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Embrapa desenvolve bebida alcoólica feita de acerola

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Cientistas da Embrapa Semiárido, em Petrolina (PE), desenvolveram um método inovador para a produção de bebida alcoólica fermentada de acerola. A pesquisa, realizada em consonância com a legislação vigente, visa mitigar as perdas pós-colheita da fruta e apresenta-se como uma alternativa comercial viável para produtores e agroindústrias.

O mercado brasileiro de bebidas fermentadas de frutas é promissor, com uma garrafa de 750 ml do produto podendo alcançar o valor de até R$ 80,00. O Brasil, como maior produtor mundial de acerola, possui um potencial significativo para a produção em larga escala dessa bebida.

A pesquisa foi desenvolvida em ambiente laboratorial, utilizando polpa e acerolas in natura da variedade Junko. Essa cultivar se destaca pelo alto teor de vitamina C, coloração vermelha atrativa, aroma e sabor exóticos. Além disso, é rica em outros compostos bioativos, como carotenóides e compostos fenólicos, conferindo à bebida propriedades antioxidantes, antimutagênicas, anti-inflamatórias e anti-hiperglicêmicas.

O desenvolvimento da bebida fermentada de acerola pela Embrapa abre portas para novas oportunidades na cadeia produtiva da fruta. A iniciativa demonstra o compromisso da Embrapa com a inovação e o desenvolvimento de soluções que agreguem valor à produção agrícola brasileira, impulsionando o crescimento do setor e gerando renda para os produtores.

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O potencial da bebida fermentada de acerola é significativo:

Agrega valor à produção de acerola, combatendo as perdas pós-colheita.
Atende à crescente demanda por produtos naturais e funcionais.
Abre novos mercados para a acerola brasileira, com potencial para exportação.
A Embrapa está comprometida em transferir a tecnologia para o setor produtivo. A expectativa é que a bebida fermentada de acerola seja um sucesso no mercado, beneficiando toda a cadeia produtiva da fruta.

Com sabor exótico, propriedades nutricionais excepcionais e um mercado em expansão, a bebida fermentada de acerola da Embrapa tem tudo para conquistar o paladar dos consumidores e se tornar um importante produto da agroindústria brasileira.

Fonte: Pensar Agro

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Exportações de carne de peru crescem 23% e receita mais que dobra em 2026

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As exportações brasileiras de carne de peru seguem em trajetória de recuperação e registraram forte crescimento nos primeiros quatro meses de 2026. Entre janeiro e abril, o país embarcou 22.328 toneladas da proteína, volume 23,1% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. A receita alcançou aproximadamente R$ 454 milhões, avanço de 124,6% sobre os cerca de R$ 202 milhões obtidos nos quatro primeiros meses de 2025, segundo dados do Agrostat, sistema de estatísticas do Ministério da Agricultura, compilados pelo Departamento de Economia Rural (Deral) do Paraná.

O desempenho foi impulsionado tanto pelo aumento dos embarques quanto pela valorização da proteína no mercado internacional. O preço médio da carne de peru exportada pelo Brasil atingiu cerca de R$ 20,3 mil por tonelada no primeiro quadrimestre deste ano, alta de 77,6% em relação aos aproximadamente R$ 11,4 mil por tonelada registrados no mesmo período de 2025.

Os números ganham relevância em um setor que enfrenta retração do consumo doméstico há vários anos. Em 2025, a produção brasileira de carne de peru foi estimada em cerca de 138 mil toneladas, volume 7% inferior ao do ano anterior. Tradicionalmente associada às festas de fim de ano, a proteína tem perdido espaço no mercado interno para carnes de consumo mais frequente, como frango e suínos, levando a indústria a buscar novos mercados no exterior.

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Atualmente, praticamente toda a carne de peru exportada pelo Brasil é comercializada na forma in natura. Das 22.328 toneladas embarcadas entre janeiro e abril, 22.112 toneladas pertencem a essa categoria, o equivalente a mais de 99% do total exportado.

A cadeia produtiva permanece altamente concentrada na região Sul, responsável por cerca de 97% da produção nacional. Santa Catarina lidera o setor, com aproximadamente 62% da oferta brasileira, seguida pelo Rio Grande do Sul, com 23%, e pelo Paraná, com 15%.

O protagonismo dos estados do Sul também aparece nos números das exportações. Santa Catarina liderou os embarques no primeiro quadrimestre, com 8.906 toneladas e faturamento de aproximadamente R$ 196 milhões. O Rio Grande do Sul exportou 8.663 toneladas, gerando cerca de R$ 145 milhões em receita. Já o Paraná embarcou 4.739 toneladas, com faturamento próximo de R$ 113 milhões.

Na comparação com o mesmo período de 2025, Santa Catarina ampliou suas exportações em 38,4%, enquanto o Rio Grande do Sul registrou crescimento de 21,2% e o Paraná avançou 6,9%. Quando analisada a receita, os resultados foram ainda mais expressivos. O faturamento catarinense aumentou 171,1%, o paranaense cresceu 113,1% e o gaúcho avançou 69,9%.

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O México se consolidou como o principal destino da carne de peru brasileira em 2026. O país importou 6.825 toneladas entre janeiro e abril, movimentando cerca de R$ 153,5 milhões. O volume embarcado para o mercado mexicano cresceu 319,7% em relação ao mesmo período do ano passado, enquanto a receita avançou impressionantes 627,4%.

Na sequência aparecem Chile, com 3.323 toneladas e aproximadamente R$ 114,5 milhões em compras; África do Sul, com 3.027 toneladas e R$ 27,2 milhões; Países Baixos, com 1.611 toneladas e R$ 57,3 milhões; e Peru, com 1.071 toneladas e R$ 15,8 milhões.

Além dos principais compradores, a carne de peru brasileira também chegou a mercados como Guiné Equatorial, Gana, Benin, Gabão e Bahamas, reforçando a estratégia de diversificação das exportações.

Embora represente uma fatia pequena do mercado de proteínas animais do país, a cadeia do peru mostra sinais de fortalecimento no comércio exterior. A combinação de preços mais elevados, aumento da demanda em mercados estratégicos e expansão dos embarques tem permitido ao setor compensar parte das dificuldades enfrentadas no consumo doméstico e ampliar sua participação no mercado internacional.

Fonte: Pensar Agro

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