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Mato Grosso deve colher safra recorde de 51,4 milhões de toneladas de soja

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A safra 2025/26 de soja em Mato Grosso caminha para um novo recorde de produção. Levantamento divulgado nesta semana pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) aponta que o Estado pode colher 51,41 milhões de toneladas da oleaginosa, maior volume já registrado na série histórica do instituto.

A projeção mantém praticamente estável a área plantada, estimada em 13,01 milhões de hectares, mas traz revisão positiva na produtividade média das lavouras. O rendimento esperado subiu para 65,87 sacas por hectare, avanço de 1,77% em relação à estimativa divulgada no levantamento anterior e nível próximo ao observado na safra 2024/25.

Segundo o instituto, o ajuste nas projeções reflete principalmente o comportamento do clima ao longo do ciclo da cultura. O bom regime de chuvas registrado em grande parte das regiões produtoras favoreceu o desenvolvimento das lavouras e elevou o potencial produtivo no Estado.

O relatório ressalta, porém, que algumas áreas enfrentaram excesso de precipitação nas fases finais do ciclo, o que pode elevar a incidência de grãos avariados e afetar parcialmente a qualidade da soja colhida. Mesmo assim, o balanço geral permanece positivo.

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Com área elevada e produtividade consistente, Mato Grosso deve seguir como principal produtor de soja do Brasil, respondendo por parcela significativa da produção nacional da oleaginosa. Se confirmada, a safra 2025/26 consolidará o maior volume já colhido no Estado.

Fonte: Pensar Agro

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Cúpula do agro liga inovação e rastreabilidade ao acesso a mercados

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Acesso a mercados, rastreabilidade e uso de tecnologia para reduzir riscos estão no centro da proposta da Cúpula da Inovação e Tecnologia do Agro Brasileiro, a Citagro 2026, marcada para 16 de novembro, em São Paulo. O encontro pretende aproximar empresas, investidores e pesquisadores em torno da competitividade da produção brasileira.

A questão chega à porteira por meio das exigências dos compradores. Para cadeias que abastecem mercados com regras ambientais específicas, comprovar a origem da mercadoria e as condições de produção passa a integrar o trabalho de comercialização. Sistemas digitais de rastreabilidade ajudam a organizar as informações necessárias para atender a esses critérios.

Um exemplo é o Regulamento Europeu Antidesmatamento (EUDR), cuja aplicação começa em 30 de dezembro de 2026 para grandes e médios operadores, segundo a Comissão Europeia. A norma abrange bovinos, soja, café, cacau, óleo de palma, borracha, madeira e determinados derivados. Para a maior parte dos micro e pequenos operadores, o prazo é 30 de junho de 2027.

As regras exigem comprovação de que os produtos foram obtidos conforme a legislação do país de origem e não estão associados a desmatamento posterior a 31 de dezembro de 2020. A verificação envolve informações sobre fornecedores e localização das áreas produtivas. Mesmo produtores brasileiros que vendem a uma cooperativa ou empresa intermediária recebem demandas por esses dados dos compradores.

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Outra mudança é o Mecanismo de Ajuste de Carbono na Fronteira da União Europeia (CBAM), em sua fase definitiva desde janeiro de 2026. Seu alcance inclui determinados fertilizantes e outros produtos industriais. Nesses casos, as emissões da fabricação entram no cálculo das obrigações dos importadores europeus, acrescentando uma variável ambiental à relação comercial.

O material de apresentação da Citagro também destaca a inteligência de mercado como instrumento para antecipar cenários. A proposta associa competitividade à capacidade de acompanhar mudanças tarifárias, exigências regulatórias e movimentos da demanda, usando essas informações no planejamento das empresas e na diversificação de destinos para a produção.

Para o produtor, essa discussão envolve decisões concretas: quais informações manter sobre a propriedade, quais tecnologias adotar e quais requisitos serão necessários para vender a determinados compradores. A conexão entre pesquisa e produção, outro eixo da iniciativa, busca aproximar o desenvolvimento de soluções das necessidades das cadeias agropecuárias e das regiões produtoras.

A apresentação defende ainda maior articulação entre empresas, governos e instituições de pesquisa nas negociações internacionais. O objetivo anunciado é combinar inovação no campo com participação brasileira na definição de padrões comerciais e ambientais que influenciam o acesso a mercados.

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Serviço

  • Evento: Cúpula da Inovação e Tecnologia do Agro Brasileiro — Citagro 2026
  • Data: 16 de novembro de 2026
  • Horário: das 18h às 22h
  • Cidade: São Paulo (SP)

Fonte: Pensar Agro

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