AGRONEGÓCIO

Paraná terminou 2023 como líder da produção orgânica do Brasil

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O Paraná terminou 2023 como líder da produção orgânica do Brasil, com 3.911 produtores rurais certificados, de acordo com o Cadastro Nacional de Produtores Orgânicos do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

Entre janeiro e setembro, 727 produtores obtiveram certificação, sendo 347 apoiados pelo programa estadual Paraná Mais Orgânico (PMO), que oferece capacitação gratuita a agricultores familiares em todo o território paranaense, representando 47,7% dos produtores certificados.

Sob coordenação da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), o PMO opera por meio de 11 núcleos de certificação, situados em nove campi universitários estaduais e no Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR). Em 2023, o Governo Estadual alocou R$ 7,9 milhões do Fundo Paraná para o programa, utilizando recursos para bolsas e aquisição de equipamentos para os núcleos regionais.

O PMO visa converter produções convencionais em orgânicas, em conformidade com a legislação vigente, focando em pequenas propriedades e agricultores familiares. Seu propósito é difundir técnicas de manejo agrícola baseadas nos princípios da agroecologia, visando agregar valor aos produtos orgânicos do Paraná, preservar recursos naturais e expandir a produção local e regional.

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O selo de produto orgânico garante aos consumidores que as etapas de produção e processamento foram livres de agrotóxicos, insumos químicos sintéticos e práticas prejudiciais à saúde humana, animal, vegetal e do solo. O Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), vinculado à Seti, atua como unidade certificadora credenciada pelo Mapa e pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro).

Luiz Cezar Kawano, coordenador do Fundo Paraná, destaca que a certificação orgânica promove a produção sustentável, a economia local e a segurança alimentar. O programa contribui para a sustentabilidade ambiental e social, preservando recursos naturais e promovendo a agricultura orgânica, impactando positivamente nas condições de trabalho e renda dos produtores e garantindo alimentação saudável aos consumidores.

O coordenador institucional do PMO, professor Ednaldo Michellon, da Universidade Estadual de Maringá (UEM), enfatiza o papel acadêmico do programa. Ele destaca que os estudos realizados pelo Paraná Mais Orgânico são cruciais para consolidar esse sistema de produção. Os estudos científicos contribuem para formar profissionais qualificados e capacitar agricultores na produção de alimentos orgânicos.

O PMO envolve 90 bolsistas, entre estudantes de graduação, professores universitários e profissionais. As atividades incluem a capacitação dos produtores, planejamento de manejo e adaptação das propriedades para a produção orgânica. Os resultados das ações dos bolsistas são base para artigos acadêmicos, divulgação científica e participação em eventos nacionais e internacionais.

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Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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