AGRONEGÓCIO

Piauí avança na produção sustentável com Projeto Nordeste Bioenergia

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O Piauí está prestes a dar um passo significativo na produção de biocombustíveis com o Projeto Nordeste Bioenergia, que acaba de obter a Licença Prévia (LP) da Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh). Localizada em Baixa Grande do Ribeiro, a nova usina promete não apenas revolucionar a matriz energética do estado, mas também impulsionar a economia local.

Com uma capacidade projetada de produção de 222.337,50 m³ de etanol por ano, a usina se tornará um marco na diversificação energética do Brasil, aproveitando o milho como matéria-prima. Este biocombustível renovável se apresenta como uma alternativa sustentável, especialmente durante a entressafra da soja, oferecendo uma nova perspectiva para os produtores locais e contribuindo para a segurança energética do país.

Além de seu impacto ambiental positivo, o Projeto Nordeste Bioenergia trará benefícios econômicos significativos para a região. Durante a fase de construção, serão criados até 750 empregos temporários, e após o início das operações, a usina garantirá 150 empregos permanentes. Essa geração de empregos é vista como uma oportunidade crucial para o desenvolvimento econômico local, proporcionando renda e melhorando a qualidade de vida na comunidade.

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Daniel Guimarães, auditor fiscal ambiental e diretor de licenciamento ambiental da Semarh, ressaltou o compromisso da Secretaria em garantir que o projeto seja implementado de maneira sustentável. “Estamos comprometidos em equilibrar a inovação com a responsabilidade ambiental, contribuindo para o desenvolvimento sustentável do Piauí”, afirmou Guimarães, destacando as medidas de mitigação dos impactos ambientais que foram cuidadosamente planejadas.

O Projeto Nordeste Bioenergia não só fortalece a posição do Piauí no setor de biocombustíveis, mas também sinaliza um avanço estratégico para o estado na busca por um desenvolvimento econômico mais sustentável e integrado à preservação ambiental. Com a produção de etanol de milho, o estado se coloca na vanguarda da transição energética brasileira, alinhando crescimento econômico com compromisso ecológico.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Pequenos produtores ampliam presença no mercado internacional

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O comércio exterior deixou de ser uma realidade exclusiva das grandes tradings e cooperativas para se tornar uma oportunidade cada vez mais concreta para pequenos negócios ligados ao agronegócio brasileiro.

Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) mostram que 877 microempreendedores individuais (MEIs), microempresas e empresas de pequeno porte do setor exportaram seus produtos em 2025, um crescimento de 154,9% em comparação com 2015.

Mais expressivo ainda foi o avanço da receita gerada por esses negócios. Em dez anos, o faturamento das exportações quintuplicou, passando de R$ 583 milhões para R$ 2,9 bilhões, um crescimento de 402%. Os números revelam uma mudança importante no perfil do comércio exterior brasileiro e demonstram que produtores de menor porte estão encontrando espaço em mercados cada vez mais exigentes ao redor do mundo.

O avanço é resultado de uma combinação de fatores, entre eles a busca internacional por alimentos diferenciados, a organização dos produtores em cooperativas, o acesso a certificações de qualidade, a profissionalização da gestão rural e a abertura de novos mercados para produtos com identidade regional. Hoje, cafés especiais, mel, frutas, castanhas, erva-mate, pescados, queijos artesanais e diversos outros produtos oriundos de pequenas propriedades já chegam a consumidores na Europa, Ásia, Oriente Médio e América do Norte.

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O crescimento também mostra que exportar deixou de ser apenas uma estratégia para grandes volumes. Em muitos casos, o diferencial competitivo está justamente na qualidade, na rastreabilidade, na sustentabilidade e na história por trás do produto. É o caso de pequenos cafeicultores de Minas Gerais e Espírito Santo, produtores de mel do Sul do país, fruticultores do Nordeste e agroindústrias familiares que agregam valor à produção antes de comercializá-la.

Segundo dados do governo federal, os pequenos negócios já representam mais da metade das empresas exportadoras do agronegócio brasileiro. Embora ainda respondam por uma parcela menor do valor total exportado quando comparados aos grandes grupos, sua participação cresce ano após ano e demonstra o potencial de inclusão produtiva e geração de renda no campo.

A expansão das exportações de pequenos produtores também fortalece economias regionais, estimula investimentos em tecnologia e incentiva a sucessão familiar nas propriedades rurais. Em um cenário de crescente demanda global por alimentos, o mercado internacional passa a ser visto não apenas como uma oportunidade de negócios, mas como um caminho para aumentar a rentabilidade e reduzir a dependência exclusiva do consumo interno.

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Os números mostram que a internacionalização do agro brasileiro não está acontecendo apenas nas grandes fazendas ou nas multinacionais do setor. Ela também avança dentro das pequenas propriedades, onde produtores encontram novas oportunidades para transformar qualidade, tradição e inovação em renda e desenvolvimento.

Fonte: Pensar Agro

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