AGRONEGÓCIO

Emergência: Senado aprova liberação de R$ 200 milhões para combater gripe aviária

Publicado em

O Senado aprovou a medida provisória que disponibiliza R$ 200 milhões para serem direcionados pelo Ministério da Agricultura no combate à gripe aviária.

Leia também: Brasil entra em estado de alerta por causa da gripe aviária

O texto agora aguarda a sanção presidencial. Ao contrário da votação na Câmara, que enfrentou obstruções de partidos da oposição, bem como das bancadas ruralista e evangélica, no Senado, a análise transcorreu sem contratempos.

Era imperativo votar a medida nesta terça-feira (03.10), pois a MP perderia sua validade à meia-noite de quarta-feira.

Os recursos alocados pela MP têm como finalidade financiar despesas relacionadas ao deslocamento de equipes do serviço veterinário oficial e da vigilância agropecuária internacional.

Além disso, esses recursos serão empregados na contratação de mão de obra para serviços de desinfecção, aquisição de equipamentos de proteção individual, materiais para coleta de amostras, desinfetantes, lonas e bombas pulverizadoras.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Leia Também:  Municípios têm até 31 de dezembro para a adesão ao Sistema Integrado da Agricultura Familiar
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Atenção para a declaração de rebanho obrigatória

Published

on

A atualização cadastral dos rebanhos, obrigatória para produtores rurais em todo o país, ganha força neste ano com a abertura das primeiras janelas de declaração em diferentes estados. Embora o calendário varie conforme a unidade da Federação, a exigência já se consolidou como um dos principais instrumentos de controle sanitário da pecuária brasileira.

Em Goiás, a primeira etapa de 2026 ocorre entre 1º e 31 de maio, conforme cronograma da Agência Goiana de Defesa Agropecuária. O procedimento é obrigatório e exige que o produtor informe a situação atualizada dos animais na propriedade, incluindo nascimentos, mortes e movimentações.

A exigência, no entanto, não é isolada. Estados como Rio Grande do Sul já realizam a declaração entre abril e junho, enquanto Paraná segue calendário semelhante. No Centro-Oeste, modelos semestrais também são adotados, com etapas distribuídas ao longo do ano, como ocorre em Mato Grosso do Sul. Já em Mato Grosso e Rondônia, a atualização costuma ocorrer no fim do ano, concentrada entre novembro e dezembro.

Leia Também:  Calor excessivo atrasa plantio da soja e faz produtores desistirem do milho safrinha

Apesar das diferenças de prazo, a lógica é a mesma em todo o país: manter um banco de dados atualizado sobre o rebanho nacional, permitindo resposta rápida a eventuais surtos sanitários e maior controle da movimentação animal.

Na prática, o produtor deve declarar todas as espécies existentes na propriedade — de bovinos e suínos a aves, equinos, ovinos, caprinos, abelhas e animais aquáticos — garantindo que o cadastro reflita a realidade atual da produção.

A medida ganhou ainda mais importância com o avanço do Brasil no status sanitário internacional, especialmente após a retirada gradual da vacinação contra febre aftosa em diversas regiões. Com menor margem para erro, a rastreabilidade e o controle do rebanho passaram a ser considerados essenciais para a manutenção de mercados e abertura de novos destinos para a carne brasileira.

Além da sanidade, os dados também são utilizados para orientar políticas públicas e planejamento do setor. Informações atualizadas permitem dimensionar com precisão o tamanho do rebanho, direcionar campanhas de controle de doenças e apoiar decisões comerciais.

O descumprimento da obrigação pode gerar penalidades, incluindo multas e restrições operacionais. Na prática, o produtor fica impedido de emitir a Guia de Trânsito Animal (GTA), documento indispensável para transporte e comercialização, o que pode travar a atividade dentro da porteira.

Leia Também:  Comissão aprova convocação do governo e do presidente da Empaer

Com a digitalização dos sistemas, o processo tem migrado para plataformas online, o que amplia o acesso, mas também exige atenção redobrada do produtor quanto a prazos e regularidade cadastral.

Em um cenário de maior exigência sanitária e competitividade internacional, a declaração de rebanho deixou de ser apenas uma obrigação burocrática e passou a integrar a estratégia produtiva da pecuária brasileira — com impacto direto sobre a segurança do sistema e a capacidade de acesso a mercados.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA