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Senado e analisa projeto sobre reciprocidade ambiental

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A Comissão de Meio Ambiente (CMA) do Senado está discutindo o Projeto de Lei 2.088/2023, conhecido como PL da Reciprocidade Ambiental. A proposta estabelece que produtos importados só poderão ser comercializados no Brasil se os países de origem adotarem padrões ambientais equivalentes ou superiores aos praticados nacionalmente. Entre as exigências, estão limites de emissões de gases de efeito estufa iguais ou menores que os brasileiros e compatibilidade com o Código Florestal.

Na prática, o projeto busca evitar que países com regras ambientais menos rigorosas do que as do Brasil concorram de forma desigual no mercado nacional. Isso significa que, se o Brasil exige um controle rígido sobre emissões de carbono e preservação ambiental de seus produtores, os produtos estrangeiros que entram no país também devem atender a critérios semelhantes. A ideia é proteger a produção nacional de políticas externas que muitas vezes favorecem mercados com menor comprometimento ambiental.

Além disso, o projeto prevê a criação do Programa Nacional de Monitoramento da Isonomia Internacional de Políticas Ambientais, que será regulamentado pelo Poder Executivo. Esse programa terá como objetivo avaliar a compatibilidade das políticas ambientais de países com os quais o Brasil mantém relações comerciais, assegurando um equilíbrio nas exigências entre as partes.

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De acordo com a relatora do PL, senadora Tereza Cristina (PP-MS), o projeto é uma resposta a iniciativas internacionais que frequentemente deslegitimam os produtos agropecuários brasileiros. “Precisamos defender nossa soberania e mostrar que cumprimos com rigor as normas ambientais mais avançadas do mundo”, afirmou.

A proposta ganhou relevância em meio às restrições de multinacionais francesas como Carrefour e Danone. Recentemente, essas empresas alegaram que produtos brasileiros não atendem aos padrões exigidos na Europa, o que gerou forte reação do governo e do setor agropecuário. Representantes da Aprosoja Brasil classificaram as ações como discriminatórias e contrárias à realidade da produção nacional.

Com essa discussão, o Senado busca fortalecer a posição do Brasil no mercado global e garantir condições mais equilibradas para o agronegócio brasileiro, frequentemente alvo de políticas e discursos considerados injustos por entidades do setor.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Mercado de flores antecipa tendências e negociações para vendas de fim de ano

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Produtores de flores e plantas ornamentais vão apresentar nos dias 10 e 11 de setembro as principais apostas do setor para a Primavera, o Dia de Finados, o Natal e o Réveillon. A 32ª edição do Veiling Market será realizada na Cooperativa Veiling Holambra, em Santo Antônio de Posse (cerca de 140 km da capital, São Paulo), com a participação de 166 produtores.

Mais do que expor novos produtos, o encontro funciona como uma rodada antecipada de negócios para o segundo semestre. Floristas, supermercados, garden centers, decoradores, paisagistas e distribuidores poderão conhecer variedades, negociar encomendas e planejar as compras para as datas de maior procura.

Essa antecedência é especialmente importante na floricultura. Como a produção depende do ciclo de cada espécie, das condições climáticas e da disponibilidade de mão de obra, decisões sobre cores, tamanhos e quantidades precisam ser tomadas meses antes de os produtos chegarem às lojas.

Ao aproximar produtores e compradores, a feira ajuda a reduzir dois riscos comuns na atividade: a falta de flores nos períodos de maior demanda e o excesso de mercadoria sem mercado. Diferentemente de outros produtos agrícolas, grande parte das flores tem vida comercial curta e perde valor rapidamente quando não é vendida no momento certo.

A Primavera abre o calendário apresentado no evento e tende a elevar a procura por plantas ornamentais, flores para jardins e projetos de paisagismo. No Dia de Finados, o mercado se concentra principalmente em crisântemos, kalanchoes e outras espécies de maior durabilidade. Para o Natal e o Réveillon, ganham espaço as plantas associadas às festas, os arranjos decorativos e as cores tradicionais de cada período.

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O evento também permitirá que o varejo ajuste suas compras às mudanças no comportamento do consumidor. Supermercados ampliaram a presença no comércio de flores, enquanto vendas digitais, assinaturas, decoração residencial e plantas de fácil manutenção abriram novas possibilidades além das datas comemorativas.

O setor chega ao segundo semestre com crescimento maior em receita do que em volume. Em balanço apresentado em março, a Cooperativa Veiling Holambra informou aumento próximo de 15% no faturamento acumulado de 2026, puxado principalmente pela elevação dos preços médios. As flores de corte registravam avanço em valor, mas ainda enfrentavam oferta abaixo do planejado.

O resultado mostra que o crescimento do faturamento não significa necessariamente maior quantidade vendida. Produção limitada, custos de cultivo, energia, embalagens, transporte refrigerado e falta de trabalhadores especializados também influenciam os preços recebidos pelos produtores e pagos pelo consumidor.

O último levantamento consolidado do Instituto Brasileiro de Floricultura (Ibraflor) estimou em R$ 21,23 bilhões o Produto Interno Bruto da cadeia de flores e plantas ornamentais em 2024. O resultado representou crescimento de 9,95% sobre o ano anterior e considera desde a produção dentro das propriedades até o comércio, a decoração, o paisagismo e os serviços ligados ao setor.

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Um dos destaques do Veiling Market será a Vitrine de Tendências, com propostas que aproximam memória, natureza e futuro. A mostra terá referências do jardim histórico da Casa de Rui Barbosa, no Rio de Janeiro, do paisagismo brasileiro e da arte floral contemporânea, além de influências observadas no mercado internacional.

A proposta é traduzir tendências de comportamento em produtos que possam ser cultivados e comercializados. Para o produtor, essa leitura ajuda na escolha das variedades e na programação das estufas. Para o varejo, indica possibilidades de montagem de vitrines, arranjos e ambientes capazes de estimular o consumo.

Realizado desde 2010, o Veiling Market consolidou-se como um encontro profissional da cadeia de flores e plantas ornamentais. A feira não é voltada apenas à apresentação estética dos produtos: parte importante da programação envolve formação de preços, planejamento de estoques e definição das encomendas que sustentarão as vendas dos próximos meses.

SERVIÇO

Veiling Market – 32ª edição

Data: 10 e 11 de setembro

Horário: dia 10, das 8h às 17h; dia 11, das 8h às 14h

Local: Cooperativa Veiling Holambra, Rodovia SP-107, km 27, Santo Antônio de Posse (SP)

Público: profissionais ligados à produção, comercialização, paisagismo e decoração

Inscrições: gratuitas pelo site da Cooperativa Veiling Holambra

Fonte: Pensar Agro

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