AGRONEGÓCIO

Exportações recordes de carnes movimentam mais de R$ 10 bilhões

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Santa Catarina alcançou o melhor resultado de sua história nas exportações de carnes nos cinco primeiros meses de 2026. Entre janeiro e maio, o estado embarcou 883,7 mil toneladas de proteínas animais, entre carne de frango, suína, bovina e outras aves, gerando receitas equivalentes a cerca de R$ 10,05 bilhões. O desempenho representa crescimento de 7,4% em volume e de 12,1% em faturamento em relação ao mesmo período do ano passado, consolidando o estado como uma das principais potências exportadoras do agronegócio brasileiro.

Os números refletem a força de uma cadeia que faz de Santa Catarina uma referência nacional em proteína animal. Líder brasileiro nas exportações de carne suína e um dos principais fornecedores de carne de frango do país, o estado abastece mais de 150 mercados internacionais, incluindo destinos altamente exigentes como Japão, China, Coreia do Sul, União Europeia, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos. A combinação entre sanidade animal, rastreabilidade e elevada tecnificação das propriedades tem garantido competitividade ao setor e ampliado a presença catarinense no comércio global.

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A carne de frango foi responsável pela maior parcela das receitas. Nos cinco primeiros meses do ano, Santa Catarina exportou 543,1 mil toneladas, com faturamento equivalente a aproximadamente R$ 5,75 bilhões. O volume embarcado cresceu 9,4% em relação ao mesmo período de 2025, enquanto as receitas avançaram 13,5%. O resultado representa o maior valor já registrado para o período desde o início da série histórica, em 1997.

A suinocultura também alcançou números inéditos. As exportações de carne suína somaram 308,4 mil toneladas, gerando receitas próximas de R$ 3,86 bilhões, avanço de 3% em volume e de 6,3% em faturamento na comparação anual. O desempenho reforça a liderança catarinense nas vendas externas do produto e confirma a crescente demanda internacional pela proteína produzida no estado.

Por trás dos resultados está um patrimônio sanitário construído ao longo de décadas. Santa Catarina foi o primeiro estado brasileiro reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) como área livre de febre aftosa sem vacinação, condição que abriu portas para mercados mais exigentes e de maior valor agregado. O estado também possui reconhecimento internacional como zona livre de peste suína clássica e apresenta alguns dos menores índices nacionais de doenças como brucelose e tuberculose bovina.

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Outro diferencial é a rastreabilidade animal. Santa Catarina foi pioneira no Brasil na identificação individual de bovinos e bubalinos, permitindo maior controle sanitário e mais transparência em toda a cadeia produtiva. Esse conjunto de fatores tem fortalecido a confiança dos importadores e ampliado a competitividade da produção catarinense.

Os resultados de 2026 reforçam a importância da proteína animal para a economia do estado e para o agronegócio nacional. Além de movimentar mais de R$ 10 bilhões em exportações em apenas cinco meses, a cadeia de carnes gera milhares de empregos, impulsiona cooperativas e agroindústrias e consolida Santa Catarina como uma das principais referências mundiais em produção de proteínas de origem animal.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Expointer movimenta R$ 6,2 bilhões e máquinas puxam avanço de 40%

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A 49ª Expointer encerrou sua programação com R$ 6,18 bilhões em negócios, crescimento de 39,8% sobre a edição de 2025. O resultado superou as expectativas iniciais e mostrou disposição dos produtores para voltar a investir em máquinas, tecnologia, animais e modernização das propriedades.

O setor de máquinas e implementos agrícolas liderou as negociações, com R$ 5,46 bilhões, alta de 44,83% em um ano. O segmento respondeu por aproximadamente 88% de todo o volume financeiro movimentado durante os nove dias de feira no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, em Esteio.

O desempenho ficou acima das projeções apresentadas antes e durante o evento. Representantes da indústria trabalhavam com a possibilidade de vendas próximas de R$ 4 bilhões em máquinas. O resultado final ultrapassou essa referência em cerca de R$ 1,46 bilhão.

A reação é relevante porque a compra de uma máquina representa uma decisão de investimento de longo prazo. Tratores, colheitadeiras, pulverizadores, plantadeiras e equipamentos de precisão não atendem apenas à expansão das lavouras. Também permitem reduzir perdas, economizar insumos, executar as operações dentro da janela ideal e aumentar a produtividade.

Parte da procura está relacionada à necessidade de renovação da frota. Produtores que adiaram a substituição de equipamentos voltaram a avaliar compras, especialmente diante da perspectiva de recuperação dos preços de grãos e da valorização da pecuária. A proximidade da implantação da safra de verão também ajudou a colocar tecnologia e capacidade operacional no centro das decisões.

A Massey Ferguson levou 11 lançamentos à Expointer, com atenção especial aos equipamentos destinados à agricultura familiar. A empresa identificou demanda entre produtores profissionalizados que mantiveram o planejamento de médio prazo e precisam ampliar a eficiência das propriedades.

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A CNH, controladora das marcas New Holland e Case IH, também utilizou a feira para reforçar suas soluções financeiras e apresentar tecnologias voltadas ao aumento da produtividade. As condições oferecidas incluíram consórcios e linhas do Plano Safra, como o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar Mais Alimentos (Pronaf Mais Alimentos), o Programa de Modernização da Frota de Tratores Agrícolas e Implementos Associados e Colheitadeiras (Moderfrota) e sua modalidade destinada ao médio produtor.

Além das linhas bancárias tradicionais, consórcios, cooperativas, financiamento das próprias fabricantes e operações de troca de insumos ou equipamentos por parte da produção ampliaram as possibilidades de negociação. A combinação dessas modalidades permitiu adequar prazos e pagamentos ao fluxo de receita de diferentes propriedades.

O resultado não ficou restrito às máquinas. O setor automobilístico movimentou R$ 668,75 milhões durante a feira. As vendas de animais alcançaram R$ 21,99 milhões, avanço de 21,02% em comparação com 2025. Ao todo, 7.926 animais foram inscritos para exposições, julgamentos e competições.

O Pavilhão da Agricultura Familiar registrou R$ 14,4 milhões em vendas, aumento de 5,57%. Os 509 estandes reuniram empreendimentos de 216 municípios gaúchos, entre agroindústrias, produtores de plantas e flores, artesãos e cozinhas.

Das iniciativas presentes no pavilhão, 400 eram agroindústrias familiares, 74 atuavam no artesanato e 28 comercializavam plantas, mudas e flores. A feira também reuniu 265 empreendimentos conduzidos por jovens, 179 liderados por mulheres e 69 com certificação orgânica.

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O artesanato movimentou outros R$ 2,11 milhões. Entre os expositores estavam empreendimentos indígenas e quilombolas, ampliando a presença de diferentes formas de produção e geração de renda dentro do espaço destinado à agricultura familiar.

A movimentação econômica foi acompanhada por um público de 938.470 visitantes. Somente no domingo (6), último dia do evento, 144.516 pessoas passaram pelo parque. A presença de consumidores urbanos, famílias, estudantes e profissionais do setor reforçou a função da Expointer como ligação entre o campo, a indústria e as cidades.

Os números mostram uma feira com crescimento distribuído entre diferentes segmentos. O avanço mais forte das máquinas revela confiança na continuidade da produção e na busca por ganhos de eficiência, enquanto os resultados da agricultura familiar, dos animais e dos veículos demonstram que a movimentação alcançou propriedades de diferentes portes.

Mais do que contabilizar propostas e contratos, a Expointer funcionou como uma vitrine das decisões que deverão aparecer nas próximas safras. A renovação de equipamentos, a adoção de novas tecnologias e a procura por soluções financeiras indicam que parte dos produtores voltou a planejar investimentos.

A próxima edição terá caráter histórico. A 50ª Expointer será realizada de 28 de agosto a 5 de setembro de 2027, novamente no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil. A feira chegará aos 50 anos depois de encerrar 2026 com R$ 6,2 bilhões em negócios e um sinal positivo de confiança no futuro do campo.

Fonte: Pensar Agro

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