AGRONEGÓCIO

Mercado internacional encerrou 2023 em queda, mas com otimismo

Publicado em

Os mercados de milho, trigo e soja encerraram 2023 em queda, mas com otimismo, impulsionados por colheitas abundantes no Brasil e no Mar Negro, o que  atenuando as preocupações relacionadas ao clima e aos conflitos.

Segundo informações da agência Reuters, o contrato mais ativo de milho apresentou uma queda de 31% em comparação ao ano anterior, marcando o maior declínio desde 2013.

As colheitas excepcionais de milho no Brasil e nos Estados Unidos desempenharam um papel fundamental em compensar os impactos da severa seca enfrentada pela Argentina. As chuvas tardias na Argentina não apenas aliviaram as condições agrícolas, mas também forneceram suporte essencial aos agricultores durante o processo de semeadura das próximas safras de milho e soja. Essa combinação de fatores contribuiu para equilibrar a oferta global desses produtos agrícolas essenciais.

As robustas exportações de trigo provenientes da Rússia, juntamente com a retomada dos embarques da Ucrânia por meio de novas rotas de transporte, impulsionaram os mercados de cereais.

Leia Também:  Livro sobre o Agronegócio Brasileiro será lançado em Cuiabá

Analistas preveem que os mercados agrícolas poderão enfrentar uma oferta mais restrita em 2024 devido aos efeitos climáticos associados ao El Niño, restrições à exportação e à crescente demanda por biocombustíveis

Fonte: Pensar Agro

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Pecuária brasileira ainda depende de vacinas importadas para evitar morte súbita

Published

on

O mercado de sanidade animal no Brasil vive um desafio silencioso, mas de impacto direto no bolso do pecuarista. Dados divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) mostram que, em julho, foram disponibilizadas 5,44 milhões de doses de vacinas contra clostridioses — grupo de doenças responsáveis pela “morte súbita” no gado. O que chama a atenção, porém, é a alta dependência de insumos vindos de fora: das doses ofertadas, 4,03 milhões (74,09%) são importadas, enquanto apenas 1,41 milhão (25,91%) possui fabricação nacional.

Para o produtor rural, o termo técnico “clostridiose” passa longe do vocabulário da lida, mas os sintomas são velhos conhecidos. No campo, essas doenças são temidas pela rapidez com que derrubam o rebanho, como a “manqueira” (ou mal do carvão), que causa inchaço muscular e morte em poucas horas, e o botulismo, associado à ingestão de toxinas em pastos ou rações contaminadas. Por serem fatais e não darem tempo para tratamento, a vacina é o único “seguro” eficiente para evitar o prejuízo total de um animal.

Leia Também:  São Paulo se consolidou como o maior produtor de frutas do país

O “ladrão silencioso” no pasto

Embora o governo não consolide um censo de mortalidade animal por causa específica, estudos de sanidade animal apontam que as doenças clostridiais figuram entre as maiores causas de morte evitável no rebanho brasileiro. Em surtos não controlados, a mortalidade pode atingir de 5% a 10% de um lote em poucos dias.

O prejuízo é um “ladrão silencioso”. O pecuarista raramente contabiliza a perda em estatísticas oficiais — o animal morre, é enterrado e o cálculo fica apenas na planilha da fazenda. Mas o rombo é severo: com um bovino de corte de qualidade valendo facilmente entre R$ 2,5 mil e R$ 4 mil, a morte de poucos animais em um surto elimina a margem de lucro de todo o lote. Soma-se a isso a perda do potencial genético, o investimento em nutrição e o custo operacional.

A alta dependência de importações, que hoje supre quase três quartos da necessidade do mercado, coloca o setor em posição de alerta. Qualquer entrave logístico ou burocrático na entrada desses insumos pode deixar o curral desprotegido no momento crítico da vacinação.

Leia Também:  Internacional conquista vitória crucial sobre o Criciúma no Beira-Rio

Ciente dessa vulnerabilidade, o Ministério da Agricultura tem intensificado a atuação junto aos laboratórios de insumos veterinários. A estratégia da pasta é dupla: estimular a ampliação das linhas de produção dentro do Brasil para reduzir a dependência externa e, simultaneamente, agilizar os procedimentos de fiscalização e liberação das vacinas importadas para evitar desabastecimento nas revendas.

A meta de aumentar a produção nacional não é apenas uma questão de industrialização, mas de blindagem econômica. Com a pecuária brasileira sob constante pressão para elevar índices de produtividade e atender exigências globais de sanidade, a disponibilidade constante dessas vacinas é o que separa um ciclo produtivo rentável de um prejuízo incalculável pela perda súbita de matrizes e bezerros. Enquanto o setor tenta equilibrar essa balança, o mercado segue monitorando a oferta mensal, ciente de que, no campo, a prevenção é o único investimento que não admite atrasos.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA