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Minas promove seminário sobre irrigação e desenvolvimento sustentável

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Em meio a um cenário de desafios e oportunidades para a agricultura em Minas Gerais, o Sistema Faemg Senar, em parceria com o Sindicato dos Produtores Rurais de Paracatu e o Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), realiza no dia 4 de setembro, em Paracatu, o 1º Seminário Mineiro de Irrigação. O evento ocorre em um momento em que o estado enfrenta questões cruciais sobre a gestão dos recursos hídricos e o desenvolvimento sustentável da agricultura irrigada.

O seminário reunirá especialistas, pesquisadores e profissionais do setor, oferecendo uma plataforma para a troca de conhecimentos sobre as mais recentes tecnologias de irrigação e gestão de recursos hídricos. “Esse evento é uma chance de discutir temas fundamentais para o futuro da nossa agricultura, especialmente em um contexto onde o acesso à água está cada vez mais restrito”, afirmou Antônio de Salvo, presidente do Sistema Faemg Senar. Ele enfatizou que o evento pode ajudar a trazer melhorias para a produção agrícola, aliando eficiência e sustentabilidade ambiental.

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O Secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Thales Fernandes, destacou que o seminário acontece em um momento estratégico, após a aprovação de uma legislação estadual que facilita a reservação de água nas propriedades rurais. “Esse evento pode ser um passo importante na consolidação de políticas que prometem transformar a agropecuária em Minas Gerais”, disse Fernandes, ressaltando a importância da participação dos produtores no processo.

Embora o seminário seja realizado em Paracatu, cidade reconhecida como um polo nacional de irrigação, a iniciativa visa beneficiar todo o estado. A escolha do local reflete os desafios que a região enfrenta em relação à disponibilidade de água, tornando a discussão sobre irrigação ainda mais pertinente. Pitterfrancis Freisleben, presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Paracatu, afirmou que a tradição agrícola da região e seus desafios justificam a escolha de Paracatu como sede do evento.

Serviço: 1º Seminário Mineiro de Irrigação

  • Data: 4 de setembro de 2024 (quarta-feira)
  • Horário: A partir das 8h
  • Local: Parque de Exposições Emiliano Pereira Botelho, Paracatu, Minas Gerais
  • Organização: Sistema Faemg Senar, Sindicato dos Produtores Rurais de Paracatu e Governo de Minas (Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento – Seapa)
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Fonte: Pensar Agro

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Corrida global por terras raras leva Senado a discutir estratégia para minerais críticos

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O avanço da disputa internacional por minerais críticos e terras raras mobilizou a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que participou nesta semana de um debate no Senado sobre os caminhos para ampliar a presença do Brasil nas etapas de maior valor agregado da cadeia mineral.

A discussão ocorre em um cenário de crescente competição global por recursos considerados estratégicos para a produção de baterias, veículos elétricos, equipamentos eletrônicos, inteligência artificial, sistemas de defesa e geração de energia renovável. Nos últimos anos, Estados Unidos, China e União Europeia intensificaram políticas voltadas à segurança das cadeias de suprimentos e à redução da dependência externa desses insumos.

O Brasil aparece nesse cenário como um dos países com maior potencial geológico do mundo. Além de reservas de nióbio, grafita e lítio, o país possui importantes ocorrências de terras raras, grupo de minerais utilizados em equipamentos de alta tecnologia e considerados estratégicos pelas principais economias globais.

Durante audiência pública realizada pela Comissão de Relações Exteriores do Senado, integrantes da FPA defenderam a construção de uma política nacional voltada não apenas à extração mineral, mas também ao processamento industrial e à agregação de valor dentro do país. A avaliação apresentada durante o debate é que o Brasil corre o risco de repetir o modelo histórico de exportação de matéria-prima caso não avance em tecnologia, industrialização e segurança jurídica.

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INTERESSE MUNDIAL – Para o presidente do Instituto do Agronegócio, engenheiro agrônomo Isan Rezende, os minerais críticos e as terras raras deixaram de ser apenas uma questão mineral para se tornarem um tema de soberania econômica.

“O mundo vive uma corrida por recursos essenciais para a produção de baterias, semicondutores, inteligência artificial, sistemas de defesa e transição energética. O Brasil possui algumas das maiores reservas do planeta e precisa decidir se continuará exportando matéria-prima ou se avançará para ocupar posições mais estratégicas nessa cadeia.”

“O que preocupa é que as principais economias do mundo estão adotando políticas cada vez mais agressivas para garantir acesso a esses minerais. Os Estados Unidos ampliam sua pressão por acordos de fornecimento, a China mantém forte controle sobre etapas de processamento e diversos países passaram a restringir exportações para proteger suas próprias indústrias. O Brasil não pode assistir a esse movimento apenas como fornecedor de recursos naturais. É necessário construir uma política nacional que estimule pesquisa, industrialização, inovação e geração de valor dentro do país.”

“A discussão conduzida pela Frente Parlamentar da Agropecuária vai além da mineração. Estamos falando de desenvolvimento regional, atração de investimentos, geração de empregos qualificados e fortalecimento da competitividade brasileira. O país reúne reservas minerais, conhecimento técnico e capacidade produtiva para se tornar um protagonista global nesse mercado. Mas isso exige segurança jurídica, previsibilidade regulatória e uma estratégia de longo prazo que transforme riqueza geológica em riqueza econômica para os brasileiros.”

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Os Estados Unidos ampliaram programas de incentivo à produção doméstica e à diversificação de fornecedores, enquanto a China mantém posição dominante em etapas estratégicas do processamento de terras raras. Outros países produtores também passaram a restringir exportações de matérias-primas para estimular investimentos industriais locais.

No Senado, a discussão abordou ainda o Projeto de Lei 4.443/2025, que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. A proposta busca estabelecer diretrizes para pesquisa, exploração, industrialização e atração de investimentos para o setor.

Entre os pontos destacados pelos participantes estão a necessidade de ampliar o conhecimento geológico do território brasileiro, fortalecer a pesquisa científica, estimular o desenvolvimento tecnológico e criar um ambiente regulatório capaz de atrair investimentos de longo prazo.

Para a FPA, o debate ultrapassa a questão mineral e passa a integrar uma agenda estratégica relacionada à competitividade da economia brasileira, à segurança das cadeias produtivas e ao posicionamento do país em um mercado que deve ganhar relevância crescente nas próximas décadas.

Fonte: Pensar Agro

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