AGRONEGÓCIO

Governo libera R$ 190 milhões para abastecer produtores com milho

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O governo liberou um crédito extra de R$ 190 milhões para reforçar o apoio a pequenos produtores neste fim de ano. Desse total, R$ 160 milhões serão usados para comprar entre 80 e 90 mil toneladas de milho, que vão ajudar na formação de estoques e abastecimento dos criadores de animais pelo Programa de Venda em Balcão (ProVB).

Mais R$ 30 milhões vão para a compra de mel e castanhas de cooperativas afetadas por restrições do mercado dos Estados Unidos, dentro do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).

Os números mostram como o ProVB está crescendo: em 2022, mais de 6 mil pequenos criadores foram atendidos com cerca de 57 mil toneladas de milho. Em 2025, esse apoio já chega a 14,4 mil criadores, com mais de 130 mil toneladas vendidas até novembro—um avanço de 130% em três anos. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), esse milho vira ovos, leite e carne, e o excedente ainda pode ser negociado na vizinhança, ajudando a segurar os preços no mercado local.

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A demanda por milho segue forte, especialmente no Nordeste, onde a seca reduziu a produção dos próprios pecuaristas e a alta nos preços preocupa. Só este ano, a procura cresceu mais de 30% na comparação anual.

Sem o novo crédito, o programa corria risco de ficar desabastecido logo na virada do ano, quando o milho costuma ficar ainda mais caro. Para garantir que o produto esteja disponível, o governo reforçou os estoques e a logística de entrega, mantendo o sustento e a produção das pequenas propriedades em todo o país.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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