AGRONEGÓCIO

Injeção de R$ 2 milhões tenta resolver o maior gargalo da agricultura familiar

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O governo federal e a Universidade Federal de Roraima (UFRR) lançam na próxima sexta-feira (29.05), o Programa Mais Gestão, que vai aplicar R$ 2 milhões para tentar resolver o que os especialistas apontam como o calcanhar de aquiles do pequeno produtor no Estado: a falta de preparo para gerenciar e vender a produção. O evento de lançamento oficial da iniciativa, coordenada pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), será realizado no Centro Amazônico de Fronteiras (CAF), na capital Boa Vista.

Para entender o tamanho do desafio e a importância desse investimento, a agricultura familiar é a verdadeira dona da mesa em Roraima. Enquanto o grande agronegócio avança forte na produção de grãos nas áreas de lavrado, as pequenas propriedades e os assentamentos respondem por mais de 80% dos estabelecimentos rurais do Estado. São esses pequenos produtores que abastecem as feiras e supermercados locais com a macaxeira, a farinha, as hortaliças e as frutas consumidas pela população roraimense.

Apesar da alta capacidade de produzir e da terra fértil, as associações e cooperativas do interior de Roraima enfrentam barreiras históricas para crescer. O produtor sabe plantar e colher, mas a maioria das entidades peca na hora de calcular custos, organizar a logística de transporte, emitir notas fiscais e negociar contratos maiores com redes de comércio ou com os programas de compras públicas do governo, como a merenda escolar.

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É exatamente nessa falha de mercado que os R$ 2 milhões vão atuar. De acordo com o planejamento do programa, o recurso será liberado em duas etapas: R$ 1 milhão entra de imediato para colocar técnicos e especialistas dentro das comunidades e o restante fica garantido como um aditivo para manter a assistência contínua e o monitoramento das cooperativas locais até o ano de 2027.

Com dinheiro e treinamento em gestão, a expectativa do setor é profissionalizar as lideranças do campo. O objetivo final é fazer com que o dinheiro da produção fique nas mãos de quem realmente trabalha na terra, eliminando a dependência excessiva de atravessadores que costumam esvaziar a margem de lucro da agricultura familiar na Região Norte.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Adiada votação do projeto que cria incentivos às indústrias de fertilizantes

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O Senado adiou para a primeira semana de agosto a votação do projeto que cria o Programa de Desenvolvimento da Indústria de Fertilizantes (Profert). Prevista para esta terça-feira (14.07), a análise foi transferida após um acordo entre parlamentares e o governo para ajustar pontos fiscais e jurídicos da proposta.

O Profert pretende estimular a implantação de novas fábricas e a ampliação ou modernização das unidades existentes. A medida é considerada estratégica para reduzir a dependência brasileira do mercado externo. O País importa mais de 80% dos fertilizantes utilizados nas lavouras, situação que deixa os produtores expostos à variação cambial, ao aumento dos fretes e a conflitos internacionais.

O projeto, de autoria do senador Laércio Oliveira, já foi aprovado pelo Senado, mas retornou à Casa depois de receber alterações na Câmara dos Deputados. O texto passou a incluir, além dos fertilizantes minerais, sintéticos e orgânicos, bioinsumos, biofertilizantes, remineralizadores e as matérias-primas usadas na fabricação desses produtos.

A versão aprovada pelos deputados também cria o Fundo de Estímulo à Produção Nacional de Fertilizantes, destinado ao financiamento de projetos, e estabelece mecanismos de crédito fiscal e de financiamento de longo prazo.

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O adiamento permitirá a apresentação de um projeto de lei complementar para corrigir possíveis problemas de constitucionalidade e adequar as renúncias tributárias às regras fiscais. A líder do governo no Senado, Teresa Leitão, afirmou que as duas propostas deverão ser analisadas conjuntamente.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, confirmou que o Profert e o projeto complementar serão votados no mesmo dia. A intenção é encaminhar as duas matérias simultaneamente à sanção presidencial, caso sejam aprovadas.

Durante a sessão, Laércio Oliveira criticou a condução das negociações pelo Ministério do Planejamento e Orçamento. Segundo o senador, o ministro Bruno Moretti deixou uma reunião convocada para discutir o projeto após divergências sobre o conteúdo da proposta. Laércio classificou a atitude como desrespeitosa e disse que permaneceu no encontro com Teresa Leitão.

Pelo texto em discussão, empresas habilitadas no Profert poderão adquirir máquinas, equipamentos, instrumentos e materiais de construção destinados aos projetos sem a cobrança de PIS/Pasep, Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e Imposto de Importação. Conforme o tipo de operação, os benefícios poderão ser concedidos por suspensão do pagamento, redução da alíquota a zero ou isenção.

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A proposta também alcança serviços vinculados aos empreendimentos e prevê instrumentos para ampliar o acesso a recursos privados. A concessão dos incentivos, no entanto, dependerá da aprovação dos projetos pelo Poder Executivo e do cumprimento das exigências fiscais estabelecidas na futura regulamentação.

Relatora da matéria, a senadora Tereza Cristina defendeu o fortalecimento da produção doméstica. Ela reconheceu que o Brasil dificilmente alcançará a autossuficiência, mas afirmou que ampliar a oferta nacional é necessário para reduzir os riscos enfrentados pela agropecuária em períodos de instabilidade internacional.

Com o acordo, o projeto permanece em regime de urgência e deverá retornar à pauta após o recesso parlamentar. As informações sobre o adiamento e o acordo para a votação conjunta foram confirmadas pelo Senado Federal.

Fonte: Pensar Agro

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