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China autoriza milho e soja transgênicos pela primeira vez

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A China emitiu licenças para 26 empresas brasileiras, autorizando produzir e comercializar sementes de milho e soja geneticamente modificadas.

A iniciativa, destacada pelo Ministério da Agricultura e Agricultura Rural chinêz, visa diminuir a dependência do país por importações desses grãos. Entre as companhias licenciadas estão a Beijing Dabeinong Technology e a China National Seed, parte do Grupo Syngenta, com operações nas principais regiões agrícolas, como Hebei e Mongólia Interior.

Essa concessão marca a primeira vez que empresas chinesas receberam autorização para o cultivo comercial de transgênicos no país, de acordo com informações do Instituto de Co-Inovação GLOCON Agritech.

A China é o maior importador mundial de milho e soja, comprando cerca de 100 milhões de toneladas anualmente, sobretudo do Brasil e dos Estados Unidos. Com a adoção de sementes geneticamente modificadas, espera-se que o país aumente a produtividade agrícola e reduza a necessidade de importações.

Testes em larga escala conduzidos pela China mostraram resultados positivos para a segurança e eficácia das sementes transgênicas. Segundo fontes do setor, produtores chineses planejam expandir o plantio de milho geneticamente modificado para cerca de 670 mil hectares em oito províncias até 2024, o que representa mais que o dobro da área cultivada em 2023.

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Fonte: Pensar Agro

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Setor produtivo e bancos vão travar batalha de R$ 130 bilhões semana que vem no Senado

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A votação do projeto de lei que autoriza a renegociação de dívidas rurais, prevista para a próxima quarta-feira (10.06), tornou-se o ponto central das articulações do setor produtivo em Brasília. Enquanto entidades que representam o campo — como a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e associações de produtores como a Aprosoja — intensificam o trabalho junto ao parlamento para assegurar a aprovação do texto com condições viáveis de pagamento, o sistema bancário iniciou uma ofensiva para limitar o alcance da medida.

O setor produtivo argumenta que a renegociação é uma necessidade estratégica para a manutenção da atividade agropecuária no País, diante de um cenário de custos elevados e margens apertadas. A proposta defendida pelos produtores busca um fôlego financeiro essencial para o setor, com prazos de pagamento mais longos e taxas de juros controladas, garantindo que o ciclo produtivo não seja interrompido por desequilíbrios financeiros conjunturais. A mobilização, organizada pelas redes sociais, reflete o peso do setor na economia nacional e o temor de que o crédito rural sofra uma contração ainda maior sem a reestruturação dos passivos.

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Do outro lado, as instituições financeiras, representadas pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e pela Confederação Nacional das Instituições Financeiras (Fin), buscam apresentar um substitutivo. O sistema bancário argumenta que a amplitude do projeto original, aprovado em comissão na semana passada, poderia gerar riscos à segurança jurídica e à previsibilidade do crédito. A proposta dos bancos para “calibrar” o projeto inclui travar o benefício a um teto de R$ 10 milhões por CPF, restringir o escopo a dívidas de 2024 em diante e reduzir drasticamente o período de suspensão de vencimentos.

A disputa técnica centra-se no impacto financeiro e na governança dos contratos. Enquanto os bancos alegam complexidade operacional e riscos de “estímulos indevidos à inadimplência” com os prazos de até 13 anos e juros de 7,5%, os representantes do campo defendem que as regras de enquadramento devem ser amplas o suficiente para atender quem realmente precisa, excluindo apenas situações sem relação direta com a atividade econômica financiada.

A articulação política no Senado segue intensa. O setor produtivo aguarda a definição da pauta para esta semana, ciente de que o texto final poderá sofrer ajustes para acomodar as pressões do sistema bancário, mas mantendo a defesa de que a funcionalidade do sistema de crédito rural não deve ser usada como pretexto para impedir o socorro necessário ao produtor que movimenta a economia brasileira.

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Fonte: Pensar Agro

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