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Minas distribui sementes de feijão para agricultores afetados pela seca

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O governo de Minas Gerais, em ação coordenada pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG), deu início à distribuição de sementes de feijão para famílias de agricultores. Essa medida, que começou nesta quarta-feira (17.01), tem como foco auxiliar 12 mil famílias que enfrentam desafios devido à seca recente.

Cada uma das famílias selecionadas receberá um pacote contendo dez quilos de sementes. A variedade de feijão escolhida tem um ciclo de crescimento de aproximadamente 75 dias, uma característica importante para a rápida recuperação das lavouras.

As sementes serão distribuídas em 254 municípios, com ênfase nas regiões do Norte, Noroeste, Jequitinhonha, Mucuri e Rio Doce. Para essa ação, a Emater-MG investiu R$ 2 milhões de seus recursos na compra emergencial de 12.195 sacos de sementes. A expectativa é que as famílias beneficiadas possam gerar um faturamento total de cerca de R$ 240 milhões com a venda do feijão, considerando três safras anuais.

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A seleção das famílias beneficiadas foi realizada com base em um levantamento da situação de cada município, levando em conta o número de agricultores familiares e o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). A entrega das sementes é de responsabilidade das prefeituras locais.

Essa iniciativa representa um esforço significativo do governo estadual para apoiar a agricultura familiar e contribuir para a recuperação econômica das regiões afetadas pela seca em Minas Gerais.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Pequenos produtores ampliam presença no mercado internacional

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O comércio exterior deixou de ser uma realidade exclusiva das grandes tradings e cooperativas para se tornar uma oportunidade cada vez mais concreta para pequenos negócios ligados ao agronegócio brasileiro.

Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) mostram que 877 microempreendedores individuais (MEIs), microempresas e empresas de pequeno porte do setor exportaram seus produtos em 2025, um crescimento de 154,9% em comparação com 2015.

Mais expressivo ainda foi o avanço da receita gerada por esses negócios. Em dez anos, o faturamento das exportações quintuplicou, passando de R$ 583 milhões para R$ 2,9 bilhões, um crescimento de 402%. Os números revelam uma mudança importante no perfil do comércio exterior brasileiro e demonstram que produtores de menor porte estão encontrando espaço em mercados cada vez mais exigentes ao redor do mundo.

O avanço é resultado de uma combinação de fatores, entre eles a busca internacional por alimentos diferenciados, a organização dos produtores em cooperativas, o acesso a certificações de qualidade, a profissionalização da gestão rural e a abertura de novos mercados para produtos com identidade regional. Hoje, cafés especiais, mel, frutas, castanhas, erva-mate, pescados, queijos artesanais e diversos outros produtos oriundos de pequenas propriedades já chegam a consumidores na Europa, Ásia, Oriente Médio e América do Norte.

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O crescimento também mostra que exportar deixou de ser apenas uma estratégia para grandes volumes. Em muitos casos, o diferencial competitivo está justamente na qualidade, na rastreabilidade, na sustentabilidade e na história por trás do produto. É o caso de pequenos cafeicultores de Minas Gerais e Espírito Santo, produtores de mel do Sul do país, fruticultores do Nordeste e agroindústrias familiares que agregam valor à produção antes de comercializá-la.

Segundo dados do governo federal, os pequenos negócios já representam mais da metade das empresas exportadoras do agronegócio brasileiro. Embora ainda respondam por uma parcela menor do valor total exportado quando comparados aos grandes grupos, sua participação cresce ano após ano e demonstra o potencial de inclusão produtiva e geração de renda no campo.

A expansão das exportações de pequenos produtores também fortalece economias regionais, estimula investimentos em tecnologia e incentiva a sucessão familiar nas propriedades rurais. Em um cenário de crescente demanda global por alimentos, o mercado internacional passa a ser visto não apenas como uma oportunidade de negócios, mas como um caminho para aumentar a rentabilidade e reduzir a dependência exclusiva do consumo interno.

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Os números mostram que a internacionalização do agro brasileiro não está acontecendo apenas nas grandes fazendas ou nas multinacionais do setor. Ela também avança dentro das pequenas propriedades, onde produtores encontram novas oportunidades para transformar qualidade, tradição e inovação em renda e desenvolvimento.

Fonte: Pensar Agro

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