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Centro-Sul bate recorde de produtividade de cana: 87,6 toneladas por hectare

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A região Centro-Sul do Brasil teve uma produtividade média excepcional na safra 23/24 de cana-de-açúcar, segundo dados do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC). O rendimento médio atingiu 87,6 toneladas por hectare, superando em 10 toneladas a média das últimas 15 safras, que era de 77,2 toneladas por hectare.

Essas altas produtividades são atribuídas às condições climáticas favoráveis durante esta safra, caracterizadas por chuvas bem distribuídas e acima da média nas principais regiões produtoras de cana.

Em dezembro passado, a qualidade da matéria-prima (Açúcares Totais Recuperáveis – ATR) foi ligeiramente inferior à safra anterior, refletindo a distribuição mais eficiente das chuvas nos meses anteriores. No entanto, ao longo da safra, o ATR permaneceu dentro da média das últimas 15 safras, registrando 134,5 kg/t.

A produtividade agrícola de dezembro acompanhou essa tendência positiva, apresentando um aumento em relação à safra passada. Neste período, foram colhidas 81 toneladas por hectare nesta safra, em comparação com 69,8 toneladas por hectare na safra anterior.

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Os destaques de produtividade nesta safra foram observados em Araçatuba, Piracicaba e São José do Rio Preto, com crescimentos significativos de 37,3%, 25,2% e 25%, respectivamente, em comparação com a safra anterior.

Esses resultados reforçam o impacto positivo das condições climáticas favoráveis na região, proporcionando uma safra excepcional para os produtores de cana-de-açúcar.

Fonte: Pensar Agro

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Pequenos produtores ampliam presença no mercado internacional

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O comércio exterior deixou de ser uma realidade exclusiva das grandes tradings e cooperativas para se tornar uma oportunidade cada vez mais concreta para pequenos negócios ligados ao agronegócio brasileiro.

Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) mostram que 877 microempreendedores individuais (MEIs), microempresas e empresas de pequeno porte do setor exportaram seus produtos em 2025, um crescimento de 154,9% em comparação com 2015.

Mais expressivo ainda foi o avanço da receita gerada por esses negócios. Em dez anos, o faturamento das exportações quintuplicou, passando de R$ 583 milhões para R$ 2,9 bilhões, um crescimento de 402%. Os números revelam uma mudança importante no perfil do comércio exterior brasileiro e demonstram que produtores de menor porte estão encontrando espaço em mercados cada vez mais exigentes ao redor do mundo.

O avanço é resultado de uma combinação de fatores, entre eles a busca internacional por alimentos diferenciados, a organização dos produtores em cooperativas, o acesso a certificações de qualidade, a profissionalização da gestão rural e a abertura de novos mercados para produtos com identidade regional. Hoje, cafés especiais, mel, frutas, castanhas, erva-mate, pescados, queijos artesanais e diversos outros produtos oriundos de pequenas propriedades já chegam a consumidores na Europa, Ásia, Oriente Médio e América do Norte.

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O crescimento também mostra que exportar deixou de ser apenas uma estratégia para grandes volumes. Em muitos casos, o diferencial competitivo está justamente na qualidade, na rastreabilidade, na sustentabilidade e na história por trás do produto. É o caso de pequenos cafeicultores de Minas Gerais e Espírito Santo, produtores de mel do Sul do país, fruticultores do Nordeste e agroindústrias familiares que agregam valor à produção antes de comercializá-la.

Segundo dados do governo federal, os pequenos negócios já representam mais da metade das empresas exportadoras do agronegócio brasileiro. Embora ainda respondam por uma parcela menor do valor total exportado quando comparados aos grandes grupos, sua participação cresce ano após ano e demonstra o potencial de inclusão produtiva e geração de renda no campo.

A expansão das exportações de pequenos produtores também fortalece economias regionais, estimula investimentos em tecnologia e incentiva a sucessão familiar nas propriedades rurais. Em um cenário de crescente demanda global por alimentos, o mercado internacional passa a ser visto não apenas como uma oportunidade de negócios, mas como um caminho para aumentar a rentabilidade e reduzir a dependência exclusiva do consumo interno.

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Os números mostram que a internacionalização do agro brasileiro não está acontecendo apenas nas grandes fazendas ou nas multinacionais do setor. Ela também avança dentro das pequenas propriedades, onde produtores encontram novas oportunidades para transformar qualidade, tradição e inovação em renda e desenvolvimento.

Fonte: Pensar Agro

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