AGRONEGÓCIO

Clima adverso ameaça safras de milho e trigo no Paraná

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O calor intenso e as chuvas irregulares de março castigam a safra de milho 2023/24 no Paraná, alertando para uma produção menor do que a estimada inicialmente.

De acordo com o Departamento de Economia Rural do Estado (Deral), 92% da área plantada ainda está em boas condições, mas a previsão é de piora nos próximos relatórios. O ataque de pragas também preocupa os especialistas, reforçando a perspectiva de um cenário desafiador para o milho.

Enquanto isso, o trigo enfrenta outro problema: a queda de rentabilidade. A estimativa do Deral indica que o custo de produção de uma saca de trigo no Paraná está em R$ 70,23, valor superior ao preço praticado no mercado, de R$ 64 a saca.

Diante desse cenário, os produtores de trigo se veem diante de um dilema: reduzir custos, torcer por uma valorização do cereal ou simplesmente optar por não plantar. A primeira projeção de área para o trigo no Paraná será divulgada na próxima quinta-feira (28/3) pela Secretaria de Agricultura do Estado.

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O clima e a rentabilidade das culturas são fatores que impactam diretamente o agronegócio, um dos setores mais importantes da economia do Paraná. A safra de milho é fundamental para a geração de renda e emprego no Estado, enquanto o trigo é um alimento básico na mesa dos brasileiros.

A situação exige atenção e medidas para mitigar os impactos negativos. O acompanhamento constante das condições climáticas, a busca por alternativas para reduzir custos de produção e a diversificação de culturas são algumas das ações que podem ser tomadas para minimizar os riscos e garantir a sustentabilidade do agronegócio paranaense.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Exportações de pescado caem 54% e setor se preocupa com novo tarifaço

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A possibilidade de os Estados Unidos ampliarem em 25% as tarifas sobre produtos brasileiros exportados para o mercado norte-americano surge em um momento de retração das vendas externas da piscicultura. Dados do Departamento de Economia Rural (Deral) mostram que as exportações de pescados do Paraná caíram 54% no primeiro quadrimestre de 2026, totalizando cerca de 1,2 mil toneladas embarcadas.

O Paraná lidera a produção nacional de tilápia e concentra parte relevante das exportações brasileiras da espécie. Em 2025, o Brasil produziu cerca de 968 mil toneladas de peixes de cultivo, das quais aproximadamente 660 mil toneladas foram de tilápia, segundo dados da Peixe BR.

A tilápia respondeu por mais de 86% dos embarques paranaenses no período. Os Estados Unidos permanecem como principal destino do produto brasileiro, fator que aumenta a atenção do setor às discussões comerciais em andamento no mercado norte-americano.

O novo tarifaço dos EUA ainda está em fase de consulta pública e os produtos que poderão ser atingidos não foram oficialmente definidos. Mesmo assim, o tema já mobiliza exportadores de diferentes segmentos do agronegócio devido ao peso do mercado norte-americano nas vendas externas brasileiras.

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A queda registrada no Paraná interrompe uma trajetória de expansão observada nos últimos anos, período em que o Estado consolidou sua posição como principal produtor nacional de tilápia e ampliou sua participação nas exportações de pescado.

Representantes da cadeia produtiva avaliam que a definição sobre as tarifas poderá influenciar o ritmo dos embarques nos próximos meses, especialmente em segmentos com forte concentração de vendas para os Estados Unidos.

Fonte: Pensar Agro

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