificar sinais

A responsável técnica da unidade, enfermeira Cida Campos, ressalta que o cuidado com a saúde mental precisa acontecer durante todo o ano, e não somente em setembro.

“É muito importante que toda a equipe se mobilize, tanto pelos profissionais da saúde quanto pela população que precisa de ajuda. Temos que estar aqui de braços abertos para acolher, dar um abraço e uma palavra de conforto. O Setembro Amarelo reforça essa atenção, mas esse cuidado precisa existir o ano inteiro”, afirmou.

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Cida também chama a atenção para a necessidade de profissionais e familiares observarem mudanças no comportamento, principalmente entre adolescentes. Segundo ela, a unidade já recebeu casos de adolescentes em sofrimento emocional que apresentavam sinais de automutilação.

Em um dos casos, uma adolescente chegou acompanhada pela coordenadora da escola. Ela era retraída, falava pouco e costumava usar blusas de manga comprida mesmo em dias de calor. A escola não havia identificado inicialmente o motivo do comportamento, mas buscou a unidade para pedir orientação.

A equipe realizou o acolhimento e, diante dos sinais identificados, fez o encaminhamento adequado para acompanhamento especializado.

“É muito importante nós, profissionais da saúde, estarmos atentos. Muitas vezes, os adolescentes usam blusas de frio, capuz ou mangas compridas para esconder as marcas. Precisamos ter essa percepção no olhar e prestar atenção às mudanças de comportamento”, explicou Cida.

Quando necessário, os casos são encaminhados para os serviços da Rede de Atenção Psicossocial, como os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), além de acompanhamento com profissionais especializados e ações integradas ao Programa Saúde na Escola.

A ação no Jardim Santa Isabel mostrou que falar sobre saúde mental também pode ser uma oportunidade para criar vínculos, estimular a escuta e lembrar que ninguém precisa enfrentar sozinho sentimentos que parecem difíceis de suportar.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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