AGRONEGÓCIO

Rondônia amplia prazo de plantio da soja até 20 de janeiro

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A seca levou a agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril (Idaron), a alterar os prazos do cultivo de soja para a safra 2023/2024. As mudanças visam evitar perdas econômicas aos agricultores e otimizar a produtividade, considerando que a soja é uma das principais commodities do Estado.

As mudanças incluem a autorização excepcional para o plantio da safra até 20 de janeiro de 2024, mediante solicitação por formulário eletrônico. A exigência para a autorização é que a safra de soja esteja cadastrada no sistema da Idaron, seja nas unidades presenciais da agência ou pelo site oficial.

O calendário de semeadura estipulado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), que encerra em 20 de dezembro de 2023, permanece inalterado, conforme ressaltou Jessé de Oliveira, gerente de inspeção e defesa sanitária vegetal.

Para os produtores que realizarem o plantio até 20 de dezembro de 2023, o prazo de cadastro da safra foi prorrogado até 20 de janeiro de 2024. No caso de plantios excepcionais fora do calendário, como para pesquisa científica, produção de sementes e unidades demonstrativas, o requerimento deve ser feito até 30 dias antes do início da semeadura.

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A solicitação de autorização para plantio após o fim do calendário deve ser requisitada até 20 de dezembro. Todo o procedimento, desde o cadastro da safra até a solicitação da autorização, pode ser realizado nas unidades da Idaron ou pelo site, facilitando o acesso e a gestão dos produtores à nova regulamentação.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Senado aprova uso do Fundo Social do Pré-Sal para renegociar dívidas do agro

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O Senado aprovou na quarta-feira (11.06) o projeto de lei que autoriza o uso de recursos do Fundo Social do Pré-Sal para financiar a renegociação de dívidas de produtores rurais afetados por eventos climáticos extremos. A proposta, que também prevê a utilização de recursos dos fundos constitucionais do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), segue para sanção presidencial.

O texto aprovado estabelece condições especiais para produtores que registraram perdas em pelo menos duas safras e prevê taxas de juros entre 3,5% e 7,5% ao ano. Diferentemente da versão aprovada pela Câmara dos Deputados, que previa a destinação de R$ 30 bilhões a R$ 100 bilhões para a operação, o parecer do relator, senador Renan Calheiros (MDB-AL), transferiu ao Poder Executivo a definição do volume de recursos que poderá ser utilizado.

A proposta foi defendida por parlamentares ligados ao agronegócio como uma alternativa para enfrentar o aumento do endividamento no campo, agravado pelas perdas provocadas por secas e enchentes em diferentes regiões do País. O projeto beneficia produtores atingidos por eventos climáticos reconhecidos oficialmente.

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O governo federal, no entanto, manteve restrições ao texto durante a tramitação. O Ministério da Fazenda defendia mudanças nos critérios de enquadramento dos produtores e propôs juros mais elevados para a renegociação. Parte das sugestões foi rejeitada pelo relator.

Criado em 2010, o Fundo Social do Pré-Sal tem como objetivo financiar políticas públicas permanentes com recursos da exploração de petróleo. Atualmente, metade das receitas é destinada à educação e a parcela restante atende áreas como saúde, habitação, ciência e tecnologia, cultura e meio ambiente.

Críticos da proposta argumentam que a medida pode reduzir recursos disponíveis para outros programas financiados pelo fundo. Estimativas indicam que o Fundo Social do Pré-Sal destinou cerca de R$ 35 bilhões ao programa Minha Casa, Minha Vida entre 2025 e 2026, contribuindo para a ampliação da meta de contratação de moradias.

A aprovação ocorre em meio à pressão do setor agropecuário por medidas de socorro financeiro. O aumento do endividamento dos produtores levou entidades do setor e a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) a defenderem a criação de mecanismos permanentes para enfrentar os impactos das mudanças climáticas sobre a produção.

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Fonte: Pensar Agro

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