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Quaresma impulsiona mercado de peixes e anima produtores

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O mercado brasileiro de tilápia tem mostrado sinais de recuperação nos preços, impulsionados pela demanda crescente durante a Quaresma, período que começou semana passada. A tradição de consumir peixes nesse período eleva a procura, beneficiando produtores em diversas regiões do país.

O Brasil produziu aproximadamente 485,2 mil toneladas de peixes em 2017, sendo a tilápia responsável por 58,4% desse total, com 283,2 mil toneladas. O Paraná destaca-se como o maior produtor nacional de tilápia, com 112 mil toneladas, representando 20,2% da produção nacional. A região Oeste do estado, especialmente os municípios próximos a Toledo e Cascavel, responde por 69% dessa produção, consolidando-se como a principal área produtora do país.

Apesar da tendência de recuperação nos preços, desafios persistem em algumas regiões. No Oeste do Paraná, por exemplo, o excesso de peixes de grande porte e questões sanitárias têm impactado produtores independentes, exigindo atenção e medidas para equilibrar a oferta e a demanda.

No cenário internacional, oportunidades podem surgir com possíveis mudanças nas tarifas de importação dos Estados Unidos sobre a tilápia chinesa. Caso se concretizem, essas alterações podem abrir espaço para o Brasil expandir suas exportações para o mercado norte-americano, ampliando a participação brasileira no comércio global de tilápia.

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Fonte: Pensar Agro

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Setor produtivo e bancos vão travar batalha de R$ 130 bilhões semana que vem no Senado

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A votação do projeto de lei que autoriza a renegociação de dívidas rurais, prevista para a próxima quarta-feira (10.06), tornou-se o ponto central das articulações do setor produtivo em Brasília. Enquanto entidades que representam o campo — como a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e associações de produtores como a Aprosoja — intensificam o trabalho junto ao parlamento para assegurar a aprovação do texto com condições viáveis de pagamento, o sistema bancário iniciou uma ofensiva para limitar o alcance da medida.

O setor produtivo argumenta que a renegociação é uma necessidade estratégica para a manutenção da atividade agropecuária no País, diante de um cenário de custos elevados e margens apertadas. A proposta defendida pelos produtores busca um fôlego financeiro essencial para o setor, com prazos de pagamento mais longos e taxas de juros controladas, garantindo que o ciclo produtivo não seja interrompido por desequilíbrios financeiros conjunturais. A mobilização, organizada pelas redes sociais, reflete o peso do setor na economia nacional e o temor de que o crédito rural sofra uma contração ainda maior sem a reestruturação dos passivos.

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Do outro lado, as instituições financeiras, representadas pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e pela Confederação Nacional das Instituições Financeiras (Fin), buscam apresentar um substitutivo. O sistema bancário argumenta que a amplitude do projeto original, aprovado em comissão na semana passada, poderia gerar riscos à segurança jurídica e à previsibilidade do crédito. A proposta dos bancos para “calibrar” o projeto inclui travar o benefício a um teto de R$ 10 milhões por CPF, restringir o escopo a dívidas de 2024 em diante e reduzir drasticamente o período de suspensão de vencimentos.

A disputa técnica centra-se no impacto financeiro e na governança dos contratos. Enquanto os bancos alegam complexidade operacional e riscos de “estímulos indevidos à inadimplência” com os prazos de até 13 anos e juros de 7,5%, os representantes do campo defendem que as regras de enquadramento devem ser amplas o suficiente para atender quem realmente precisa, excluindo apenas situações sem relação direta com a atividade econômica financiada.

A articulação política no Senado segue intensa. O setor produtivo aguarda a definição da pauta para esta semana, ciente de que o texto final poderá sofrer ajustes para acomodar as pressões do sistema bancário, mas mantendo a defesa de que a funcionalidade do sistema de crédito rural não deve ser usada como pretexto para impedir o socorro necessário ao produtor que movimenta a economia brasileira.

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Fonte: Pensar Agro

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