AGRONEGÓCIO

Produtores negociam potássio para 2027/28 quase um ano antes do plantio

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Produtores de Mato Grosso começaram a negociar cloreto de potássio para a safra 2027/28 enquanto a soja do ciclo 2026/27 ainda está sendo semeada. Segundo a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), uma relação de troca 4,5% mais favorável que a média dos últimos quatro anos estimulou os primeiros negócios antecipados. A informação foi divulgada pela entidade em 21 de setembro.

A antecedência coloca no planejamento uma lavoura que, nas principais regiões produtoras, será plantada no segundo semestre de 2027 e colhida em 2028. O milho de segunda safra plantado após a soja em 2027 pertence ao ciclo 2026/27. Essa distinção é importante para identificar a qual temporada se destinam os insumos contratados agora.

A relação de troca mede quantas sacas de soja são necessárias para comprar uma tonelada do fertilizante. Quanto menor essa quantidade, maior o poder de compra do agricultor. O indicador reúne os dois lados da conta: o preço do insumo e o valor do produto vendido pela fazenda. Um adubo mais barato, portanto, precisa ser avaliado em conjunto com a receita agrícola.

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A oportunidade no potássio convive com condições menos favoráveis no fósforo. No mesmo comunicado, a Aprosoja MT informou que, em Sorriso, a relação de troca do fosfato monoamônico (MAP) estava 22,4% acima da média histórica. A comparação mostra por que a decisão de antecipar compras exige uma avaliação por produto, sem tratar todo o pacote de adubação como uma única oportunidade.

Negociar com antecedência também envolve definir quando haverá desembolso e entrega. As partes estabelecem no contrato o calendário de fornecimento e a forma de pagamento. Pagamento à vista, financiamento ou troca por grãos produzem efeitos diferentes sobre o caixa e os compromissos da fazenda. Esses termos precisam ser conhecidos para avaliar a vantagem da antecipação.

Para o produtor, o preço anunciado é apenas parte do custo. Frete, encargos financeiros, prazo de pagamento e condições de entrega entram na comparação entre propostas. Se o negócio consumir recursos necessários à lavoura que está sendo implantada, a vantagem comercial precisa ser confrontada com o custo de financiar essa necessidade.

O registro da Aprosoja MT confirma a abertura de negociações para 2027/28, mas o comunicado não informa volumes contratados nem o percentual das necessidades da safra já coberto. O alcance documentado é o dos primeiros negócios de potássio em Mato Grosso. A intensidade da antecipação depende de dados adicionais sobre compras, entrega e participação dos produtores.

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Nas próximas negociações, a referência deve ser a relação de troca calculada com o preço efetivamente disponível para a soja e o custo do fertilizante entregue na fazenda. Conferir a data de pagamento, o calendário de fornecimento e a exposição das receitas ao câmbio ajuda a avaliar se a contratação antecipada preserva a margem e mantém recursos para o ciclo em andamento.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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