AGRONEGÓCIO

Hoje em Cuiabá, cúpula do agronegócio projeta estratégias de mercado e governança no campo

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A feira GreenFarm 2026 movimenta o setor agropecuário em Cuiabá nesta sexta-feira (29.05) com a realização do Summit Pensar Agro, encontro voltado à discussão de internacionalização, segurança jurídica, inteligência financeira e políticas públicas para o agronegócio.
O evento acontece no Parque Novo Mato Grosso e reúne representantes diplomáticos, lideranças empresariais, especialistas e autoridades ligadas ao setor produtivo. A programação começou às 13h com recepção e credenciamento das autoridades, enquanto a abertura oficial ocorre às 14h.

O principal destaque da tarde será o painel “Oportunidades no Mercado Internacional para o Agronegócio Brasileiro”, marcado para começar às 15h20, reunindo representantes de câmaras internacionais de comércio e diplomatas para debater novos mercados e relações comerciais para o agro mato-grossense. Entre os participantes confirmados estão o embaixador da Indonésia no Brasil, Andhika Chrisnayudhanto; Guilherme Franca Mota, da Câmara de Comércio Índia-Brasil; Rafael Torres Morales, presidente da Câmara de Comércio Brasil-Peru; Patrício Violin, representante diplomático da Argentina; e Alex Seiki Kawano, da Frente Parlamentar Mista Brasil-ASEAN. A mediação será conduzida pelo advogado Marcel Daltro.

A programação segue às 17h10 com o painel “Jurídico no Agro”, que vai discutir segurança jurídica, sucessão familiar e conciliação ambiental no campo. Participam o promotor de Justiça Marcelo Caetano Vacchiano, o advogado e professor Marco Marrafon e o especialista Bruno Oliveira Castro. A mediação será de Ethiene Brandão e Silva Mendonça de Lima.

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Na sequência, às 18h20, o debate “Inteligência Financeira no Agro” reunirá Marco Antônio de Oliveira, da FertiHedge; Mauro Paglione, da SAA Software; e Marlei Danielle, da WFlow Agro MT, com mediação de Pedro Basso. O foco será gestão financeira, tecnologia e ferramentas voltadas à competitividade do produtor rural.

O encerramento da programação técnica ocorre às 19h30 com o painel “Fórum Brasil Central”, reunindo representantes de entidades do agronegócio e da indústria. Participam Antônio Queiroz Barreto, da Secretaria de Agricultura do Distrito Federal; Cláudio Júnior Oliveira, do SINDAG; Daniele Coelho Marques, da CNA; e Vanessa Gasch, da FIEMT.

Além do Summit Pensar Agro, a GreenFarm segue até sábado (30) com exposições, leilões, palestras e rodadas de negócios. A feira reúne mais de 100 marcas expositoras e se consolida como um dos principais eventos do agronegócio no Centro-Oeste brasileiro.

Programação de Painéis — Summit Pensar Agro

Curador Isan Rezende, presidente do Instituto do Agronegócio (IA)

  • 15h20 | Painel: “Oportunidades no Mercado Internacional para o Agronegócio Brasileiro”

    • Debatedores: Andhika Chrisnayudhanto (Embaixador da Indonésia), Guilherme Franca Mota (Câmara Índia-Brasil), Rafael Torres Morales (Câmara Brasil-Peru), Patrício Violin (Argentina) e Alex Seiki Kawano (Frente Brasil-ASEAN).

    • Mediação: Marcel Daltro.

  • 17h10 | Painel: “Jurídico no Agro”

    • Debatedores: Marcelo Caetano Vacchiano (Promotor de Justiça), Marco Marrafon (Advogado e Professor) e Bruno Oliveira Castro (Especialista).

    • Mediação: Ethiene Brandão e Silva Mendonça de Lima.

  • 18h20 | Painel: “Inteligência Financeira no Agro”

    • Debatedores: Marco Antônio de Oliveira (FertiHedge), Mauro Paglione (SAA Software) e Marlei Danielle (WFlow Agro MT).

    • Mediação: Pedro Basso.

  • 19h30 | Painel: “Fórum Brasil Central”

    • Debatedores: Antônio Queiroz Barreto (Secretaria de Agricultura do DF), Cláudio Júnior Oliveira (SINDAG), Daniele Coelho Marques (CNA) e Vanessa Gasch (FIEMT).

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Serviço
Evento: GreenFarm 2026
Atração principal desta sexta: Summit Pensar Agro
Data: 29 de maio de 2026
Local: Parque Novo Mato Grosso
Horário: a partir das 13h
Entrada e estacionamento gratuitos
Programação completa: GreenFarm Brasil

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Primavera começa com previsão de excesso de chuva no Sul e seca no Centro-Norte

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A primavera começa nesta terça-feira (22), às 21h05, dividindo o Brasil entre dois extremos climáticos. Enquanto o Sul deverá enfrentar chuva acima da média, temporais e dificuldades para colocar máquinas no campo, áreas do Norte, Nordeste e do norte do Centro-Oeste poderão conviver com calor mais intenso, precipitações irregulares e redução da umidade do solo.

O cenário consta do prognóstico elaborado pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e pela Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme). A previsão abrange outubro, novembro e dezembro e indica 98% de probabilidade de um El Niño muito forte nesse período. A primavera termina em 21 de dezembro.

No Sul, a chuva deverá superar a média histórica nos três estados. Os maiores excessos são esperados no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, onde os acumulados do trimestre podem ficar até 200 milímetros acima do normal. No Paraná, os volumes também tendem a ser elevados, especialmente durante a passagem de frentes frias e a formação de áreas de instabilidade.

O produtor deverá enfrentar intervalos menores para semear soja e milho, aplicar defensivos e realizar outros trabalhos mecanizados. O solo encharcado impede a entrada das máquinas, favorece a compactação e pode comprometer a emergência das plantas. Se a chuva ocorrer logo depois da semeadura, também existe risco de erosão, formação de crostas superficiais e perda de sementes e fertilizantes.

A umidade favorece o desenvolvimento inicial das culturas de verão e a recuperação das pastagens, mas o excesso pode atrasar o calendário. Isso preocupa especialmente os agricultores que precisam colher a soja cedo para preservar a janela do milho e do algodão de segunda safra.

As lavouras de trigo ainda não colhidas no Paraná e no Rio Grande do Sul também exigirão atenção. Chuva durante a maturação pode reduzir o peso hectolítrico, a força do glúten e a qualidade do cereal destinado à panificação. No arroz irrigado, áreas com drenagem deficiente poderão apresentar excesso de água durante a implantação.

Além do volume, o Sul terá risco mais elevado de tempestades severas. A combinação de calor, umidade e passagem de frentes frias favorece chuva intensa em curto período, descargas elétricas, rajadas de vento e granizo. Esses eventos podem causar acamamento de lavouras, danos a estruturas rurais e interrupções no fornecimento de energia e nas estradas de acesso às propriedades.

No Centro-Oeste, a previsão apresenta diferenças importantes. Mato Grosso do Sul, o sul de Goiás e o sul de Mato Grosso devem receber volumes mais elevados, condição que pode beneficiar o plantio e o estabelecimento inicial da soja. Nessas áreas, o desafio será aproveitar os intervalos de tempo firme sem entrar em solos excessivamente úmidos.

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No centro-norte de Mato Grosso e no norte de Goiás, a tendência é oposta. A chuva deverá ficar abaixo da média e as temperaturas permanecerão elevadas, com desvios que podem chegar a 2 graus no norte mato-grossense. O calor aumenta a perda de água do solo e exige cautela antes do plantio.

Nessas regiões, uma chuva isolada não deve ser interpretada como instalação definitiva do período úmido. Sem precipitações regulares nos dias seguintes, a semente pode germinar e encontrar solo seco durante a emergência, aumentando as falhas no estande e a necessidade de replantio. A recomendação é acompanhar a umidade em profundidade e as previsões de curto prazo, em vez de decidir apenas pelo primeiro volume registrado.

No Sudeste, São Paulo, Rio de Janeiro e o centro-sul de Minas Gerais deverão receber chuva acima da média, com excessos de até 100 milímetros no trimestre. A condição tende a favorecer a implantação de soja e milho, a recuperação dos reservatórios e o desenvolvimento da cana-de-açúcar e da horticultura.

O excesso de umidade, porém, poderá reduzir o ritmo da colheita da cana, dificultar aplicações e ampliar a pressão de doenças. Nas áreas de café, chuva bem distribuída favorece a abertura e o pegamento das floradas, mas temporais, granizo e longos períodos de umidade podem provocar danos e aumentar a necessidade de controle fitossanitário.

O norte e o noroeste de Minas Gerais, além de grande parte do Espírito Santo, deverão enfrentar chuva mais irregular. No território capixaba, o déficit pode chegar a 50 milímetros. A combinação com temperaturas acima da média tende a aumentar a necessidade de irrigação e os cuidados com café, frutas, pastagens e produção animal.

O Norte deverá concentrar uma das situações mais preocupantes da estação. A previsão indica chuva abaixo da média em praticamente toda a região. Roraima, o norte e o nordeste do Amazonas e áreas do oeste e centro-sul do Pará podem acumular até 200 milímetros menos que o normal.

Com temperaturas até 2 graus acima da média, o solo poderá perder umidade mais rapidamente. O cenário aumenta o risco para soja, milho, arroz de terras altas, feijão, mandioca, banana e cacau, além de reduzir a capacidade de recuperação das pastagens e elevar a necessidade de água para os rebanhos.

No Nordeste, também deverá predominar o déficit de chuva. A exceção pode ocorrer em trechos da faixa leste, entre Rio Grande do Norte e Alagoas, onde os volumes podem ficar ligeiramente acima da média.

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O maior cuidado estará no Matopiba, fronteira agrícola formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. A irregularidade da chuva e o calor poderão atrasar a semeadura, dificultar a emergência da soja e aumentar o consumo de água nas áreas irrigadas. Pastagens também poderão apresentar menor rebrota e menor disponibilidade de forragem.

A previsão sazonal mostra uma tendência para o conjunto da primavera e não significa que choverá continuamente no Sul ou que todos os municípios do Centro-Norte enfrentarão seca. A distribuição pode variar dentro de um mesmo estado e até entre propriedades próximas.

Para o produtor, a principal orientação será ajustar o calendário às condições efetivamente observadas no solo. No Sul, isso significa aproveitar os intervalos secos e reforçar drenagem, conservação do solo e proteção das estruturas. No Centro-Norte, a cautela será confirmar a regularidade das chuvas antes de acelerar a semeadura.

Na avaliação de Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA), o clima se soma aos custos elevados, ao crédito restrito e às oscilações do mercado entre os principais riscos assumidos pelo produtor a cada safra.

“O agricultor planeja a lavoura, investe em sementes, fertilizantes, máquinas e mão de obra, mas continua dependendo de uma variável que não controla. Uma chuva que atrasa, um excesso de precipitação ou um temporal de poucos minutos pode comprometer o trabalho e o investimento de muitos meses”, afirma.

Segundo Rezende, a maior frequência de extremos exige mais planejamento e capacidade de adaptação. “As mudanças do clima deixaram de ser uma discussão distante. O produtor já percebe períodos mais longos de seca, chuvas concentradas, calor intenso e dificuldade para definir a melhor janela de plantio. Isso exige informação meteorológica confiável, manejo adequado do solo, seguro rural e assistência técnica”, diz.

Para ele, a adaptação não pode ser atribuída exclusivamente ao agricultor. “O campo precisa de sistemas de alerta, pesquisa, crédito para irrigação e armazenagem de água, conservação de estradas e um seguro rural que funcione. O produtor pode adotar tecnologia e melhorar o manejo, mas não conseguirá enfrentar sozinho uma realidade climática cada vez mais instável”, conclui.

A primavera deverá oferecer água suficiente e até excessiva em parte das principais regiões produtoras, mas manterá áreas importantes sob risco de déficit hídrico. Mais do que o total acumulado, a distribuição da chuva definirá o resultado da safra 2026/27.

Fonte: Pensar Agro

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