AGRONEGÓCIO

Piauí se destaca com redução de 5% no desmatamento do cerrado e expande área da soja

Publicado em

O Piauí se destacou no cenário nacional ao registrar uma redução de 5% no desmatamento da região do cerrado, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

Essa diminuição ocorre em um contexto de expansão da cultura da soja, com o estado sendo o único entre os que compõem a região do Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) a apresentar tal resultado. Além do Piauí, apenas Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais e São Paulo conseguiram reduzir o desmatamento em seus territórios.

A Associação de Produtores de Soja do Piauí (Aprosoja Piauí) atribui essa conquista aos investimentos em pesquisa e tecnologia, que têm impulsionado a produtividade nas áreas de cultivo sem necessariamente aumentar a área desmatada.

“O produtor tem investido cada vez mais em conhecimento e tecnologia nas áreas já consolidadas para aumento da produtividade, produção por unidade de área já existente”, afirma Alzir Neto, presidente da Aprosoja Piauí.

Um projeto de pesquisa realizado pela Embrapa Meio-Norte em parceria com a Aprosoja Piauí e a Universidade Federal do Piauí (UFPI, campus de Bom Jesus) indicou a possibilidade de aumentar em até 40% a produtividade em áreas de primeiro cultivo, reforçando a viabilidade de conciliar produção agrícola com conservação ambiental.

Leia Também:  Colheita da soja deve pressionar fretes rodoviários a partir de fevereiro

Alzir Neto destaca ainda o rigor da legislação ambiental brasileira, considerada por ele como a mais exigente do mundo. Ele lembra que, no Piauí, os produtores não apenas cumprem com o Código Florestal Brasileiro, que exige a preservação de 20% das áreas como Reserva Legal (RL), mas também observam a legislação estadual.

A legislação do Estado adiciona uma exigência de preservação de mais 10%, totalizando 30% de área preservada, além das Áreas de Preservação Permanente (APPs), nascentes e escarpas de serra. Essas medidas colocam o estado do Piauí acima da média nacional em termos de preservação ambiental no contexto do agronegócio.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Crédito ao agro pode atingir R$ 652 bilhões, mas esbarra em limites fiscais

Published

on

As negociações para o Plano Safra 2026/27 avançam em meio a discussões sobre o espaço fiscal disponível para subsidiar o crédito rural. A proposta em análise pelo governo prevê ampliar em cerca de 10% os recursos destinados ao financiamento da agropecuária, elevando o montante total para R$ 652 bilhões, além de reduzir em até dois pontos percentuais as taxas de juros para médios e grandes produtores.

Os números ainda estão em discussão entre os ministérios da Agricultura, da Fazenda e do Desenvolvimento Agrário e podem sofrer alterações antes do anúncio oficial, previsto para o início de julho. A principal incógnita é a capacidade do Tesouro Nacional de suportar os custos da equalização dos juros em um cenário de restrições orçamentárias.

Na safra atual, foram disponibilizados R$ 594,4 bilhões para pequenos, médios e grandes produtores. Desse total, R$ 516,2 bilhões foram destinados à agricultura empresarial. A proposta em análise é elevar esse montante para perto de R$ 570 bilhões na temporada 2026/27.

A discussão sobre os juros é considerada o ponto mais sensível das negociações. Caso a proposta seja integralmente atendida, as taxas para médios e grandes produtores poderão cair para cerca de 8% ao ano nas operações de custeio e para até 6,5% em algumas linhas de investimento. Na safra 2025/26, as taxas variaram entre 10% e 14% nas linhas de custeio da agricultura empresarial.

Leia Também:  "Projeto Viva a Vida na Melhor Idade": Primeira-dama Márcia Pinheiro destaca ações de saúde e cuidado aos idosos

A possibilidade de redução das taxas depende do início do ciclo de queda da Selic e do espaço fiscal disponível para a equalização dos juros. O mecanismo é utilizado pelo governo para cobrir a diferença entre o custo de captação das instituições financeiras e a taxa efetivamente paga pelos produtores.

Outra frente das negociações envolve os limites para os spreads bancários. A equipe econômica decidiu manter tetos para o custo administrativo e tributário cobrado pelas instituições financeiras nas operações com recursos equalizados. A medida busca evitar aumento excessivo do custo final do crédito e reduzir a pressão sobre os gastos públicos com subsídios.

No custeio empresarial, por exemplo, o limite para o spread foi fixado em 4,7% ao ano. Quanto maior esse percentual, maior tende a ser o desembolso da União para sustentar as taxas subsidiadas.

A estratégia ocorre em um momento em que instrumentos privados de financiamento ganham espaço no campo. Entre julho de 2025 e maio de 2026, as operações realizadas por meio de Cédulas de Produto Rural (CPRs) e recursos livres movimentaram cerca de R$ 170 bilhões. Os títulos privados passaram a integrar os números do Plano Safra recentemente e vêm compensando parte da retração observada nas linhas tradicionais de crédito.

Leia Também:  Soja em Mato Grosso: custo de produção cai, mas rentabilidade ainda preocupa

Na agricultura familiar, a expectativa é de manutenção das taxas de juros entre 2% e 6% ao ano. O volume de recursos para o segmento poderá chegar a R$ 82 bilhões, alta de cerca de 5% em relação aos R$ 78,2 bilhões disponibilizados na temporada atual.

Os desembolsos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) indicam forte demanda pelos recursos. Até maio, os produtores familiares haviam contratado R$ 60,9 bilhões, o equivalente a quase 80% do total disponível para a safra em curso.

A definição do Plano Safra 2026/27 ocorre em um ambiente de custos financeiros ainda elevados e de crescente demanda por recursos para sustentar a expansão da produção agrícola. O desafio do governo será ampliar a oferta de crédito e, ao mesmo tempo, preservar o equilíbrio das contas públicas em um cenário de restrições fiscais.

A expectativa é que os números finais sejam anunciados no início de julho, quando também deverão ser definidos os volumes de recursos e as taxas de juros para a agricultura empresarial e para os programas voltados à agricultura familiar.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA